terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Guerra e Paz

Este foi o meu post (Dez 09) de estreia e parceria com o blog "Circulo Teológico", confiram também o blog "Reflexões e Pensamentos" cujo pensamento e buscas são semelhantes em "caminhos" e objetivos, com este blog.

Há quantos milênios travamos guerras pessoais e santas contra outras pessoas, culturas e povos ?

Há quanto tempo temos o hábito de dizer que o nosso credo é o único e oficial escolhido por Deus ?

Há quanto tempo estamos combatendo “inimigos imaginários” quando estamos na realidade em presença de amigos ?

Somos conhecidos como uma nação de pluralidade religiosa, graças aos imigrantes advindos de todas as regiões do mundo, que com eles trouxeram seus costumes, tradições e religiões. Temos o privilégio de comungar entre cristãos, mulçumanos e judeus (entre outras religiões.. mas estas 3 em particular, tem Patriarcas em comum e um histórico de guerras e perseguições que já perdura há séculos), e freqüentarmos um a igreja do outro, coisa que em muitos países é impensável em se praticar, fruto de séculos de intolerâncias praticadas por ambas as partes. Rixas que começaram com as primeiras sociedades tribais da história. Sim... o Brasil é um exemplo hoje de ecumenismo, tolerância e sincretismo religioso. Apesar de não termos o privilégio que o Europeu possui em viajar para outros paises, como quem aqui viajaria de uma capital a outra, ou ás vezes de uma cidade a outra. Temos algo muito especial, que é motivo de orgulho para nós brasileiros, que é a nossa raça fruto de uma miscigenação de etnias diferentes, que ao contrário do que se fala não somos “pocotós” mas um povo que reuniu em torno de si, raças e culturas diferentes. Sem dúvida hoje há muito do que se orgulhar do que conquistamos enquanto nação, mas não podemos nos esquecer do eterno débito que temos com os verdadeiros “brasileiros” que aqui estavam antes de nossos antepassados, é claro que agora carregamos um pouco deste sangue nativo, que corre em nossas veias e cultura. Mas não podemos esquecer da catequização forçada a este povo “brasileiro” que tinha uma religião tão rica quanto qualquer outra tradição “importada”, mas que agora já são águas passadas. Tais povos, ao tomarem uma decisão que fosse afetar o seu ecosistema e tribo, se reuniam para decidirem sobre o impacto desta decisão em até sete gerações futuras as suas. Hoje nossas decisões não são pensadas nem em sua própria geração. O crescimento econômico e demográfico cresce de modo desproporcional e impensado, e Gaia a Mãe Terra sofre com o descaso de seus filhos, que não mais a respeitam como outrora, que há tempos, já fora por nós esquecida. Sofremos muitas vezes de uma miopia espiritual, nos orgulhamos por ir a igreja ou ao salão e reuniões, por mantermos donativos a entidades filantrópicas, e por não prejudicarmos {[(“abertamente”)]} o próximo. Muito bom que sejamos cidadões exemplares, mas o somos “verdadeiramente” eis que em muitos momentos nossa “Sombra” sem que seja convidada repentinamente emerge, e como em um surto nos moldes de o Médico e o Monstro cria o nosso inferno particular ao incorporarmos nosso Mr. Hyde, por alguns segundos, minutos ou horas. No trânsito que com nossos “carros de combate” nos digladiamos como verdadeiros guerreiros medievais, nos jogos de futebol em que soltamos a nossa “besta” interior, e de pacatos que éramos a pouco, estamos pronto para briga, quando muito retornando a nossa ancestralidade das “cavernas” de porrete na mão. Só que existe uma grande diferença nisso tudo, pois o homem primitivo pode ser chamado de violento, mas o mundo em que vivia também era violento, e muitas vezes o caçador, num outro instante já era a caça do dia. Mas demos um “salto quântico”, existem leis e regras de convívio social que asseguram a paz ou ao menos tentam, já que a verdadeira paz depende de cada um de nós. Mas em certas “festividades” nos esquecemos de quem somos “nós” ou de uma parte de nós "mais elevada" certamente. É claro que onde há luz, há trevas, não haveria de ser diferente, porém me recordo de uma metáfora “Sioux” que diz que o homem possui dentro de si dois lobos, um bom e outro mal... que tudo dependeria de qual lobo iríamos alimentar mais. Somos seres “perfeitos” sim... como todos os outros seres “criados” ou “existentes” também o são, o que não significa que não estejamos em um processo continuo de evolução material e espiritual. Como diz um ditado popular “me digas com quem andas, que te direis quem és” acho que tal parábola nos serve com uma luva aqui. Me diga qual é a tua obra ? Quais as suas escolhas de vida ? Não adianta culparmos um agente externo “material ou espiritual” pelas decisões que tomamos com o nosso livre arbítrio. Céu e Inferno, Guerra ou Paz é o que fazemos aqui e agora, neste Planeta, nesta Terra. A verdadeira “Terra Prometida”, "Paraiso", "Campos Elíseos" ou "Nirvana" pertence a todos os Homens e Mulheres, a todas as Etnias, Tradições e Religiões. A Guerra que travamos não é só a exterior ou material, o verdadeiro combate é espiritual de você com você mesmo, uma guerra travada pelo ego, que a tudo deseja possuir e conquistar.


Namastê !


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domingo, 27 de dezembro de 2009

Sobre ser gente...






Concordo plenamente com a indagação do Pe. Fábio de Melo : "Quem disse que ser gente é fácil ?"
Nesses meus 30 poucos anos de vida, tanto aprendi, ou melhor "acho que aprendi", e quão infinito é o abismo que me afasta de qualquer sapiência.

Peregrinei muitos anos em busca das respostas pelas minhas indagações espirituais, conversei com pessoas, pastores, gurus, espíritos, videntes...
Busquei centros, igrejas, templos, círculos...
Li toneladas de livros, questionei pontos de vista, ri, chorei, me empolguei, desanimei, desisti, recomecei, caí, levantei...

Toda essa informação me fez perceber que a resposta estava no fundo do meu ser.
Para chegar a essa simples percepção, que de tão sutil, parece intocável quando na verdade está embaixo do próprio nariz, tive que sofrer muito.
Não apenas o sofrimento físico, mas o sofrimento mental, emocional e espiritual.
O sofrimento de todo aquele que sai do lugar comum e da vida de mediocridade e entra na difícil mas abençoada busca da própria essência.

Isso significa que encontrei as respostas ?
De forma alguma !!!

O que encontrei foi a passagem, mas ainda preciso cruzá-la, e começar mais uma nova caminhada.
Como é difícil andar na virtude quando as tentações batem ardentemente em nossa porta.
E elas sabem exatamente onde agir, sabem exatamente onde as temíveis fraquezas se escondem.

"Tenho fé, Senhor ! ajuda a minha falta de fé !"
Mc. 9:24


A grande discrepância do que "acredito como deve ser", ao que "sinto" me assusta.
Pois percebo que ao me distanciar das minhas crenças na busca da virtude e do reto agir e pensar, alimento o "lobo errado" dentro de mim...
Perceber isso e agir contra já é alguma coisa.

Algumas percepções porém, fizeram a minha existência nesse plano mais simples, uma delas foi parar de tentar achar um significado em tudo, uma boa metáfora para isso seria deixar de achar que só porque a caixa do supermercado me deu um sorriso, que ela esteja "afim" ...rs.....
Ver alguém cair de bicicleta na sua frente não tem um significado "místico", significa apenas que fulano(a) caiu na sua frente.
Essa atitude me tornou mais observador e me fez manter a boca mais fechada, o que sempre é uma coisa boa.

Uma outra percepção que me ajudou foi a de parar de achar que a velhice vai me trazer as respostas e dar termo à essa jornada.
Essa jornada transcende muitas existências (em minha crença) e vai muito além de nossa visão linear do mundo.

Essa jornada pertence a Kairós e não a Chronos....


Conclusão : Não há.... pelo menos ainda...e nem sei quando vai haver.
Até lá vou batendo contra as árvores para aprender a desviar delas.

O Vazio da Alma

Este talvez não será um post muito agradável de se ler, talvez por conta de um certo tom niilista e melancólico. Porém necessário e pertinente, já que a vida muitas vezes não é feita só de momentos felizes e agradáveis. Talvez tais momentos na verdade, sejam minoritários em nossas vidas, independente a classe social a que se pertença, o “vazio da alma” assola a todos nós, refletindo ou não sobre isso, gostaria que você agora respondesse algumas das questões abaixo. Sendo o mais sincero consigo próprio:

Você já se sentiu alguma vez vazio... uma sensação incomoda de que nada valia a pena ?

Alguma vez já comprou ou consumiu algo, para aplacar este vazio, só para perceber imediatamente depois que o seu vazio, ainda não foi preenchido ?

Já conversou com outras pessoas que disseram a você ter sentido ou estar sentido uma sensação de vazio ?

Pensou por algum momento, de que a sociedade em que vive e pela qual foi educado tornou-se vazia ou o tornou vazio ?

Você fica inúmeras horas realizando alguma atividade sem sentido, apenas para não tomar contato com este sentimento de vazio ?

Bem, se respondeu sim... para alguma das cinco questões, é bem possível que tenha vivenciado ou já esteja vivenciando agora, o famoso vazio “existencial” ou da “alma”. Todos os dias acorda pela manhã, talvez por volta das 06:00 hs da manhã, vai ao trabalho, executa sempre as mesmas e rotineiras tarefas, costuma freqüentar o mesmo restaurante, retorna para casa por volta das 18:00 horas, jantando por volta de umas 19:00 hs e preenchendo o restante do seu tempo assistindo a programação da TV, a novela, os jornais ou talvez se conectando a World Wide Web, a famosa Internet ou www, indo deitar-se por volta da 00:00, só para repetir o mesmo ritual no próximo dia. Para nos fins de semana, acordar mais tarde, poder tomar calmamente o seu café da manhã, tomar o seu banho e fazer um passeio ao Shopping, mesmo que seja apenas para olhar as vitrines e deparar-se de que não ganha o suficiente, para atender os seus desejos. Neste momento, você talvez se questione: “mas para quê eu trabalho tanto ? Para quê eu agüento o meu trabalho e chefe ? De que adianta tudo isso se não posso ser capaz de comprar o que eu quero !!! Este é um dos primeiros momentos em que nos deparamos com o “vazio”, e que nos vemos refletidos em uma imagem de nós mesmos, que não gostamos de ver menos ainda. Possivelmente respondemos de duas formas neste momento, compramos o que desejamos, justificando-se através das auto-questões acima, acerca de nosso propósito existencial momentâneo, utilizando ou daquela reserva que havíamos poupado ou usando do crediário da loja ou cartão. A outra resposta possível, seria a de retornarmos “mal humorados” e de mal com o mundo, por não termos o nosso desejo atendido, culpando a vida por não ter sorrido a nós, queixando-se de que talvez não seja “bom” o suficiente para alcançar o prestígio e status social, que lhe permitiria viver esta projetada “vida não vivida”. A verdadeira resposta é que o problema não esta necessariamente só no ambiente, ao menos sob a ótica que irei narrar a partir daqui, que não é necessário que concorde comigo, pois se trata apenas de um "mapa", e não todo o "território" abrangente da “verdade”. O ambiente entrará em jogo também mas de outro modo, pois é claro que a mídia, toda publicidade e até mesmo todo o design que se estende da arquitetura de um Shopping, até as vitrines, roupas e objetos, foram feitos com um único propósito, que não outro do que o consumo. Mas o que desejo é que pare e perceba neste momento... interiorize-se, olhe para você mesmo, faça uma pequena pausa se for necessária enquanto lê este texto... (pausa / silêncio)... então o que viu ? Nada !!! Tudo !!! Nada e Tudo ao mesmo tempo !!! Sim eu sei... é bastante confuso... mesmo entre o tudo e o nada... e a experiência de ambos em conjunto em um só som... já simbolizam o vazio que estamos sentido neste século XXI... O vazio advém em minha teoria, como um sentimento expressado por nosso estilo de vida, cujo “consumo” é a mola mestra que ao mesmo tempo desenvolve a economia e gera empregos, mas que por outro lado aprisiona as pessoas que trabalham cada vez mais e infelizes, para pagar o seu próprio e voraz consumo (muitas vezes desnecessário - apenas para aplacar o vazio - eu mesmo já fiz muito isso), que por sua vez é estimulado por toda esta cadeia de acontecimentos. Trabalhamos para comprar, e cada vez temos menos tempo para usufruir o que consumimos, ou daqueles momentos realmente prazerosos que não custam nem um centavo e de tão simples não notamos, como um Sorriso, contemplando a Natureza, o por ou nascer do Sol, que pela poluição e arranha céus, dificilmente é visto na cidade. O consumo entra como substituto “paliativo” do verdadeiro prazer, que possuíamos e perdemos, talvez não para sempre, mas cada vez mais somos “escravos” sem que assim percebamos. O pior é que o Senhor que nos comprou e aprisionou não tem rosto ou nome, não... não é o seu chefe... pois ele, mesmo que não saiba... também tem um Senhor, que o escravizou... é como um Dragão de Sete cabeças, cortamos lhe a cabeça e outra nasce em seu lugar. Nietzsche, falava exatamente sobre isso, sobre termos nos tornado uma "Sociedade de Rebanho". Não podemos culpar a ninguém, muito embora muitos sejam os culpados por tal estado de “vazio” que nos encontramos presos e amordaçados. Precisamos "urgentemente" retornar ao estado de “natureza” em que vivíamos antes. Não digo com isso retornar completamente a uma natureza “primitiva ou selvagem” muito embora o conceito de tribo, até certo ponto não nos seja estranho, em algumas de suas idéias, a da comunidade, onde nada é de ninguém e tudo é de todos. Um Socialismo perfeito, sem a existência de Estado, clãs que cultivam e extraem da Terra sem maltratá-la ou esgotá-la, o que precisam e necessitam, e praticando do escambo daquilo que possuem em abundância, com outros clãs que possuem e produzem o que necessitamos. O Socialismo já existiu a partir do Comunismo e foi tão tirânico quanto o Capitalismo, não adinata também fecharmos os olhos e dizermos que não existem as diferenças, porém tudo inicia e termina pela Educação. Existem hoje um sistema de Cooperativas, que sub-existem num mercado globalizado, mas que teriam grande valor em um modelo de Sociedade Cooperativa e Mercados de Consumo Sustentável. De que adianta todo luxo, quando não se pode usufruir do mesmo, do que adianta ser o homem mais rico do mundo, quando justamente se vicia em ser o homem mais rico do mundo, de que adianta termos as melhores roupas de grife ou jóias quando o que verdadeiramente importa é quem somos nós, e como seremos lembrados em nosso “post-mortem” !!! De que adiantam tantos desentendimentos, tantas guerras e lutas, quando estamos apenas de passagem ??? Até onde sabemos, somos os únicos seres com o “privilégio” de ter a consciência de sua finitude e morte. Um animal pode até perceber o momento da sua morte, como uma vaca diante do “corredor da morte” de um abatedouro, ou um outro animal qualquer ao tornar-se a presa do dia. Mas até o momento, o que sabemos é que só nós Seres Humanos, refletimos sobre a morte, mas quando e onde acontecerão, isso não sabemos !!! E talvez seja melhor assim... Porém por outro lado teríamos uma atitude de maior reverência e preservação da vida, se assim soubéssemos !!! Nos comportamos como verdadeiros Deuses encarnados na Terra, esquecendo apenas de nossa mortalidade física, a qual evitamos a todo custo relembrar, o que para alguns “afortunados” tratam de negociar com a Sra. Morte, ao menos em “aparência” do momento em que sua vida será ceifada. Já que de alma, este é um segredo que apenas morrendo é que se pode ter real certeza, da continuidade ou não da vida, como todas as religiões ao menos neste dois sentido concordam, a da existência de uma alma e da sobrevivência desta pós morte. De qualquer modo não altera, o que se faz aqui e agora, nesta dimensão de tempo e espaço. Nossas mentes encontram-se em torpor, dormimos para acordar, e nos esquecermos de quem somos e o que viemos fazer... talvez tenhamos permanecido por tempo de mais em nossa passagem pelas águas do "rio leito" o rio do esquecimento, não desejamos mais recordar o que aprendemos, e preferimos nos esconder de nosso propósito e responsabilidade, com algo que transcenda a si próprios. A única forma de mudarmos é acordando, deste sonho que criamos para a mente, que nos mantém entretidos por hora, sem grandes responsabilidades. A menos que se desperte esta essência de quem verdadeiramente "somos nós", estaremos relegados a continuar “mortos” em vida. E apenas sobreviver ao invés de verdadeiramente vivermos !!!

"A vida deve ser mais do que apenas brigarmos por comida ou mais um peixe.” Fernão Capelo Gaivota

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Link de acesso, caso o video não rode:

http://www.youtube.com/watch?v=Nkl4qd8V_kk

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Saindo da MATRIX – Parte II

E se tudo o que você pensa que sabe ao seu respeito e do mundo estivesse errado, o que você faria ?

E se o mundo onde vive, fosse apenas uma ilusão, apenas um sonho ou melhor um pesadelo, o que você faria ?

E se você foi levado a crer, que tudo aquilo pelo qual lutou toda a sua vida, na realidade foi apenas uma mentira, o que você faria ?

Calma, você não está louco, muito menos eu... tudo o que fiz foi testar as sua reações, do quanto você está aberto a novas experiências e modelos de mundo, diferente daqueles concebidos pela maioria das pessoas. Para alguns crer em algo, é uma forma de entender o mundo que o cerca. Não há nenhum problema com as crenças, na realidade o problema começa quando passamos a nos identificar de mais, com aquilo que acreditamos. Por exemplo por muito tempo, acreditou-se que a Terra era Plana, que a Terra era o Centro do Universo, que Todos os Corpos Celestes giravam ao seu redor, inclusive o Sol, e que o Homem era o centro de todas as coisas, chamado de Antropocentrismo. Para muitos que viveram tal experiência, foi uma grande ferida narcisica em saberem que estavam errados, que tudo o que acreditaram durante milênios era ilusório e muitos homens pagaram com sangue e com a própria vida, para defender um novo ponto de vista para a humanidade. Para os Hindus o mundo seria Maya, uma ilusão, tal como um sonho, ou melhor dizendo um “pesadelo”, toda a realidade que supostamente vivenciamos, tocamos, vemos e sentimos, seriam apenas ilusões por nós criadas. É interessante que Descartes chegou muito próximo de tal pensamento, quando refletia sobre o que era real, chegando a constatação de que o Mundo poderia até não ser real, podendo ser produto de algum Demiurgo (Demônio dos Filósofos – não têm relação com o conceito de Demônio Cristão), mas que ele ao menos era real, por ser auto-consciente e se fazer estas perguntas, resumido no pensamento “cogito, ergo sun” ou “penso, logo existo” resolvendo a questão desta maneira, e provando a sua existência, mas não das coisas e objetos que o cercam. Hoje com os avanços da Mecânica Quântica (Observador influenciando a matéria) e as idéias defendidas pelo Paradigma Holográfico de Consciência por “David Bohm e Pribram” (a realidade como uma projeção, um espectro, um fantasama), retomamos novamente a questão sobre a realidade. Por exemplo, o personagem Neo, no Filme Matrix, ao Despertar após receber um tiro a queima roupa no peito, começa a ver a verdadeira realidade como ela é (letras caindo em linguagem de programação), no mundo “holográfico” criado pelas máquinas para enganarem os Humanos. Veja que o principio é o mesmo, trocamos o Demiurgo pelas Máquinas e Descartes por Neo. Outros pensadores já haviam pensado sobre a mesma coisa muito antes de Descartes. Platão explicou toda a sua filosofia, através de uma metáfora simbólica muito interessante, chamada de “Alegoria da Caverna” sobre homens acorrentados por toda a vida, tomando sombras “projetadas na parede” por realidade, até que um Homem escapa e vê a verdadeira e “luminosa” realidade da “superfície” fora da caverna. Com tal Alegoria, Platão nos corou com a mesma história, dizendo que haviam dois mundos, um Sombrio e Imperfeito, também chamado de Mundo Sensível no qual nós Humanos estaríamos presos. Havia também um outro mundo mais perfeito, de grande luz e inspiração, chamado de Mundo das Idéias, de onde tudo o que existe no mundo sensível ou sombrio, seriam cópias. Dizia que a única forma de acessar tais mundos, seria ampliando a nossa consciência, buscando o saber e conhecimento, utilizando-se da razão e do desenvolvimento das virtudes humanas. Nesta visão de Platão sobre dois mundos, Sábios, Filósofos, Artistas e Poetas seriam pessoas que estariam em maior contato com o mundo perfeito das idéias. Neo foi capaz de romper com os Paradigmas estabelecido pela Matrix, e identificar as formas sombrias em sua real e verdadeira forma, não se deixando mais por enganar pelas aparências ilusórias de outrora. Quais mudanças você estaria disposto a realizar em sua vida ? Seria capaz de encarar as Sombras da caverna escura ? Se habituaria ao mundo da Superfície ? Retornaria para a caverna a fim de libertar seus amigos dos grilhões da ignorância que se encontram presos ? Será que realmente estaríamos presos a alguma caverna tomando sombras por realidade ? Será que todas as pessoas desejam “realmente” sair de tal caverna se ela existir ? São perguntas que cabem a cada um de nós responder sozinho e para si mesmo... Com toda certeza as “repostas” obtidas podem nos servir de guia para identificarmos em qual dos mundos desejamos estar e nos situar !!!

Veja “Saindo da MATRIX – Parte I” publicado em Agosto de 09 que se conecta a este post...

“Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz.” Platão

Namastê !

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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

A Igreja na América Latina

Caros Leitores do blog SAINDO DA MATRIX. Hoje estou estreiando e retribuindo o carinho com que fui  convidado a escrever e participar de tão precioso blog. Nesta semana onde o clima natalino se faz presente, nasce um novo sol na internet e no mundo dos blogueiros, que preocupados com as questões Sociais e Antropológicas dedicam um pouco de seu tempo compartilhando com todos os interessados, questões pertinentes e indispensáveis em relação aos seres humanos, enriquecendo o mundo internáutico.  Esse sol, é a parceria entre o RODRIGO, e eu. 
Eu sou AUSTRI JUNIOR, Teólogo e Pós-Graduando em Ciências da Religião. É com muito prazer e grande satisfação que aceitei o convite do RODRIGO para dividir esse espaço, e quero registrar aqui que realmente é uma honra muito grande e uma responsabilidade enorme, o que me deixa extremamente lisonjeado. 
O texto que vocês vão ler a seguir é uma resenha acadêmica que narra alguns aspéctos da  cultura teológica da Igreja Medieval no Brasil Colônia, e culmina na contemporâneidade da Teologia da Libertação. Por se tratar de uma resenha, o texto evidentemente não é um texto rico em detalhes, o que o livra de pormenores enfadonhos e o torna gostoso para a leitura. Embora eu seja suspeito em falar, pois além de ser o autror da resenha, sou apaixonado por história, e, principalmente pela história da Igreja.
Estou muito feliz com essa parceria, e quero informar para vocês que o RODRIGO se encontra - como Parceiro, Amigo, Companheiro, Membro e ESCRITOR no meu blog, o CIRCULO TEOLÓGICO, cujo objetivo não é engessar-se na teologia enfadonha e religiosa. Mas ocupar-se das questões Antopológicas , Históricas, Filosóficas, Científicas, Culturais, Políticas, Sociais...
Se você tem afinidades com essas questões, e com outras também, e se interessar em compratilhar as suas idéias e reflexões conosco, deixo aqui o convite a todos que também queiram ajudar fazendo eco  conosco. Entre em contato comigo em circuloteologico@hotmail.com.
BOA LEITURA!  
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RESENHA
AUSTRI ROGRIGUES JUNIOR
ROSA, Wanderley Pereira da – PERCURSO TEOLÓGICO NA AMÉRICA
LATINA: ASPÉCTOS CULTURAIS – FUV, 2008. 31p.

INTRODUÇÃO
O autor retrata em sua abordagem, o percurso que a teologia medieval fez em terras Latino Americana em nome de conquistas supostamente para Deus, através do seu "representante legítimo", o papa, aqui representado pelos seus "soldados": padres, freis e bispos, que não mediram esforços quando os assuntos eram atrocidades e injustiças, bem como subjugo da fé dos povos ameríndios em nome de uma cultura, raça, fé, e religião "superiores". E para os reis de Espanha e Portugal, que como animais vampiros, sugaram não somente o sangue dos povos que aqui viviam, mas todo ouro e riqueza – embora as maiores riquezas "sugadas", tenham sido a vida e a dignidade dessas pessoas.
Wanderley Rosa analisa os aspectos culturais da época, e os fatores que motivaram os vários tipos de "extermínios" na América Latina como um todo, e nas terras TUPINIQUIN, conhecida como BRASIL. Extermínio que os invasores denominaram: DESCOBRIMENTO.
Analisa também o contexto histórico colonial e escravocrata e o quadro que se desenhou no país com a chegada do protestantismo de imigração e de missão no Brasil. Aprofundando os elementos históricos, Wanderley Rosa faz uma abordagem interessante sobre os movimentos pentecostais e neo-pentecostais onde surgem perguntas sobre a identidade do cristão brasileiro, e encerra o seu ensaio com uma abordagem – embora muito sucinta – que ele próprio reconhece, não poderia faltar em um labor teológico sério que se dispõe a discutir teologia na América Latina e no Brasil, que é a TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO.

ABORDAGENS GERAIS
Em seu ensaio Wanderley Rosa afirma que "a expansão geográfica e colonial européia" empreendida na América Latina por reis de Espanha e Portugal, e não somente esses, pois por aqui também passaram os Holandeses e também os Franceses, "além do forte apelo mercantil" caracterizou-se "como um projeto de dominação cultural e espiritual".
A principal estratégia foi "a demonização da religião do outro". Em suas empreitadas pelas conquistas a que se dispusera, "o europeu hispano-lusitano tem sua consciência limpa", afirma o autor; "pois, sua cruzada é contra as hostes do inferno". De conquista em conquista, os europeus civilizados, seguiram destruindo e subjugando as vidas e as religiões dos povos ameríndios por eles definidas como satânicas.
O choque cultural foi imenso. O europeu que possuía o domínio tecnológico do aço subjugou militarmente os ameríndios. Em função dessa superioridade, "supõe-se a superioridade em todos os outros aspectos: superioridade na organização social e política, no âmbito familiar, superioridade ético-moral, superioridade lingüística, superioridade religiosa, superioridade moral".
Ao analisar as colocações do autor – que é muito claro em seu ensaio – podemos visualizar o quadro sócio-cultural-religioso da época. Em nome de uma superioridade que na imaginação dos invasores era algo concedido diretamente por Deus, aldeias inteiras foram dizimadas, as mulheres eram pegas para si e ou abusadas, homens e crianças escravizados, seus costumes foram desprezados, e, nos povos foram incutida a idéia de "pecado", por andarem nus. Foram obrigados a abandonar as suas religiões: ritos e cultos, sob pena de serem mortos, por serem filhos do demônio. Foram obrigados a vestirem roupas, debochavam de sua hospitalidade, e, desprezavam a sua cultura. "Era como se o outro não existisse. Não havia história escrita. Não havia uma linguagem grafada, ‘não usam letras’".
Esse processo de colonização e subjugação dos povos ameríndios teve nome: REDUÇÃO. Nas reduções os povos eram colocados em assentamentos segundo a vontade dos dominadores. Mas houve resistência e luta o que derramou mais sangue.
"As reduções são essencialmente projetos colonialistas e, como tais, violentos de algum modo. Os povos ameríndios e, posteriormente os negros, são obrigados a abandonar seus antigos deuses e abraçar a fé cristã. Mas não fazem isso sem resistência. Assim, os missionários (e a própria religião católica, pelo menos o catolicismo que vai se instalar na América Latina) acabam sofrendo também a sutil influência da religiosidade nativa".
Não é necessário dizer que o resultado de tudo isso ainda é nítido em nossos dias. Embora muitos historiadores rejeitem a idéia de que a história se repete, podemos dizer sem medo de errar, que, a história se reproduz.
"A conquista da hegemonia marítima pela Inglaterra e a vinda da família real portuguesa para o Brasil em 1808 (fugidos das manobras de guerras e as ameaças de invasão a Portugal por parte do imperador francês Napoleão Bonaparte), deram inicio a uma radical mudança no cenário religioso brasileiro".
Fatos importantíssimos aconteceram, dando origem ao protestantismo de imigração e de missão em terras brasileiras. Foram trazidos para o país famílias para trabalhar na indústria e na lavoura. Com a "eugenia", tentativa (inútil, diga-se de passagem) de branquear a raça, D. Pedro II trouxe para o Brasil os imigrantes europeus, entre eles os alemães, que consigo trouxeram o luteranismo.
Após esses e outros fatos estabeleceram-se no país os missionários estrangeiros que trouxeram a sua fé para evangelizar o Brasil; nação pagã, uma vez que o "catolicismo não era cristão". Foram eles:
- Os Anglicanos;
- Os Congregacionistas;
- Os Presbiterianos;
- Os metodistas
- Os Batistas.
Mais tarde o retrato religioso no Brasil toma nova forma. Surge o movimento pentecostal, e, posteriormente, o movimento neo-pentecostal; que muda o quadro da espiritualidade do povo brasileiro que já não se satisfaz mais com os ritos e cultos tradicionais do protestantismo histórico.
O movimento pentecostal trás uma nova mensagem: "a conversão". Mas, continua "demonizando" a religião do outro, enquanto que a mensagem neo-pentecostal é a "teologia da prosperidade".
Entre as décadas de 1950 e 1960 surge no cenário teológico latino americano e brasileiro a teologia da libertação que "brota da reflexão de intelectuais latino-americanos que estavam por assim dizer, com um dos olhos postos na mensagem dos evangelhos e o outro na realidade sócio-econômica do povo pobre e oprimido".

CONCLUSÃO
A teologia da libertação trouxe consigo a opção pelos pobres e oprimidos, a defesa das questões sociais na América Latina e em especial no Brasil. Colocou de lado o ascetismo exacerbado buscando um olhar mais apurado para as coisas da terra, ou seja, o equilíbrio espiritual. Andou de braços dados com a pastoral da terra, movimento social da igreja católica – que em nossa introdução era a grande vilã, e, que aqui em nossa conclusão aparece com outra "cara"; porém passou-se 509 anos de histórias (histórias no plural, porque estamos tratando da História da Igreja na América Latina) – que deu origem ao MOVIMENTO SEM TERRA, o MST. É bom que fique registrado aqui, que, a teologia da libertação não é exclusividade da igreja católica romana. Há uma ala do protestantismo que trilha por esse caminho (nos incluímos nesse contexto). Aliás, a TEOLOGIA da LIBERTAÇÃO inspirou-se no EVANGELHO SOCIAL dos Estados Unidos da América, e no EVANGELHO POLÍTICO da Alemanha (que também adotamos em nossa caminhada teológica). A teologia da libertação também caminha intimamente com a PEDAGOGIA do OPRIMIDO, cujo mentor é o professor Paulo Freire (a pedagogia do oprimido é o nosso foco enquanto educador, pois é excelente fonte de cognição e alteridade).
Em nosso entendimento, entre tantas contribuições que a teologia da libertação trouxe para o contexto sócio-político-religioso latino-americano e brasileiro, foi a abertura ao PLURALISMO RELIGIOSO e ao DIÁLOGO INTER-RELIGIOSO, que sem dúvida, é muito enriquecedora e extremamente LIBERTÁRIA, embora esse assunto preocupe a muitas pessoas.
Após tantos anos de sujeição, prisão e opressão política e religiosa, a AMÉRICA LATINA precisa de uma teologia que liberte a igreja corpo de Cristo. Nós enquanto teologandos investimos no ECUMENISMO, no PLURALISMO RELIGIOSO, e no DIÁLOGO INTER-RELIGIOSO (nossos objetos de estudos e monografia do curso de pós-graduação em Ciências da Religião, da Faculdade Unida de Vitória – FUV), e na TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO, como fonte de RE-FLEXÃO e RE-SIGUINIFICAÇÃO da IGREJA NA AMÉRICA LATINA.

sábado, 12 de dezembro de 2009

A História das Coisas

Você já parou para pensar sobre toda a cadeia e processos envolvidos em um simples objeto que consumimos ? Não ! Então o vídeo cujo link se encontra abaixo, vem a satisfazer esta curiosidade. Agora se a sua resposta for, Sim ! Que você já sabe a origem dos produtos que consome, e como são fabricados ! Bem então este vídeo talvez sirva a você também, pois creio que ira surpreender-se, com todo o processo do inicio ao fim, de uma forma tatalmente nova, e que ninguém nunca lhe contou. Não irei prolongar-me mais, pois mais do que escrever, acredito que o vídeo cujo link menciono abaixo, já vale mais do que 1000 palavras escritas.

Apenas uma advertência, antes de assistir ao vídeo, o mesmo pode provocar uma grande mudança em seus hábitos de consumo e valores. Você pode não ser mais o mesmo, após refletir sobre o que fizemos e o capitalismo "selvagem" fez conosco !!!

Ah... o vídeo é longo... mas vale cada minuto... cada segundo... cada milésimo de segundo do seu tempo... tempo este infinitamente menor... do que os séculos ou mesmo milênios de exploração e dominação a força de pessoas, animais, vidas e eco-sistemas...

Bem vindo a esta jornada que está prestes a adentrar, se após assistir este vídeo até o fim e nada mudar... bem ao menos não poderá dizer de que “não sabia” ou era “ignorante” a escolha estará em suas mãos, daqui para a frente !!!

Leve esta idéia e mensagem adiante... divulgue este vídeo e sobretudo faça a sua parte !!!

“É válido procurarmos conhecer a que má e penosa servidão nos sujeitamos quando nos abandonamos ao poder alternado dos prazeres e das dores, esses dois amos tão caprichosos quanto tirânicos.” Sêneca
Namastê !

Clik no link para acessar o vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=lgmTfPzLl4E

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Aprendiz de Feiticeiro

Como Mickey na aclamada obra cinematográfica Fantasia, gostamos de brincar de Aprendizes de Feiticeiros e já explico porquê. Desde que a ciência separou Sujeito e Objeto, e fragmentou o conhecimento em áreas cada vez menores, nos tornamos alienados do processo de conhecimento. Cada vez mais sabemos muito sobre pouco ou quase nada, com a hiperespecialização das ciências. Precisamos de uma ciência da consciência e com consciência, que respeite os valores humanos e os incentive, um retorno para uma Paidéia Grega, que prega o desenvolvimento de virtudes e um ensino para a totalidade. Vivemos uma agonia planetária, provocada por uma ciência que desprezou o sujeito e o ethos por de trás das pesquisas. Como Aprendizes que somos ainda, não temos mais do que 10.000 anos enquanto civilização, e a ciência é ainda mais jovem pois nem um milênio ainda completos possui. Acabamos por nos separar e desprezar nossas antigas tradições e raízes ancestrais. Sem dúvida houveram grandes avanços tecnológicos durante estes 10.000 anos, mas a que preço ? Onde foi parar a ética ? Um mundo mecanicista, cujas leis deterministas e infalíveis, não são mais possíveis de explicar a complexidade real da vida. Ao separarmos o Sujeito e sua subjetividade, desconsideramos a sua sensação, a sua emoção e intuição. Valorizamos apenas a razão, esta insuficiente para explicar a verdadeira natureza que nos cerca e da qual também somos formados. Gaia a Mãe Terra, também é um ser vivo, não nos padrões que estaríamos habituados a considerar como vivo, mas ainda sim é um sistema complexo e simbionte que abriga várias formas de vida, dentre elas nós humanos. E possui ainda a capacidade de auto-regular-se, como vem ocorrendo com as manifestações climáticas do aquecimento global, provocadas por nossas atitudes e escolhas. Tentamos dominar os elementos da Terra a força, a partir da espada, do metal e da guerra. Declaramos guerra ao planeta, no qual de simbiontes que éramos, passamos a um estado de vírus a ser combatido, da posição de amigo e aliado na antiguidade primeva, a inimigo na pós modernidade. Brincamos de Feiticeiros ao tentar dominar os elementos, mas o verdadeiro Feiticeiro não tenta dominar o elemento, ele e o elemento são unos, irmãos, amigos. O Feiticeiro utiliza a magia natural, ele sabe observar o ciclo da natureza e dela extrair o seu consumo sustentável. Ele sabe que seu corpo também é feito dos mesmos elementos que com respeito e tributo manipula e devolve para a Natureza. Sabe das conseqüências de tentar manipular sua magia a força, sabe que obedecendo as leis naturais e não corrompendo-as a sua magia cresce. Mas eis que chega o Homem Pós Moderno, que cheio de si, despreza o seu conhecimento ancestral, suas tradições e filosofias, e honra a um novo, limitado e artificial elemento produzido por ele mesmo, chamado por capital. Este novo Homem que emerge deseja dominar os astros, subjugar seu Pai e sua Mãe, Céu e Terra, dominar os elementos e subjugar todos os animais, considerados inferiores. Como já um dia a Ciência serviu de instrumento de domínio e desculpa para subjugar outros homens, escravizados e tratados como animais. Eis que o Novo Homem, acessa os livros dos Feitiços, mas esquece de prestar sua reverência a natureza, donde os elementos da magia são retirados, e cuja magia utilizada na condição de Aprendiz é usada em seu próprio beneficio. Contrariando aos ensinamentos e avisos do seu Mestre, que aguarda pelo momento do seu amadurecimento, em transmitir adiante seus segredos sobre a verdadeira Magia. O impaciente e imperdenido Aprendiz, em sua desenfreada busca por acumulo de poder, arrisca seus primeiros encantos, afim de resolver suas laboriosas tarefas, que servem na realidade de preparo e teste de caráter. Agora então nos encontramos aqui, neste clima descontrolado, calotas polares derretendo, níveis de água subindo em todo o mundo. O que fazer ? Só uma Educação que reencante o aprendizado e valorize o Humano, seguido por uma ciência que reunifique o saber e que reconsidere o Sujeito e o Ethos, será capaz de tornar Mestre o Aprendiz e resolver a Agonia Planetária que por hora nos encontramos engendrados.

"O ser humano vivência a si mesmo, seus pensamentos como algo separado do resto do universo - numa espécie de ilusão de ótica de sua consciência. E essa ilusão é uma espécie de prisão que nos restringe a nossos desejos pessoais, conceitos e ao afeto por pessoas mais próximas. Nossa principal tarefa é a de nos livrarmos dessa prisão, ampliando o nosso círculo de compaixão, para que ele abranja todos os seres vivos e toda a natureza em sua beleza. Ninguém conseguirá alcançar completamente esse objetivo, mas lutar pela sua realização já é por si só parte de nossa liberação e o alicerce de nossa segurança interior." Albert Einstein

Namastê !



terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Caminhos & Escolhas

Cito um trecho do diálogo entre o Gato e a Alice no País da Maravilhas de Lewis Caroll, que ilustrará meus comentários a seguir:

- Por favor, disse ela ao Gato, poderia me dizer que caminho devo tomar a partir daqui?
- Depende muito do lugar para onde você quer ir, disse o Gato.
- Pouco importa, retrucou Alice.
- Então, pouco importa também saber que caminho tomar, disse o Gato.
- Contanto que eu chegue a algum lugar, acrescentou Alice.
- Claro que você conseguirá, mas terá que andar muito, respondeu o Gato.

Nos vemos no dia a dia tal como a Alice, numa infinidade de caminhos a seguirmos e confusos de qual a melhor escolha. Diante das encruzilhadas da vida, esperamos encontrar com algum Gato falante, que nos indique a melhor direção a se tomar. Eis de que o Gato não nos ajuda, pois não pode oferecer novos caminhos, além dos que a Alice poderia tomar ou já conhecia. Pois o Gato não é a Alice e portanto cabe somente a Alice traçar o destino que deseja trilhar. Vivemos vidas não vividas, relegamos a terceiros a escolha do nosso destino, como Alice desejamos chegar há algum lugar, mas não sabemos exatamente aonde desejamos estar. Bastava ao Gato apontar uma direção, e seguiríamos o caminho indicado. Mas entre inúmeros caminhos qual o melhor ou verdadeiro, com as melhores possibilidades para se atingir o sucesso, a plenitude e felicidade. Nem sempre o caminho mais curto é o melhor, há vezes em que um caminho mais longo nos leva confortavelmente na direção desejada, são e salvos. Enquanto que por vezes nos desviamos do caminho escolhido, para chegarmos mais rápido ao nosso destino, ignorando os intermitentes avisos de perigo, que permeiam por todo o atalho. Muitos são os desejos e pouco o compromisso em seguir adiante com o caminho escolhido. Nos perdemos pelas encruzilhadas, nos esquecendo de fazer as perguntas certas e relevantes ao Gato. O poder de escolha se resume em saber para onde se vai, mas se não se sabe qualquer caminho serve. Mas será que tal sentença é verdadeira? Alienados ou ignorantes das escolhas que podemos fazer, outros tal como o Gato aparecem, mas diferentemente do primeiro, não tardam inescrupulosamente em nos oferecer caminhos. Aliás todos os dias somos bombardeados por todos os tipos de mídia, dizendo o caminho que temos de seguir para a felicidade, beleza e riqueza. Mas cada um segue o seu próprio caminho, não há caminhos iguais, mesmo em estradas que nos levam ao mesmo destino, Heraclitamente falando. Ao nos colocarmos como Alice diante das grandes questões da vida, permitimos que outros nos ocupem e digam o caminho que acreditam serem os melhores para nós. Entre eles alguns bem intencionados mas outros talvez não tão bem intencionados assim. Na dúvida é melhor que você mesmo escolha o seu caminho, pois ao final de tudo ninguém poderá andar com as tuas pernas a não ser Tu Mesmo. Não adiantando depois responsabilizar o Gato, por uma escolha que de certa forma sempre foi sua. Apenas você é capaz de distinguir o verdadeiro caminho que se faz caminhando e te conduz a liberdade !!!

“Caminhante, as tuas pegadas
São o caminho e nada mais;
Caminhante não há caminho,
O caminho faz-se ao andar.
Ao andar faz-se o caminho
E ao olhar-se para atrás,
Vê-se a senda que jamais,
Se há-de voltar a pisar.
Caminhante não há caminho,
Somente sulcos no mar. “

Antonio Machado (Poeta Espanhol)

Namastê !

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terça-feira, 24 de novembro de 2009

Tempo do SER

Tempo, o que é o Tempo ?
Tempo que Passa
Tempo que não Passa

Gente que deseja mais Tempo
Gente que deseja menos Tempo
Qual o seu Tempo ?

Tempo para Saber
Tempo para Sonhar
Tempo para Despertar

Gente que evita o Tempo
Gente que ganha Tempo
Gente que não tem mais Tempo

O Tempo Corre
Corre contra a Vontade
E alheio ás nossas Vontades

Tempo que é um Só
Mas que não é percebido a Sós
Para que serve o Tempo ?

Tempo de Ilusões
Tempo de Desilusões
Tempo para Quê ?
Tempo para Quem ?

Qual a Verdade do Tempo ?
Que o Tempo Passa para Todos

Tempo Passado
Tempo Presente
Tempo Futuro

Mas há um só Tempo
Um Tempo que nunca Passa
O Tempo Eterno Presente

Ou Você aproveita o Tempo
Ou o Tempo se aproveitará de Você

Tempo de Crescer
Tempo de Viver
Tempo de Morrer

Ainda há Tempo para Renascer

Morremos e Vivemos com o Tempo a cada Instante
Instantes únicos que não Voltam no Tempo
E que Agora se fazem Presentes

Agora é Tempo de Mudar
Mudar para Viver
Mudar para Escolher
E não mais apenas Sobreviver

O que cada um Fará com o Tempo eu não Sei
Mas Sei que se nada Fizerem o Tempo o Fará
Fará o que podem não Desejar

A menos que se Saiba usar o Tempo
O Tempo o Servirá
Quem não Souber
Do Tempo Servo Será

O Tempo é Eterno
Mas nós não Somos
Há Pouco Tempo

Mais Tempo não é Possível
Mas o Suficiente é Possível
Para fazer o Impossível

Esse é o Momento
O Momento Final
Da escolha que fará nesse Tempo

Se deixar o Tempo Passar
Ele não Voltará
Nem Amanhã
Ou Depois
Agora se Correr
Ainda dá Tempo
Tempo de SER o que não se Foi
Para o SER Agora !!!
Namastê !

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sábado, 14 de novembro de 2009

A "PAX" Romana

Vivemos em tempos de "PAX" Romana, ou Paz Romana e já explico porquê. Tal PAX consistia em uma postura de dominação cultural, ideológica e territorial de povos que iam sendo anexados ao Império Romano, e depois aculturados por estes. Tratava-se muitas vezes de se eleger uma guerra preventiva em determinados locais, que permitiam aos romanos expandirem o seu domínio sob o mundo Ocidental e Oriental conhecidos da época, ao mesmo tempo em que submetiam a sua cultura e pensamento, aos povos dominados e gerações a posteriori. A cada novo local conquistado, os lideres ou clãs locais eram destituídos do poder e novos sob apoio romano eram instituídos, e para manter a segurança "romana" em tais provincias soldados legionários e comandantes eram mantidos em cada provincia, eregindo-se postos e fortes de comando, sob o discurso de que estariam mais protegidos sob a tutela romana e seguros de inimigos locais, do que se encontravam anteriormente. A cultura e valores romanos eram ensinadas as crianças, que se desenvolviam sob o signo e ideal romano de Paz, Ciência e Filosofia. Uma forma de incutirem nas jovens mentes, que o modo de viver romano seria um ideal a se perseguir, em paralelo a uma certa tolerância aos costumes e tradições locais, permitidos ás custas de impostos pagos aos romanos, que os mantinham em segurança, com a idéia de um inimigo externo em comum a ser combatido. A educação do modo romano de "Ser" entrava aqui, apesar da tolerância que existia por parte do Império Romano, através da educação os jovens já eram desacreditados desde cedo a reverenciarem suas tradições maternas, consideradas atrasadas e vestigiais de um povo bárbaro e atrasado. Assim muito jovens “cultos” desta nova sociedade, adotavam o latim considerada a língua oficial do Império, vergonhosos de sua condição bárbara de nascimento, muitos se viam na possibilidade de conquistar o “salvo conduto” o nosso “green card” ou “passaporte” dos tempos atuais, que identificava todo cidadão romano “livre” que permitia caminhar livremente por toda a extensão do Império, não só viajar como fixar-se nas localidades que melhor lhe aprouvessem. Coisa muito rara de ser concedida na época, mas havia um caminho e muitos jovens se alistavam no exército Romano, na iminência de receberem tal “salvo conduto” o papel que lhes conferia o real “Status” de Ser um "verdadeiro" Cidadão Romano, e não mais um sujeito "qualquer" de alguma província bárbara anexada por Roma. Como se tais jovens aculturados já não fossem romanos por natureza, apesar de não serem filhos de Roma por nascimento, já o eram ao menos em essência por educação, em seus corações e espiritos, ao compartilharem da visão de mundo dominante, que não outra, se não a romana, como o ditado "todos os caminhos nos levam direto a Roma". Tal engendro mantido por Roma era muito promissor, pois conquistava-se novos territórios, abrandava-se a cultura local, levando-os a pensarem que eram inferiores, desnudos de sua ignorância e saber, recrutando e treinando jovens dispostos a morrerem por este ciclo dominante de aculturação, envolvendo-se em guerras distantes e alheias a sua pátria de origem, morrendo por uma Roma, que o considerava como um cidadão de 2a. classe, um entrante social em termos atuais. Assim as legiões romanas cresciam exponencialmente, o território Imperial ampliava-se, e cada vez menos os "verdadeiros romanos" de nascimento se lançavam ao combate corpo a corpo, relegando tal função aos “novos romanos” vistos pela Sociedade Romana, como melhores eles “estes bárbaros que desejam ser romanos e nunca o serão”, aos nossos próprios “filhos” que serão os mantendores de nossa nação. Podendo dedicar-se a atividades mais nobres, como o direito, artes, poesia e a burocracia de um Império que ao mesmo tempo virava um Grande Estado. Assim formou-se um Império que já existia antes do Romano, como Alexandre “O Grande” um dos primeiros Globalizadores que o mundo dito “civilizado, incivilizado e pós-civilizado” já conheceu um dia, e que perdura até nossos dias atuais, cujo ápice em "duração de tempo" ainda não fora atingindo por outra civilização que não a romana, mas que em aspecto territoriais e culturais tenho dúvidas, se já não fora atualmente superado por uma outra grande civilização pertencente ao “Continente do Novo Mundo” descoberto há 500 atrás ou redescoberto conforme algumas teorias vigentes, ha um tempo ainda mais remoto, pelos “Nórdicos e Bárbaros” Vikings e por uma das mais “Antigas e Numerosas Civilizações” os Chineses. Espero que ao lerem este “post” não encarem, como propositadamente escrevi de que estou fazendo uma apologia contrária, ao líder No. 1 do mundo “Civilizado” atual, que todos conhecemos e que como “Novos Romanos” estão em declinio de sua posição privelegiada como outras mega-civilizações que os precederam como Atlantes, Egípcios, Gregos e Romanos. A intenção é que possamos refletir filosoficamente de um modo inverso ao convencional, Sobre quem Somos Nós?, De Onde Viemos? e Principalmente para Onde Vamos? Ou melhor para aonde nossas escolhas individuais e coletivas nos levarão? Que mundo escolheremos viver e que mundo deixaremos aos nossos filhos quando aqui não mais estivermos presentes? Não cabe somente a mim, responder a tais perguntas, mas a coletividade como um todo “emergente” de tal estado e “natureza” que por hora nos encontramos “enredados” e “conectados” uns aos outros. O que sei é que uma única escolha individual é capaz de reverberar em uma cadeia de acontecimentos, e tal “cadeia” ainda é capaz de gerar novas escolhas e acontecimentos. Positivos ou Não isto dependerá única e exclusivamente de cada Observador dos fatos, que por mais cético que seja, carrega consigo uma subjetividade polarizada em mal ou bem, que por sua vez representam o paradoxo tanto do pensamento dialético e racionalidade humanas, quanto de nossa existência neste Planeta e do que fazemos dela. Sem por demais querer alongar-me, proponho que sejamos ecumênicos em nossa postura, da qual não existe um único “saber ou verdade” no mundo ou mundos possíveis já que somos seres multidimensionais pelas teorias mais recentes da física quântica e cosmologia. Se mesmo assim ainda houver uma única e exclusiva verdade, bem esta será de ordem individual e não coletiva, ou seja subjetiva de cada um. Podemos olhar pelos olhos das coincidências ou das diferenças, como dito antes, tudo depende do Observador que observa os fenômenos e os tangencia, interpreta-os conforme seu referencial de mundo, que ao final não passam de crenças, sejam estas cientificas ou religiosas. Não nos esqueçamos de que nós enquanto brasileiros, também temos uma divida com os verdadeiros “brasileiros” que antes de nós habitavam estas terras tupiniquins, que nos queixamos de não sermos o No. 1 em muitas coisas, e nos esquecemos porém do peso que é Ser o No. 1 e da responsabilidade, que justamente se acompanha por permanecer no mais alto e elevado patamar, onde todos o observam e o responsabilizam por tudo o que de bom e mal há no mundo, que na realidade trata-se apenas de uma projeção de tudo aquilo de bom e mal reunimos dentro de Si-Mesmos. Nós em quanto povo e cultura, também já agimos como romanos, e antes destes, outros povos já subjugavam outros por ganância ou motivados por um falso sentimento de superioridade, servindo de razão para submetermos uma vontade dominate e predatória, destruíndo todo um ecossistema e cultura, que continuam a se perpetuar na história humana. Não nos consideramos "Animais" e quando aceitamos tal Natureza, dizemos que somos Auto-Concientes de Nossa própria Existência nos diferenciando e distanciando dos demais animais existentes, que não se apercebem de sua finitude. Mas só o Homem é propositadamente o "Lobo do Homem", ao final eu me questiono sobre qual será a verdadeira "Besta" de toda esta História ? O vídeo que segue abaixo de forma sutil e irônica faz uma critica a este estado de cultura e aculturamento que nos encontramos "presos", estejamos nós do lado esquerdo ou direito, favorável ou contrário, socialista ou capitalita, somos todos co-responsáveis por nossas ações e consequências do mundo que criamos !!!

“Querido Pã e outros deuses, concedei-me a beleza interior e fazei que meu exterior se harmonize com tudo o que carrego dentro de mim. Que eu possa considerar rico o sábio e possa ter uma quantidade de ouro que só o temperante conseguiria tomar para si ou levar consigo. Precisamos de outra coisa Fedro ? Creio que pedi o suficiente”. Oração proferida por Sócrates no Final do Fedro de Platão.

Namastê !

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domingo, 8 de novembro de 2009

Por que Meditarmos ?

A Meditação apesar de associarmos como um método espiritual milenar, presente principalmente na cultura e filosofias do Oriente, atualmente é estudada pela ciência, que comprova a sua prática como sendo útil, para a diminuição da ansiedade e estresse, além do auxilio para a concentração e foco, em uma época em que nunca esteve tão difícil viver o silêncio interior, em um mundo cada vez mais acelerado tanto fora, quanto dentro de nós mesmos. Uma das principais e mais simples, porém não necessariamente mais fácil das técnicas, consiste em sentar-se na posição de lótus (sentado com as pernas cruzadas, braços alongados e mãos repousadas sobre os joelhos) ou sentado em uma cadeira com as costas eretas e cabeça e pescoço alinhados, com os olhos semi cerrados, respirando pelo nariz suavemente, inspirando e expirando o ar através de uma respiração diafragmatica (abdômen projetado para frente na inspiração e comprimido com as costelas na expiração), buscando apenas o vazio e silêncio interior, não se concentrando em nenhum pensamento que venha a tona, deixando apenas que venham e se vão da mesma forma como entraram, sem interferir ou dar maior atenção, até que se atinja o real vazio interior com o tempo de prática (o que não é nada fácil, mas vale a pena mesmo assim pela serenidade conquistada ao longo do tempo). Esta técnica pode ser incorporada também com a recitação do Mantra OM, em que eu inspiro o ar pelas narinas (respiração diafragmática) e expiro recitando Oooooooommmmm, até que o ar acabe e o processo recomeçe novamente. O fato de nos sentarmos no chão sem escorarmos as costas (uma almofada pode ser colocada em baixo) ou em uma cadeira “comum” para pessoas mais debilitadas fisicamente, é para a consciência estar desperta durante a prática, já que um leve torpor com o relaxamento pode ser sentido, e a chance de adormecer é grande e o processo ser perder também. É interessante colocar um despertador, para avisar do tempo de duração da prática, para que não se pare antes de 5 minutos ao menos. Esta prática pode ser feita diariamente, uma ou duas vezes ao dia, ao acordar e antes de dormir, e gradualmente o tempo pode ser expandido. Uma sugestão é praticar antes de dormir, já que grande parte das pessoas estão agitadas pela manhã, e não conseguem concentra-se neste período, face à necessidade de organizar-se para o trabalho. Existem inúmeras outras técnicas meditativas e contemplativas, facilmente adquiridas em livros ou Internet. O importante mesmo, não é a técnica em si, pois a técnica é apenas um refugio, apenas uma estratégia para se alcançar à paz e a plenitude, a fim de se viver cada vez mais o presente, o aqui e agora. O mais importante é a motivação e persistência do meditador, principalmente no inicio da prática. Assista ao vídeo logo abaixo, pois o mesmo incorpora de maneira rica e ilustrada os benefícios comprovados desta arte milenar, que pode ser praticada por qualquer pessoa, independente de idade, crenças e condições físicas.
Perguntaram ao Dalai Lama: - O que mais te surpreende na Humanidade? E ele respondeu: - Os homens... Porque perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem dinheiro para recuperar a saúde. E por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem do presente de tal forma que acabam por não viver nem o presente nem o futuro. E vivem como se nunca fossem morrer... e morrem como se nunca tivessem vivido.

Namastê !

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segunda-feira, 2 de novembro de 2009

O Despertar do SER

Para o Filosofo Grego Platão, vivemos em dois mundos, um perfeito e sede da alma imortal, chamado de o Mundo das Idéias e um outro imperfeito chamado de Mundo Sensível ou das Sombras, nome este que designava o mundo da matéria, que seria apenas uma cópia, apenas uma Sombra do mundo perfeito ou ideal. Platão foi o criador da Metafísica, e muitas religiões se baseiam em seu pensamento para diferenciar o Divino do mundano, e mesmo como base de explicação de onde viemos e para onde vamos após a morte. Todas as coisas que existem no mundo das sombras, seriam apenas cópias imperfeitas do mundo das idéias, e o propósito da filosofia seria o de acessarmos através da razão e desenvolvimento das virtudes o mundo perfeito das idéias. Para Platão ao dizermos que alguém foi iluminado, obteve um insigth, uma nova idéia ou reflexão, estaríamos dizendo que tal pessoa teria entrado em contato com o mundo perfeito das idéias, de onde tudo o que conhecemos ou criamos pertence originalmente. Portanto ao nos referirmos a uma ideologia, ou pessoa idealista estaríamos na verdade nos referindo ao pensamento platônico da verdade para além das formas, uma verdade que só pode ser compreendida enquanto uma idéia, tal como uma intuição, um sentimento que transcede os sentidos habituais. Para exemplificar o seu pensamento, criou a Alegoria da Caverna, que narrava a vida dos habitantes de uma caverna acostumados desde o nascimento a tomarem por realidade as sombras projetadas pelo fogo na parede, o qual os homens por estarem acorrentados, não eram capazes de ver a verdadeira forma por trás de tais projeções. É somente quando um homem ao se libertar dos grilhões que o prendiam (ignorância) subindo a superfície, pode constatar os verdadeiros objetos responsáveis por tais projeções que assistiam, e ainda conferir um outro mundo de grande luz natural, que continha todas as formas sombrias da caverna, só que mais perfeitas (conhecimento e razão). O filme Matrix ilustra muito bem tal alegoria, ao recriar para os tempos ditos “modernos” o mesmo tema da antiguidade clássica, ao dizer que a realidade que víamos não era a verdadeira realidade, mas uma realidade projetada a partir de nossas lembranças do mundo antes de sermos dominados e subjugados pelas máquinas, que agora dominam a terra, e mantém humanos em um estado de torpor “adormecidos” em uma plena inconsciência (ignorância), impedido-os que acordem e possam se rebelar uma vez mais como no passado antes de serem escravizados e utilizados como baterias, que alimentavam e geravam energia para as máquinas, depois que a terra fora devastada, e uma penumbra acizentada, provavelmente ocasionada de um holocausto nuclear, que impediam que os raios solares, adentrassem a atmosfera terrestre. Mas ocorre que algumas pessoas acordam(conhecimento e razão) deste estado de sono e vêem que tudo o que viveram e conheciam não era verdadeiro ou totalmente verdadeiro, já que se nos basearmos em nossos sentidos tal realidade (paradigma holográfico) era tão perfeita quanto a outra realidade que agora percebiam, tal como um mundo onirico, de sonhos. Porém o mundo real onde as máquinas se fazem presentes fisicamente, poderia ser destruída pelos humanos que fossem capazes de saírem da Matrix, oferecendo um risco iminente para esta Sociedade Totalitária, imposta pela Máquinas, portanto eram caçados e eliminados tal como ocorrido durante a Idade Média e Inquisições. Porém nem todos os humanos desejavam despertar de sua ignorância, por se verem mais felizes enquanto se encontravam “alienados”, pois tomar consciência representaria ter de fazer escolhas, o que nem todos os habitantantes da matrix desejavam ou estavam preparados, e que diferentemente do mundo sedutor e “luminoso” da Matrix, o mundo real ao contrário da Alegoria da Caverna, estava devastado e “sombrio”. Talvez se trate de uma metáfora que nos relembre em tempos atuais que Ser “ignorante” de si mesmo é melhor do que obter “conhecimento e sabedoria”, já que supostamente quanto mais se sabe, menos liberdade se sente possuir, o que implicaria em não atender a todos os desejos ou pulsões, e sem liberdade seriamos infelizes. Mas será que Ser verdadeiramente livre é atender a todas as pulsões e desejos, tal como meramente "animais" que sem "razão", seguem apenas a seus intitintos? Sempre ouço pessoas dizerem que eram felizes enquanto crianças por não terem “responsabilidades” ou por não precisarem fazer escolhas, pode haver uma certa verdade em tal afirmação, principalmete quando nos encontrávamos no utero materno com todas as nossas necessidades satisfeitas em tal paraiso perfeito. Mas será mesmo que não fazer escolhas é ser mais feliz? O que sei é que mesmo quando não fazemos escolhas, já estamos decidindo em não escolher coisa alguma e ainda pior, tal como a Matrix teremos alguém nos dizendo o que devemos pensar, sentir, ouvir e ver! Matrix é sem dúvida o Mito da Era Pós Moderna, com todos os Arquétipos que lhe são inerentes, há muitas leituras e interpretações possíveis, e dificilmente o tema se esgotará, pois Matrix mais do que qualquer outro mito, fala de nossa aventura, de nossa jornada rumo ao auto-descobrimento, um mito moderno de nossa Sociedade, e desafios de uma época em que grande parte da população mundial tem acesso a informação (desconexa), mas está alienada do conhecimento (fragmentado) por trás de tais informações e mesmo da utilidade do que fazer com tantas informações. Onde está o conhecimento que perdemos com a informação? Onde está a sabedoria que perdemos com o conhecimento? Será mesmo que não vivemos em uma Matrix que nos diz todos os dias através de seus inúmeros canais e mídias globais de comunicação, o que devemos consumir para sermos felizes, objetos que temos de possuir para sermos felizes, o que temos de "ser ou nos tornar" para sermos felizes e ainda mesmo nossos corpos são invadidos ao dizer a “forma fisica” que devemos apresentar (padrões de beleza). O Filosofo Romano Sêneca já dizia em seu tempo acerca de 500 anos atrás, que o prazer mundano desvanecia-se ao alcançar o ponto mais elevado, justamente por possuir um espaço limitado, que ocupa-se rapidamente, causando grande aborrecimento e murchando após o seu primeiro impulso. Assim estamos nós, enredados e presos (na caverna) a um ciclo de desejos não satisfeitos, que mesmo quando satisfeitos, já pensamos em um outro ainda maior que o anterior, adentrando há um eterno ciclo de repetição e insatisfação com a vida e consigo mesmo. Então eu me pergunto, se como dizem alguns a ignorância será mesmo uma benção? Penso que não, mas esta é a minha opinião e não a única verdade existente!!! Mas por vias das dúvidas deixo aqui a mesma pergunta para que cada um possa responder por si mesmo!!!
Será mesmo o Ignorante de si e do mundo mais feliz, que o Sábio que não ignora a sua dor e a do mundo ???

“A vida feliz é o resultado de um espírito livre, elevado, impávido e constante; acima de qualquer temor ou paixão; para o qual, o único bem é a honestidade e o único mal é a torpeza”. Sêneca

Namastê !


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segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Carta do Chefe Seatlle


Hoje transcrevo uma carta que continua mais do que atual ! Ao longo do tempo nos distanciamos da Terra, e esta vem sofrendo com o desprezo de seus filhos que á exploram e maltratam em nome do consumo insustentável...

No ano de 1854, o presidente dos Estados Unidos fez a proposta de comprar boa parte das terras de uma tribo indígena, oferecendo, em contrapartida, a concessão de uma outra área. O texto da resposta do Chefe Seatle é considerado um dos mais belos pronunciamento em defesa do meio ambiente.

“Como é que se pode comprar ou vender o céu, o calor da terra? Essa idéia parece estranha. Se não possuímos o frescor do ar e o brilho da água, como é possível comprá-los? Cada pedaço desta terra é sagrado para meu povo. Cada ramo brilhante de um pinheiro, cada punhado de areia das praias, a penumbra na floresta densa, clareira e inseto a zumbir são sagrados na memória e experiência de meu povo. A seiva que percorre o corpo das árvores carrega consigo as lembranças do homem vermelho. Os mortos do homem branco esquecem sua terra de origem quando vão caminhar entre as estrelas. Nossos mortos jamais esquecem esta bela terra, pois ela é a mãe do homem vermelho. Somos parte da terra e ela faz parte de nós. As flores perfumadas são nossas irmãs: o cervo, o cavalo, a grande águia, são nossos irmãos. Os picos rochosos sulcos úmidos nas campinas, o calor do corpo do potro, e o homem – todos pertencem à mesma família. Portanto, quando o Grande Chefe em Washington manda dizer que deseja comprar nossa terra, pede muito de nós. O Grande Chefe diz que nos reservará um lugar onde possamos viver satisfeitos. Ele será nosso pai e nós seremos seus filhos. Portanto, nós vamos considerar sua oferta de comprar nossa terra. Mas isso não será fácil. Esta terra é sagrada para nós. Essa água brilhante que escorre nos riachos e rios não é apenas água, mas o sangue de nossos antepassados. Se lhes vendermos a terra, vocês devem lembrar-se de que ela é sagrada, e devem ensinar às suas crianças que ela é sagrada e que cada reflexo nas águas límpidas dos lagos fala de acontecimentos e lembranças da vida do meu povo. O murmúrio das águas é a voz de meus ancestrais. Os rios são nossos irmãos, saciam nossa sede. Os rios carregam nossas canoas e alimenta nossas crianças. Se lhes vendermos nossa terra, vocês devem lembrar e ensinar a seus filhos que os rios são nossos irmãos, e seus também. E, portanto, vocês devem dar aos rios a bondade que dedicariam a qualquer irmão. Sabemos que o homem branco não compreende nossos costumes. Uma porção de terra, para ele tem o mesmo significado que qualquer outra, pois é um forasteiro que vem à noite e extrai da terra aquilo de que necessita. A terra não é sua irmã, mas sua inimiga, e quando ele a conquista, prossegue seu caminho. Deixa para trás os túmulos de seus antepassados e não se incomoda. Rapta da terra aquilo que seria de seus filhos e não se importa. A sepultura de seu pai e os direitos de seus filhos são esquecidos. Trata sua mãe, a terra, e seu irmão, o céu, como coisas que possam ser compradas saqueadas, vendidas como carneiros ou enfeites coloridos. Seu apetite devorará a terra, deixando somente um deserto. Eu não sei, nossos costumes são diferentes dos seus. A visão de suas cidades fere os olhos do homem vermelho. Talvez seja porque o homem vermelho é um selvagem e não compreenda. Não há um lugar quieto nas cidades do homem branco. Nenhum lugar onde se possa ouvir o desabrochar de folhas na primavera ou o bater das asas de um inseto. Mas talvez seja porque eu sou um selvagem e não compreendo. O ruído parece somente insultar os ouvidos. E o que resta da vida se um homem não pode ouvir o choro solitário de uma ave ou o debate dos sapos ao redor de uma lagoa, à noite? Eu sou um homem vermelho e não compreendo. O índio prefere o suave murmúrio do vento encrespando a face do lago, e o próprio vento, limpo por uma chuva diurna ou perfumado pelos pinheiros. O ar é precioso para o homem vermelho, pois todas as coisas compartilham o mesmo sopro – o animal, a árvore, o homem, todos compartilham o mesmo sopro. Parece que o homem branco não sente o ar que respira. Como um homem agonizante há vários dias, é insensível ao mau cheiro. Mas se vendermos nossa terra ao homem branco, ele deve lembrar que o ar é precioso para nós, que o ar compartilha seu espírito com toda a vida que mantém. O vento que deu a nosso avô seu primeiro inspirar também recebe seu último suspiro. Se lhes vendermos nossa terra, vocês devem mantê-la intacta e sagrada, como um lugar onde até mesmo o homem branco possa ir saborear o vento açucarado pelas flores dos prados. Portanto, vamos meditar sobre sua oferta de comprar nossa terra. Se decidirmos aceitar, imporei uma condição: o homem branco deve tratar os animais desta terra como seus irmãos. Sou um selvagem e não compreendo qualquer outra forma de agir. Vi um milhar de búfalos apodrecendo na planície, abandonados pelo homem branco que os alvejou de um trem ao passar. Eu sou um selvagem e não compreendo como é que o fumegante cavalo de ferro pode ser mais importante que o búfalo, que sacrificamos somente para permanecermos vivos. O que é o homem sem os animais? Se todos os animais se fossem, o homem morreria de uma grande solidão de espírito. Pois o que ocorre com os animais brevemente acontece com o homem. Há uma ligação em tudo. Vocês devem ensinar às suas crianças que o solo a seus pés é a cinza de nossos avós. Para que respeitem a terra, digam a seus filhos que ela foi enriquecida com as vidas de nosso povo. Ensinem às suas crianças o que ensinamos às nossas, que a terra é nossa mãe. Tudo o que acontecer à terra, acontecerá aos filhos da terra. Os homens cospem no solo, estão cuspindo em si mesmos. Isto sabemos: a terra não pertence ao homem; o homem pertence à terra. Isto sabemos: todas as coisas estão ligadas como o sangue que une uma família. Há uma ligação em tudo. O que ocorrer com a terra recairá sobre os filhos da terra. O homem não tramou o tecido da vida; ele é simplesmente um de seus fios. Tudo o que fizer ao tecido, fará a si mesmo. Mesmo o homem branco, cujo Deus caminha e fala com ele de amigo para amigo, não pode estar isento do destino comum. É possível que sejamos irmãos, apesar de tudo. Veremos. De uma coisa estamos certos – e o homem branco poderá vir a descobrir um dia; nosso Deus é o mesmo Deus. Vocês podem pensar que O possuem, como desejam possuir nossa terra; mas não é possível. Ele é o Deus do homem, e Sua compaixão é igual para o homem vermelho e para o homem branco. A terra lhe é preciosa, e feri-la é desprezar seu criador. Os brancos também passarão; talvez mais cedo que todas as outras tribos. Contaminem suas camas, e uma noite serão sufocados pelos próprios dejetos. Mas quando de sua desaparição, vocês brilharão intensamente. Iluminados pela força do Deus que os trouxe a esta terra e por alguma razão especial lhes deu o domínio sobre a terra e sobre o homem vermelho. Esse destino é um mistério para nós, pois não compreendemos que todos os búfalos sejam exterminados, os cavalos bravios sejam todos domados, os recantos secretos da floresta densa impregnados do cheiro de muitos homens e a visão dos morros obstruída por fios que falam. Onde está o arvoredo? Desapareceu. Onde está a águia? Desapareceu. É o final da vida e o início da sobrevivência.”

O Chefe Seatle nos dá uma verdadeira lição sobre ecologia e sustentabilidade, muito antes destes temas serem recorrentes e atuais, esta visão já era todo um modo de viver de um povo milenar dito "selvagem", cuja filosofia considerava o impacto de suas decisões em não menos que 7 gerações futuras !!!

Namastê !

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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Profetas do Vazio

Vivemos em uma Sociedade vazia de Profetas!!! Para onde eles foram? Aonde estarão eles? Quem são eles? O que eles fazem ? Ou o que fizeram deles? Perguntas que não se calam, e que me intrigam, será o séc XXI marcado como o século do vazio existencial, muito se disse e se profetizou sobre este século, guerras, fome, doenças e violência, 2012 nos calendários Maia e Egípcio que marcam exatamente o fim do mundo ou o recomeço de uma nova era !!! A tão prometida e alardeada pelos místicos era de Aquário ainda está por vir nos ides do séc XXV, mas não estaremos vivos até lá para ver, ao menos não neste corpo. Profetas encantavam o mundo com suas profecias, com suas visões além do mundo. Os últimos Profetas que temos noticias mais recentes foram William Blake e Edgar Cayce. Matamos nossos Profetas com a ciência, talvez ainda hajam Profetas espalhados pelo Mundo, mas estes devem ter se calado, receosos de serem tomados por loucos. Aliás até onde vai o são para iniciar o insano ? Como podemos dizer que alguém é louco ou enlouqueceu ? Tudo bem... vocês me dirão o CID 10 ou o DSM IV, os Médicos, Psiquiatras, Psicólogos, Familiares e por ultimo a Sociedade, esta a responsável por ditar as normas e cultura. Digamos que louco é todo aquele que tornou-se refém de seu mundo interior, do seu inconsciente, que possui dificuldades em diferenciar o mundo interior do exterior e que se encontra "prisioneiro deste mundo", enquanto que o profeta é aquele que apesar de beber da mesma fonte de onde o louco bebe, foi capaz de transcender sua loucura ao mergulhar na noite escura da alma, e de lá retornar com suas visões, que em vão tentam buscar símbolos e palavras para descrever coisas que desconhecemos. Quando Nietzche afirmou que Deus estava morto, os Profetas com toda certeza também morreram com ele. Profetas deram lugar a cientistas, que prevêem tal como seus antecessores o futuro da humanidade, alguns um futuro otimista e outros um futuro sombrio, percebemos que ao final tudo depende do sujeito que profetiza ou pesquisa as previsões que nos são relatadas (tal como as previsões atuais do aquecimento global), e dentre as previsões, quais as que melhor se enquadram ao "capital". Antes dos Profetas tínhamos os Oráculos, a quem perguntávamos sobre as mazelas humanas, até hoje nos marca a Inscrição do Templo de Delfos dedicado ao Deus Apolo, “Conhece-te a Ti Mesmo” e com Sócrates “Homem, Conhece-te a ti Mesmo”, aliás este foi obrigado a beber da cicuta, por levar a cabo as palavras do Oráculo aos Homens, para que se conhecessem. Vemos um certo sofrimento na vida do Profeta que andarilha pelas estradas da vida, sem ser compreendido pelos Homens a quem tanto deseja libertar da ilusão ou ignorância, tem sido assim há séculos e mesmo com os novos profetas ou “cientistas” vemos o mesmo acontecer, sempre que uma pesquisa vai contra aos interesses “capitais” o pesquisador é desacreditado, dizendo que suas idéias são exageradas ou revolucionárias demais. O Profeta sofre com o vazio de ver suas palavras ecoadas ao ar, relegadas a poeira, e ainda em dizerem-lhe que és louco, que suas previsões não agradam as pessoas. Tudo o que um Profeta deseja é alertar as pessoas, dizer o que viu, ouviu e sentiu, para que justamente a Profecia seja evitada, mas ocorre que não escutamos mais nossos Profetas, talvez nunca escutamos, ou quando escutamos só ficamos com a parcela do que nos agrada, retirando tudo o que desagrada, tornando a profecia incompleta. Tal como o Rei que sonha com a batalha, e pergunta ao Oráculo se o sonho seria um preságio da vitória certa, e esta nos oferece uma resposta enigmática, ao dizer que cruzando o outro fronte da batalha um rei tombaria. Presunçoso e confiante de sua vitória, eis que o Rei atravessa e tomba em batalha, se realmente ouve-se dado ouvidos ao Oráculo, talvez a Guerra que estava a travar com seu Adversário pude-se ter sido apaziguada sem que houve-se o confronto. Este é o martírio e tormento de todo Profeta, saber o que sabe, e nada poder fazer para impedir. Talvez por isso os Profetas se calaram, diante do vazio da alma, de que adiantam profecias se ninguém mais as escutam !!!

Namastê !

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Caso o video não rode acesse o link: http://www.youtube.com/watch?v=ihCQmfQBigA