sexta-feira, 18 de maio de 2012

Deixar um Legado


 O Artista e sua Obra
“Como é possível, senhora, que todos os homens aprendam
pela longa experiência? Formas que parecem vivas,
esculpidas na dura montanha de mármore, sobreviverão
ao seu autor, cujos anos ao pó retornam!

Assim produz frutos. A arte teve a sua vez,
e triunfa sobre a Natureza. Eu, que luto
com a Escultura, sei muito bem; suas maravilhas
vivem o despeito do tempo e da morte, estes implacáveis tiranos.

Portanto, posso dar vida longa a nós ambos
de uma forma ou de outra, na cor e na pedra,
fazendo o semblante do seu rosto e do meu.”
Poema escrito pelo
Escultor e Pintor Renascentista
Michelangelo

O poema trata de questões importantes como a imortalidade e sobre a necessidade de deixarmos um legado, uma contribuição que atravesse e sobreviva por várias gerações, ao enfrentar ás intempéries da vida e do tempo limitadamente humanos.

Poderíamos generalizar de que tudo o que vive tem como propósito maior, perpetuar a sua espécie... partindo dos seres mais simples... unicelulares... aos mais complexos... mamíferos... Até onde sabemos, somente no Humano encontramos mais do que apenas levarmos adiante nossos genes... criamos algo chamado cultura... Cultura esta formada a partir de outros Seres que nos antecedem em tempo, ao deixarem suas marcas indeléveis de tinta sobre nós... Afinal... nossos valores se formam a partir de nossos relacionamentos... e com eles marcamos outras pessoas seja para o bem ou para o mal... a tapeçaria pela qual formamos a nossa personalidade diante de bilhões de pessoas... é única... Como uma colcha de retalhos somos formados por uma matéria prima pré-existente e comum a todos nós... reunidos tal qual uma malha ou manta... por uma trama bem amarrada... que nos conecta a tudo e a todos.

Temos a imperiosa necessidade de deixarmos nosso legado... na Antiguidade os Heróis eram aqueles que travavam verdadeiras batalhas, somente para que seus nomes fossem lembrados na história dos homens... ou pela pena dos poetas e nas canções dos trovadores...

Pois a Imortalidade nos é almejada de tal modo, que ainda hoje nos recordamos dos feitos de homens e mulheres notáveis, que não só através de conflitos belicosos se fizeram presentes em nossas vidas, mas principalmente se fazem por recordar a cada instante, e assim o revivemos em suas inigualáveis obras, nas áreas mais distintas do saber humano, nas artes, tradições e ciências.

A vida é feita de pequenos Heróis cotidianos, que anonimamente deixam o seu legado a todo instante. Se há algum segredo para a felicidade, este é sem dúvida o maior deles, tornar-se útil, mesmo que seja por uma vez em toda a sua vida, por um instante sequer... mesmo que apenas para uma única pessoa. O propósito e significado de nossas vidas é muito simples... diferentemente de Narciso enamorado de sua autoimagem, não nascemos para bastarmos a nós mesmos... mas antes nos realizarmos no outro. O Herói não deseja sê-lo apenas para si mesmo, ele está voltado para o mundo e de certo modo ele deseja servi-lo, doando algo de si para os outros... O que todos desejamos é sermos lembrados e reconhecidos, vivendo para sempre no imaginário popular das pessoas... transmitindo o nosso espirito cuja essência é o que de mais nobre todo Humano e Herói carrega dentro de si.... já que o nosso maior medo não é a morte... mas ser relegado ao esquecimento em vida... a lembrança de apenas ter passado por ela... e nunca ter feito sentido algum a ninguém...

Portanto mãos a obra... pois o legado de cada um... enquanto há ar... há vida... e enquanto há vida... a nossa missão ainda não está completa... trate então de cultivar bem a terra... pois do cuidado que dela nutri-la... dependerão a qualidade dos frutos colhidos...

"Um herói é um indivíduo comum que encontra a força para perseverar e resistir apesar dos obstáculos devastadores." Christopher Reeve

Pax e Lux!!!


sábado, 21 de abril de 2012

Tornar-se Herói


Na Mitologia, Herói era todo aquele que diferenciava-se da maioria, por seu feitos ou habilidades extraordinárias, reconhecidas entre seus pares. Para os habitantes de sua tribo, colônia ou clã, o Herói transmitia a impressão de que controlava o seu próprio Destino, de que seria capaz de ir contra as forças naturais ou divinas que recaiam sobre os demais. Há em jogo aqui duas visões de quem era o Herói, a primeira e mais distante de ser atingida, o considerava como um Ser Semidivino produto formado da concepção de um Deus com uma Mortal (Humana), logo sua constituição não seria igual ao dos Mortais conferindo-lhe suas habilidades especiais. A segunda e mais próxima de nós, é que a partir da sua própria vontade ou “liberdade” isto lhe conferia o status e simpatia dos Deuses que o viam como um Mortal que se equivalia a um Deus, e que por isso mereceria a sua simpatia. Neste sentido os talentos herdados, seriam na verdade presentes divinos. Aos demais restaria estarem presos a sua Natureza, ao seu Destino controlado pelos Deuses, atraindo sua simpatia para o seu povo através de suas oferendas. Assim qualquer desgraça natural, era encarada como uma Divindade irritada ou descontente, apaziguadas através de ritos e oferendas distintas. Mas ao Herói era facultado a quase Imortalidade na Mortalidade diante de seus iguais, ao menos em aparência sobre os demais. O Herói como dito antes se distinguia por seus talentos inatos, suas virtudes que o tornavam um Aristocrata ou “Homo Aristos”, cuja tradução se refere a um “Estado de Homem Excelente”. O Herói se igualava aos Deuses no sentido em que era dotado de Livre Arbítrio, capaz de escrever e fazer sua própria História através de sua Vontade e escolhas. Pensando hoje em nossas vidas “pós-modernas” Heróis e Deuses continuam existindo, não apenas de modo alegórico e metafórico, presentes como Arquétipos em Filmes, Quadrinhos, Atletas e Cientistas, mas também dentro de cada um de nós, já que Ser um Indivíduo, representa em suma diferenciar-se e decidir por si mesmo. Logo concluímos que somos todos Heróis e Deuses Modernos, que escrevem e reescrevem todos os dias na História Humana suas Aventuras e feitos dignos de um dos 12 trabalhos de Hércules. Herói sob tal visão é estar Consciente de quem somos, usando nossos poderes (forças pessoais ou talentos) em favor do desenvolvimento da excelência, afinal como dizia Aristóteles neste sentido: Nós somos aquilo que fazemos repetidamente. Excelência, então, não é um modo de agir, mas um hábito.”.

Com isso conclui-se que Herói é todo aquele capaz de Ser responsável por sua vida, pelas escolhas boas ou más que realiza a todo instante no tempo e espaço, daquilo que ele transforma, da pedra bruta que após lapidada, revela-se em uma bela joia de raro valor.

“E qual é a natureza do deserto? É uma terra onde todos vivem uma vida falsa, fazem as mesmas coisas que os outros fazem, do modo como lhes foi ensinado, sem que ninguém tenha coragem de viver sua própria vida.”  Joseph Campbell

Pax e Lux!

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

A Canção dos Homens


E se pudessemos aprender a nossa canção, como seriamos???

Paz e Guerra coexistem em nossos corações...

Tudo depende de qual dos caminhos desejamos trilhar!!!

O Herói luta pela Paz Interior...

A Hora é Agora...

Pax e Lux !!!

domingo, 9 de outubro de 2011

A Pequena Onda Perdida


Certa vez existiu uma pequena onda que havia se tornado cansada, inquieta, desgastada por suas idas e vindas entre o horizonte e a costa. Um dia, ela ouviu falar sobre um Grande Oceano onde não havia perambulações inquietas à mercê da marés, onde tudo era quieto e cheio de amor. Um enorme desejo surgiu em si para encontrar este lugar pacifico, mas ela não sabia por onde começar.

“Você o caminho para o Grande Oceano?”, ela perguntava às outras ondas conforme elas passavam. Uma certa onda, uma anciã que estava muito oprimida com algas marinhas, disse-lhe: “Eu ouvi que se nós formos ondas muito bondosas e gentis, e vivermos vidas muito, mas muito boas, então quando morrermos, o Grande Oceano é onde nos encontraremos”. “Vocês estão todas iludidas, não existe tal coisa como esse Oceano”, adicionou cinicamente uma onda redemoinho.

“Ei! Venha comigo!”, chamou uma onda fresca com uma voz amigável. “Eu conheço uma onda sábia que, na verdade, esteve nesse Grande Oceano e o conhece bem. Eu vou apresentá-la a ela!” E então eles se foram.

Quando estavam saindo um onda rosnou: “Crianças doidas! Por que não estar contente com aquilo que vocês tem?”

Rapidamente elas chegam à morada da onda sábia.

“Por favor, onda sábia, você pode me mostrar o Grande Oceano?”,  suplicou a pequena onda.

“A sábia começou a gargalhar em profunda e mornas rajadas de vento que lançaram borrifos de água saltando através da superfície. “Minha criança, o que você imagina que o Grande Oceano é?”

“Eu ouvi dizer que é uma lugar maravilhoso, cheio de beleza e alegria, que lá há amor e paz eterna”, tremeu a pequena onda.

A sábia onda riu um pouco mais. “Você está buscando por este Grande Oceano, amiguinha, mas você é o próprio Oceano! Que engraçado você não estar consciente disto!”

Isto fez a pequena onda ainda mais confusa e um pouco irritada. “Como isso pode ser? Eu não vejo nenhum oceano. Tudo o que eu vejo são ondas, ondas e mais ondas!”

“Isto é porque você pensa que você é uma onda”, a sábia onda sorriu.

Com isso, a pequena onda explodiu-se contra uma rocha, ali perto em frustração. “Eu não entendo nada do que você está dizendo! Você pode ou não pode me mostrar o Grande Oceano?” Ela pressionou impacientemente.

“Está bom, está bom, amiguinha determinada”, diz a sábia onda, mas – antes que eu o faça, você se importaria de mergulhar aqui embaixo e massagear meus pé doloridos?”

A pequena onda mergulhou... E desapareceu enquanto onda.

Naquele momento, ela descobriu o que o Grande Oceano não era diferente de si mesma, e que de fato, ela era o próprio Grande Oceano – que ela estava simplesmente sonhando que era uma onda individual.

Sabendo disso, ela desfrutou do jogo da dança como cada uma e todas as ondas – em imensas e eterna Alegria. Fonte: Mooji

Reflexões
O conto acima, descreve a nossa busca heroica pelo Sagrado, pela Unidade ou Atman. O Herói parte em uma Jornada de auto descobertas, em busca de um objeto de poder, um amuleto, um conhecimento ou terra mítica. Tal como a alma  ou individuar-se ele empreende uma longa e rica jornada em busca do (des)conhecido,  ele julga que a sua busca deve estar fora de si mesmo, em algum lugar longínquo e mágico, a sua “terra prometida” que de um completo desconhecido, tornar-se alguém, um Herói, horado e conhecido, quando regresso a sua pátria. Ocorre que a Jornada impõem sérios desafios, para aquele que parte em busca do “bem amado” do Atman ou Alma Universal, ele encontra mestres e aliados pelo caminho, que o auxiliam em sua Jornada, mas em algum momento atravessaremos o limiar da morte, descemos a águas profundas, ao Hades ou Mundo Subterrâneo. A Jornada que o Herói empreende é uma Jornada de Morte... é uma Jornada que lhe custará a própria vida... pois ele terá de morrer para encontrar o que busca... mas a Jornada também é de Vida... pois ele (re)nasce... como um novo Ser... pois é capaz de resgatar o “bem amado” das trevas, e ao contrário do Grande Trovador Orfeu... ele não perderá de vista sua “Eurídice”... O Herói ao renascer de sua provação máxima, a morte... ele morre para o mundano... para o profano... ele se torna Senhor de dois mundos... ele agora (re)vive... torna-se Sábio... e descobre ao retornar a sua “patris filis”,  de volta ao ponto de origem, de que tudo o que sempre buscou sempre esteve dentro de si e não fora como supunha... toda a Jornada... foi na verdade uma Jornada de volta para a casa... de volta ao lar... de volta para o “EU SOU”!!!

PAX & LUX

terça-feira, 2 de agosto de 2011

A Sombra Sagrada



Certa vez, houve um sábio tão bondoso que os anjos pediram a Deus que o agraciasse com o dom dos milagres. Os anjos desceram então até a Terra para perguntar ao sábio se ele queria uma benção dessas: “Gostaria que o toque das tuas mãos curasse os enfermos?” “Não”, respondeu o sábio, “eu prefiro que Deus faça isso”. Mas os anjos insistiram, “Então, gostaria de converter os outros, trazendo para o caminho da verdade das almas errantes?”Não”, reafirmou o sábio, “eu apenas sirvo, não converto?” “Mas o que é que desejas então”? perguntaram os anjos. O santo refletiu por um momento e respondeu: “Eu gostaria de sempre poder fazer o bem, sem no entanto jamais saber disso”.

Os anjos então ficaram perplexos. Finalmente, decidiram pôr em prática o seguinte plano: cada vez que a sombra do sábio se projetava atrás de si, ou a seu lado, onde ele não podia vê-la, ela tinha o poder de curar as enfermidades, aliviar a dor e diminuir a tristeza. E assim, sempre que o sábio punha-se a caminhar, sua sombra tornava verdejantes os caminhos empoeirados, desabrochava plantas murchas, fazia água cristalina jorrar de córregos ressecados, corava a pele de crianças pálidas e distribuía alegria para as pessoas infelizes.

O sábio por sua vez, simplesmente ia seguindo sua vida, espalhando bondade do mesmo modo que a estrela emite luz e a flor exala perfume, sem jamais se dar conta disso. E as pessoas que o encontravam, respeitando sua humildade, seguiam-no silenciosamente, nunca lhe falando sobre seus milagres. Com isso, pouco a pouco elas acabaram se esquecendo do seu nome, chamando-o apenas de “A Sombra Sagrada”.  
(Fonte Dra. Susan Andrews)

sábado, 23 de julho de 2011

O Centésimo Macaco


Vivemos dentro de uma ilusão, a de sermos separados uns do outros e do mundo ao nosso redor. Sentimos dor ou tristeza porque nos isolamos das pessoas ou coisas que amamos, ao passo que nos sentimos inspirados ou alegres, porque estamos em unidade, com as mesmas coisas ou pessoas que antes nos sentiamos separados. Podemos explicar todos os desafios e sucessos humanos com base nesse pensamento e se estamos preocupados com os riscos que a natureza corre ou com a violência no mundo, é porque sentimos a mesma dor, e a compartilhamos como uma só. Ao reconhecermos em nós as Conexões Sagradas nos tornamos mais conscientes do conceito de unidade, passando a levar em conta as implicações das nossas ações para o todo, e em nossas vidas.  

Ou como no Discurso do Chefe Seatlle, em sua Carta ao Presidente dos EUA em 1855:

“Tudo o que acontece à Terra – acontece aos filhos da Terra.
O homem não teceu a teia da vida – ele é meramente um fio dela.
O que quer que ele faça à teia, ele faz a si mesmo.”

Há uma fábula que ilustra bem essas idéias, é a do Centésimo Macaco escrita por Ken Keys Jr., baseada na “Teoria do Campo Mórfico” do Biólogo Rupert Sheldrake, que trata da mudança de comportamento de uma espécie ao atingir uma massa critica.
           
Há mais de 30 anos, cientistas estudavam colônias de macacos em ilhas isoladas na costa do Japão. De maneira a observá-los e anotar registros, os cientistas atraiam os macacos para a praia oferecendo-lhes batata doce. Os macacos desciam das árvores para aproveitar a refeição gratuita e se colocavam numa posição de onde podiam ser facilmente observados. Um dia uma macaca de 18 meses chamada de Imo começou a lavar a sua batata no mar antes de comê-la. Imagino que isto melhorou o sabor por tirar os grãos de areia e pesticidas, ou então ficava mais saborosa por conta do sal. Imo mostrou a seus companheiros de brincadeira é à sua mãe como lavar as batatas, seus amigos mostram às suas mães e, gradualmente, mais e mais macacos começaram a lavar suas batatas ao invés de as comerem como eram oferecidas. Inicialmente apenas as fêmeas adultas que imitavam seus filhotes aprenderam mas, gradualmente, outros aprenderam também.

Um dia os cientistas observaram que todos os macacos daquela ilha estavam lavando suas batatas antes de comê-las. Embora isto seja significativo, o que foi mais fascinante é que esta mudança no comportamento não ocorreu apenas naquela ilha. Subitamente os macacos de todas as outras ilhas estavam lavando suas batatas – apesar da colônias de macacos das diferentes ilhas não terem nenhum contato entre si.

Nunca saberemos quando o Centésimo ou Milionésima pessoa aparecerá. Mas sabemos que quantos mais mudarem, mais próximos estaremos do fator critico para as transformações de comportamento, atitudes e cultura, capazes de afetar a totalidade e com ela a todos Nós. O que era imaginável é feito por alguns, depois por muitos, até que um número crítico de pessoas faz a mudança e aquilo tornar-se o padrão de como agirmos e do que nos tornamos como seres humanos.

Talvez você possa Ser o Centésimo ou Milionésimo de um ponto culminante de mudanças globais, nunca saberemos ao certo, mas se não tentarmos nunca saberemos.

“Você tem que ser o espelho da mudança que está propondo.
Se eu quero mudar o mundo, tenho que começar por mim.”
Mahatma Gandhi

Afinal Somos Todos UM...

Pax e Lux!


quinta-feira, 31 de março de 2011

Voo da Águia


Recentemente participei de uma vivencia xamanica chamada Voo da Águia e pude acessar um outro tipo de conhecimento que certamente não está em livros, ou ao menos se estiver agora é algo que vivi, e não que li.

Existem muitas metáforas ligadas a este nobre animal como as de renovação, liderança, determinação, superação e visão, para falar das mais conhecidas qualidades atribuídas a Águia.

O povo indígena acredita que cada um de nós possui um totem ou animal de poder, que seriam como uma espécie de espirito guardião que nos acompanha ao longo da vida, nos oferecendo força e proteção. Muitas vezes este animal está ligado de duas formas em nossa vida, ou por características de personalidade nossa, comportamentos que teríamos em comum, ou por aspectos ou lições que precisamos aprender com o animal que se liga a nós. Por exemplo alguém cujo animal de poder seja um Tigre, o Tigre tem como características caçar sozinho, não andar em bandos e ser muito agressivo ao escolher uma presa, pois ele a estuda muito bem antes de atacar, de modo que dificilmente alguém consegue escapar. Ou seja é um animal forte e que apresenta muito foco no que faz. Podemos associar então que pessoas com este animal podem ser fortes e focadas, porém preferem ficar sozinhas a estar em grandes grupos, e a lição que o Tigre nos ensina é ter foco e não desistir fácil de nossos objetivos, de pensarmos em estratégias que nos levem ao sucesso.

Se analisássemos a cultura indígena apenas superficialmente, acharíamos uma bobagem a ideia de que um espirito animal nos acompanha, mas sob a luz de uma reflexão mais acurada, percebemos a profundidade por de trás destas idéias. Aliás o Xamã, que assume o posto de curandeiro, conselheiro e sacerdote nas tribos, trabalha com vários animais, que o protegem e o guiam em suas jornadas.

O Xamã acredita ser capaz de viajar com sua alma aos mundos superiores e inferiores, e por inferior não entenda como inferno no sentido cristão, e sim como subterrâneo, onde residem as entidades animais e elementais da natureza. Para isso ele se serve de uma relação de simbiose com o seu animal que lhe emprestam sua força e sabedoria.

Pude comprovar por experiência própria tais verdades indígenas, de que tudo é vivo e conectado, de sermos seres interdependentes na natureza, e de estarmos constantemente num processo de renovação, algo morre e é sacrificado, para que algo novo surja, renovado.

Mas não sou um xamã, estudei e vivi o assunto, mas um xamã só o é, quando recebe uma iniciação espiritual que o torna reconhecido por outros que com ele convive. Até certo ponto diríamos que todo profissional de cura, seja um terapeuta, médico, enfermeiro ou sacerdote religioso tem um pouco de xamã em si, já que busca  a cura física, emocional ou espiritual do próximo. Mas só o xamã atua nos campos físico, mental, emocional e espiritual ao mesmo tempo. Porém isto não nos impede de sermos curiosos, e buscarmos uma iniciação ou sabedoria por nossa própria vontade. Já que nisto consiste a vida de todos nós, e mesmo de todo herói interior. E foi exatamente isso é que fui buscar com tal voo, uma ampliação da consciência de si mesmo, uma transmutação, transformação ou renovação.

A partir desta experiência, deste voo foi possível compreender o propósito de nossa existência, que não poderia ser outro que se não acumularmos experiências. Algo que foi transmitido interiormente durante este voo, o de todos termos o poder criador, de semos artistas diante de uma tela em branco, onde tudo é possível, onde nós escolhemos as cores, a misturamos, enquanto vamos dando o tom para o que queremos pintar. Temos o livre arbítrio de escolher, que quadro desejamos pintar, se uma paisagem, um rosto ou uma pintura abstrata. Certamente cada tela nos proporcionará diferentes experiências.

E a grande questão de toda obra criada, é que ela sempre existiu e sempre existirá primeiro como uma tela em branco, pois a sua perfeição está nesta tela, em que projetamos e criamos os nossos sonhos, já que somos todos grandes tecelões. O Grande Mistério ou Espirito do Universo, pode nos mostrar o cintilar, o brilhar distante e próximo das estrelas, a grande explosão originou tudo o que é conhecido. Mas a grande verdade, é que o Grande Espirito talvez não exista sozinho, e sim em sua coletividade, dentro de cada ser, dentro de cada coisa animada ou estática. Tudo é vivo e flui, e todos nós buscamos este grande Artista do Universo, que como Shiva pode destruir só para reconstruir novamente, já que temos de nos recordar que a vida do universo inicia como uma grande explosão, assim como a vida humana também começa com a explosão, de uma grande corrida rumo a um planeta distante e desconhecido chamado óvulo, que é capaz de gerar vida em seu interior.

Estaríamos na verdade em um Grande Útero, como nos faz pensar a nossa Pacha Mama ou Mãe Terra. Um grande ovo Cósmico, onde cada uma de nossas escolhas reverberam por todo o espaço e por isso é difícil prever o futuro, mas sabemos que sempre retornamos a esta tela em branco de múltiplas possibilidades e experiências. O que agora percebo é que somos todos uma expressão de Brama, do Criador, do Grande Arquiteto, Iavé, Amon Rá, Sol. Todas estas Faces ou Mascaras de Deus presentes no Grande Mistério ou Espirito como chamam os Indigenas, que há muito tempo dizem vir das Estrelas e a elas retornarem no fim de seus dias.

Incontáveis civilizações avançadas ou não, se fazem a mesma pergunta, qual é afinal o propósito da existência ?

E tudo o que aprendi é que o propósito da existência é acumular experiências, é acumular a cada obra, a cada tela em branco, que preenchemos com nossas cores, alegrias e vissitudes, o poder de tornar-se UM.

O de tornar-se o Co-criador participativo de todo o Cosmos, uma das Mil Faces do Herói !!!

..."tudo na terra tem um propósito, cada doença uma erva para curar , cada pessoa uma missão a cumprir". Esta é a concepção dos índios sobre a existência... Christine Quintasket (índia Salish) 1888-1936

Pax e Lux !!!


terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Caos e Cosmos


No inicio era o Caos, e nesta época quem reinava sob a Terra eram os gigantes Titãs, anteriores aos Deuses e tão antigos quanto o Cosmos, representavam as forças furiosas e sem controle da natureza, como vulcões em erupção, terremotos, maremotos, furacões e etc... O primeiro Titã a tentar colocar ordem na casa foi Cronos, o poderoso filho da união do Céu com a Terra ou respectivamente Urano e Gaia. Urano não gostava muito de suas criações, seus filhos obtidos da união com Gaia, eram sempre rejeitados e devolvidos para a Mãe. Gaia infeliz com a situação por sua vez pede aos filhos que o castrem, impedindo Urano de produzir mais filhos. Apenas Cronos que se tornaria o Rei dos Titãs, concorda e munido de seu foice castra o próprio Pai, que nunca mais poderia gerar outros filhos (do órgão mutilado que cai ao mar nasce Afrodite a deusa da beleza e do amor). Cronos implacável ao torna-se o Rei dos Titãs, inicia a tentativa de colocar ordem ao Caos presente, controlando seus outros irmãos  não muito estáveis... Os Gigantes Titãs. O cenário estava pronto para que toda a vida na Terra pudesse aflorar... através da gênese mitologica...

Com a recordação martelando em sua cabeça, de provocar a mutilação e posterior queda do Pai Urano. Cronos temia que o mesmo destino pude-se abater-se sobre si, e numa atitude desesperada, toma a decisão de engolir os filhos vivos, sempre que um novo nascia. O que é claro gerou um grande descontetamento na sua esposa Réia, que a exemplo da Mãe Gaia, repete a mesma conduta, e bola um plano para derrubar Cronos, que construiu fama de implacável, como o tempo que devora todos sem piedade. Réia oferece uma rocha embrulhada a Cronos, como se fosse um de seus filhos, ele rapidamente a engole e não desconfia que foi enganado... mais uma vez a história se repetiria e um Deus despencaria dos Céus.

Seu nome era Zeus, o filho que escapou de ser engolido... era o mais novo dentre os seis filhos de Cronos, cujos irmãos ainda vivem dentro do Pai. Quando Zeus cresce, a pedido da sua Mãe resolve enfrentar o Pai e salvar os outros irmãos Hera, Hestia, Demeter, Posídon e Hades, que posteriormente se tornarão os principais Deuses do Olimpo, a Terceira Geração de Deuses, ou a Idade de Ouro dos Deuses, também conhecidos como os primeiros Olimpianos. Zeus consegue libertar os irmãos, e com a ajuda deles consegue prender o Pai no Tártaro no mundo Subterrâneo, se tornando após uma batalha épica contra outros Titãs, o Senhor do Olimpo, e Rei de todos os Deuses, banindo todos os Titãs para junto do Pai.  Os contecimentos naturais na Terra, eram explicados como sendo a fúria dos Titãs aprisionados no interior da Terra, que de vez em quando tentavam fugir, mas eram domados outra vez por Zeus.

Pense quando era uma criança como imaginava Deus ou o Papai do Céu em sua intimidade com o Todo Poderoso? Talvez um forte e simpático Sr. de barba e cabelos brancos, que via e sabia de tudo, sentado em um trono dourado em meio as nuvens do céu, com raios entre as mãos para fuminar os maus e injustos desta terra. É exatamente esta imagem arquetipica, uma herança de Zeus (presente no inconsciente coletivo), e que inspirou até mesmo os afrescos da Capela Sistina com os devidos disfarces é claro. O fascinante nestes mitos sob a luz da psicologia, são os padrões de comportamento que se repetem, sempre há na vida do futuro Herói a presença de uma profecia, que provoca medo e arrepios no Soberano local. Este ultimo por sua vez tentará exilar ou matar o futuro Herói enquanto ele ainda é uma criança indefesa, na tentativa de evitar que a profecia se realize e ele caia, veja o exemplo de narrativas como as de Perseu, Édipo, Jasão e outros heróis que retornam a sua terra natal para reclamarem o que é seu por direito.

O mais interessante é presenciamos estas mesmas histórias aconteçendo em nossas vidas e em histórias de culturas completemente diferentes. Há duas personalidades que marcaram profundamente a nossa tradição judaico-cristã, que são citadas no antigo e novo testamento, e que podemos muito bem as considerarem como heróis. Vejamos então... Moisés e Cristo quando eram crianças foram ameaçados por Soberanos locais (devido a profecias que anunciavam a sua chegada e que ameaçariam o poder vigente), de certo modo em ambos os casos... estes Heróis ao crescerem provocaram uma verdadeira revolução... na autoridade que os Soberanos da sua época mantinham sobre o povo a mão de ferro. Aliás o fato de Moisés ter sido colocado em um cesto no Rio Nilo por sua Mãe que o lançou a sorte a fim de evitar a sua morte, remete há algumas coincidências com o próprio mito de Osiris, que também chega a ser colocado em um cesto, talvez até pelo mito, a sua adoção tenha sido facilitada pela familia do faraó (que poderiam ter visto na ocasião o sinal dos deuses). O faráo cuja familia adotou Moisés era o responsável por ordenar a morte de todas as crianças dos hebreus, menos uma que escapou... e que chegou de forma pouco usual... fazendo com que fosse poupada... afinal se fosse um presente dos deuses... eles não iriam querer vê-los descontentes...  Moisés ao tornar-se Herói libertou o seu povo do julgo egipcio... e atuou como o legislador do cumprimento dos 10 mandamento...

Mas não estou aqui discutindo religião, apenas traçando algumas reflexões paralelas entre a história e o mito. A quem diga que não há provas concretas da existência de Moisés ou Cristo (ambos nascem sob circunstâncias e eventos importantes... e se tornam portadores de uma revelação ou iluminação), o que sabemos sobre os mitos, é que sempre houve algo de real por de trás das lendas. Como cidades miticas descobertas após escavações como as de Tróia e Minos até então consideradas apenas lenda... Mitos eram uma forma hábill de transmitir histórias simbólicas, que sempre tinham uma moral subjacente como advertencia a Sociedade para certos tabus, costumes e proibições (como incesto, canibalismo, infanticidio e parricidio). Numa Sociedade onde a escrita era rudimentar ou quase inexistente, a tradição oral reinava, transformando acontecimentos reais e históricos, em lendas vivas ao envolverem em sua trama elementos do fantástico e fantasia, cujas histórias eram reverenciadas... cheias de glória e dramas... como o são em filmes e novelas... é até capaz que se desconfiasse destas tramas como nós desconfiamos de roteiros modernos cheios de pirotecnias que fogem ao bom senso... porém existe o aspecto da arte... e tais tramas eram mais facilmente assimiladas do que simplesmente traçarmos leis... ou realizarmos algum tipo de disucros moral ou puritano... fica a escolha para cada um...  histórias sempre mexeram conosco... e talvez oa antigos também soubessem disso... facilitando muito mais o processo de disseminação da cultura e leis através destes fascinio, pelos bardos e epopéias de homens, heróis e deuses.

Mas retomando onde paramos... parece que o  fato de acreditarmos em uma profecia e tentarmos evitar que ela ocorra, é o que justamente gera o efeito contrário desejado... chamadas de profecias auto-realizadoras. A lenda envolta do nascimento do Buda histórico é um belo exemplo de como estas profecias auto-realizadoras ocorrem... Há milênios atrás uma profecia marcaria profundamente o nascimento de um Principe Indiano chamado Sidarta Gautama...  a lenda começa quando Sidarta nasce em um profeta que por lá perambulava... diz ao poderoso Rei e Pai de Sidarta, que seu amado filho se tornaria um grande e sábio Rei, ou um Asceta da Floresta. O Rei preocupado trata então de esconder do filho todos os problemas e preocupações que permeiam a nossa vida, com medo de vê-lo tornar-se um asceta. Esta era provavelmente uma imagem que não saia da cabeça do Rei e o atormentava dia e noite, passando ao contrário do que devia, a esconder as mazelas e infortunios que todos carregamos, mas que de modo algum deveriam ser descobertas pelo Principe Sidarta. Certo dia porém... em segredo o Principe consegue sair do palácio e se depara com a infelicidade, a velhice e a morte, ficando extremamente incomodado com o propósito de vivermos assim... ficou incomodado sem saber qual o proposito da vida e sua impermanência... Seria após esta experiência que posteriormente o Jovem Principe sairia definitivamente do palácio, buscando respostas e encontrando a Iluminação e o Caminho para a felicidade e secessão do Sofrimento nesta vida (e não após a morte quando muitos são punidos ou premiados conforme a sua conduta terrena - tema este recorrente em várias tradições da humanidade). Até então o comportamento do Rei era cercar o Jovem Principe de frivolidades, de belezas e pessoas jovens, de uma vida repleta de riquezas e jóias, que poucos podiam sonhar como seriam tamanha fortuna... Porém o Principe tinha tudo... algo lhe faltava... a mais valiosa das jóias... a "liberdade". Movido pela curiosidade e tabu em encontrar o mundo fora dos muros do palácio que o cercava... pode pela primeira vez reconhecer como era a verdadeira vida... levando-a a uma "profunda desilusão" que culminam na recorrente "Iluminação do Herói" presentes nas diversas lendas de povos, culturas e epócas diferentes.

Talvez a pergunsta seria... E se o Rei o tivesse criado e educado como uma pessoa normal, ito teria acontecido ? Bem não sabemos o desfecho desta outra história... mas acredito que o poder em uma profecia não está na profecia... e sim o de a levarmos muito a sério... e de algum modo nos moldarmos a ela... tentando evitá-la... ao invés de agirmos naturalmente...

Será que se tratássemos bem o Herói desde o inicio, como uma pessoa normal, será que a profecia aconteceria ? Se o Faraó e depois Herodes não tivessem dado a ordem de matar todas as crianças, será que a oportunidade do Herói existir teria de fato acontecido ? O medo de todo Soberano, não estaria talvez no fato de que ele mesmo chegou ao poder por meios não convencionais ou truculentos ? Que se ele mesmo fez isso outros poderiam pensar em fazer o mesmo, ameaçando seu poder e soberania ? Pois este é o problema do Mal para a Consciência. Não é necessário um agente externo ou divindade a nos punir... se pensarmos em Sócrates (o famoso parteiro das idéias)... ele não acreditava no mal... mas em ausência do bem... motivada pela ignorância... ou falta de consciência... pois para Sócrates ao tomarmos consciência da vantagem de fazermos o bem... não nos inclinariamos mais ao mal...

Alguns podem se perguntar se não há pessoas no mundo que não são ignorantes e fazem o mal deliberadamente... como em casos em que o assassino reconhece a sua conduta como algo reprovável... e excluindo as possbilidades de doença mental... o faz mesmo assim... por prazer... como um esporte ou caça...  bem diante disto... talvez o que se possa argumentar... é em favor das lições inerentes as profecias... quem faz o mal concientemente acaba como os Soberanos dos mitos... atormentado pela Profecia de que chegará o dia... de um conhecido ou desconhecido que lhe tomará o poder... que ao final o seu destino se somará ao destino comum de todos os deuses... a sua queda... não há como se escapar do mais implacável do Juizes... a própria Consciência...
Não seriam talvez todas as guerras, motivadas por razões semelhantes a estas como o medo, a ganancia e a vingança... a possivel falta acaba gerando o medo, e o medo de que algo falte... gera a ganancia em acumularmos para não faltar... e a vingança existe que ao acumalarmos tiramos algo de alguém... e este alguém não satisfeito como o que lhe foi tirado... reagirá pela falta provocada... e assim o ciclo se fecha e se repete por gerações... como na linhagem divina ou real... sempre esperando pelo próximo usurpador... pois ele próprio também o era... Só que todos nós desejamos afastar o cálice da dor e do medo, e o modo mais primitivo de como lidamos com o medo, é o personificando através de objetos, pessoas, grupos ou nações, que desejamos nos livrar... na ansia de acabar com o medo... elegemo o famoso "bode expiatório", que expia todo o mal por nós... com suas raízes nos sacrifícios animais, a fim de aplacarem a ira dos deuses. Aliás a própria aliança com Deus... a Crucificação não seria o modo pelo qual expiamos os nossos pecados... é apenas algo para se refletir em termos mitológicos... Ainda bem que hoje na vida moderna... as coisas ficaram mais "civilizadas"... bastando confrontarmos a nossa própria sombra no heróico caminho de inviduação.

Enquanto houver medo no mundo, sempre existirão Heróis, portadores do "Fogo Sagrado", para afastarem as nossas "trevas" interiores, pois um combate de proporções épicas é travado no cotidiano de nossas consciências todos os dias... pois basta apenas realizarmos um experimento prático e simples... sair por ai de carro para reconhecer a nossa porção "sombria e primitiva" de guerreiros modernoa... ainda bem que nos momentos mais dificeis... podemos contar com os nossos heróis interiores personificando na razão... pois em tempos menos civilizados do que este a espada era a lei... ou para alguns hoje... a "bala"... rs... O bom é saber que as trevas e o caos existem no cosmos e em nós (já que o cosmos também vive em nós em quanto parte do micro), e representam apenas a ausência da luz. Quando éramos crianças... tinhamos medos dos monstros que viviam em nosso armário, porão ou sotão de casa... sob a luz da razão... ascendiamos o interruptor do botão da luz... que sempre nos mostrava a verdade... estávamos tomando sombras por realidade... e desde então nunca mais nos separamos da luz... ao vistarmos locais sombrios... passamos a portar algum tipo de luz conosco... e istos é de proporções épicas pois os nossos ancestrais já faziam isso nas cavernas... Nossos medos sempre estiveram na escuridão da alma... mas a escuridão nada mais faz do que refletir a nossa própria luz...

Cronos só pode ceifar o precioso tempo de nossas vidas, se a exemplo das profecias, creditarmos a ele este poder. Os deuses afinal precisavam das preces dos homens para alimentarem a sua imortalidade, sem os homens não haveriam deuses a serem reverenciados, aliás como foram criados a nossa imagem e semelhança, eles disputavam entre si a nossa atenção. Sendo assim o medo e o caos só existem quando o alimentamos.

Mas sem medo não há monstros... e sem monstros não há caos... e sem caos não há heróis... e sem heróis não há jornadas... e sem as jornadas a vida seria um lugar manso e tranqüilo que nem daria vontade de conhecer... é como na primeira experiência da Matrix... rebanhos humanos inteiros pereceram... pereceram porque nesta dimensão a paz só é possível imersa em Caos... que o Cosmos é uma totalidade de um Caos organizado... que através do famoso primeiro motor Aristotélico... como nas complexas trigonometrias matemáticas envolvidas nos jogos de sinucas... se.. Deu(s) a primeira jogada... e as bolas se chocaram umas com as outras e continuam a se chocar até hoje... o caos ordenado e calculado se intalou... e aqui estamos nós agora... a chocar-se uns com os outros... sem saber ao certo em que caçapa iremos parar...

Se somos todos deuses e heróis, então estamos construindo o mundo que desejamos... nada diferente disto... enquanto houver ego... haverá desafios a nos alimentar... a paz se encontra na justaposição das forças opostas... no meio e no equilíbrio... na justa medida... no hábito da virtude que rejeita a falta, os escessos e os vicios como dizem os filósofos da antiguidade... Herói então... é aquele capaz de individuar-se em meio a todo o caos... e confusão... sem com tudo tornar-se egocêncentrico (no excesso)... individualista (no vicio)... ou esquizofrenico (na falta - ao perder a identidade central e fragmentar-se em vários eus)  encontrando felicidade e paz em meio ao caos da unidade... ao mesmo tempo em que nos encontramos com a dualidade da existência... pois nem os deuses... a conquistaram definitivamente... sendo derrotados por não serem capazes de integrarem suas Sombras... porém a nós Homens e Mulheres... nos é dada a maior arma mágica de todas... "O Fogo Sagrado" chamado na modernidade de "O Poder da Escolha Pessoal"...
É exatamente este o grande desafio de cada Herói ou Heroína Interior... utilizar da sua "arma mágica" para cultivar as virtudes e sua própria "luz e paz interior"... reestabelendo-se como o Soberano ou Soberana do reino mágico e distante... mantendo a salvo o "fogo sagrado" dos Sombrios Demônios Interiores... que tentarão a todo custo apagá-lo... para o reino novamente ser dominado e controlado... mas o "fogo sagrado" hoje pertence aos homens e não mais aos deuses... desde que Prometeu os ensinou aos homens... os ultimos passaram a se tornar independentes dos deuses... e não mais terem seus destinos controlados... agora temos ao nosso lado "o poder da escolha" da escolha pessoal de reagir de modo diferente... e não cometer os mesmos erros do passado... podemos todos viver como uma grande familia... integrando todas as divindades ou vontades existentens... sem que nos percamos neste "hérculeo e heróico trabalho"... pois afinal já são vários os paraisos perdidos que acumulamos através dos tempos... a iniciar o primeiro deles... com o nascimento...

Façamos todos um bom uso desta centelha divina criadora... que nos inspira e anima... a fim de não cairmos diante dos titãs do medo e do caos !!!

“O homem que evita e teme a tudo, não enfrenta coisa alguma, torna-se um covarde.” Aristóteles.

Pax e Lux !

domingo, 7 de novembro de 2010

A Noite Escura da Alma


As vezes é preciso se perder para reencontrar-se, e uma passagem pela Noite Escura da Alma é a oportunidade para esta máxima em nossas vidas. Alguns a temem, outros a esperam ansiosamente, enquanto outros nem sabem de sua existência. É meus amigos cada um decide como será a sua viagem, todo Peregrino ao embarcar numa jornada de auto-conhecimento poderá contar com mapas de viajem ou não, poderá atravessar mares, riachos, de um simples bote ao navio, de suas sandálias gastas ao avião ou trem. Cada veiculo nos proporcionará variadas experiências, alguns nos levam rapidamente ao destino planejado, não permitindo tempo suficiente para interagirmos com o ambiente, enquanto outros são um mergulho visceral em tudo o que uma experiência humana pode nos oferecer, riscos certamente, mas também a transcendência de concluirmos a nossa jornada.

Alguns dizem que não é necessário que você saia do lugar, ou mesmo que tenha de ir a algum lugar especial, a jornada começa e termina no mesmo ponto, ou em ponto algum, basta fechar os olhos e respirar, e você já estará lá, pois cada um já é um Ser Completo, o UM, o Micro de um Cosmos maior e mais abrangente. Acredito que esta é uma visão correta, tão correta quanto a jornada física, quanto a calçarmos nossas sandálias e nos aventurarmos pela Selva de Pedra e seu constrates de cores e aromas, de sombras e luz. Há vezes em que faz-se necessário sairmos de nós mesmos, para nos reencontramos. Como saberemos se não estivermos atentos aos sinais, de que o outro mesmo não se dirigindo a nós, fez exatamente isso a ouvirmos uma simples conversa, ou passarmos por debaixo de uma passarela, um viaduto e lá vermos uma outra humanidade que não fazíamos idéia até então de sua existência.

Hora alguns são livres e não sabem de sua liberdade, enquanto outros são presos e almejam a liberdade. Porém liberdade do que ou de quem ? De nós mesmos eu diria ! Sim é isso mesmo... criamos a todo instante o nossos mundo, Orientais falam há milênios sobre isso, e a agora a Fisica Quântica. O mundo é uma Ilusão então ? Como alguns agora poderiam se questionar... bem eu não sei a resposta... e cada um deve buscar a sua... mas talvez seja mais simples que isso... o fato de pensar sobre estas perguntas, já faz de nossa consciência uma existência concreta, neste mundo ou plano de existência e espaço tempo que por hora estamops localizados... mas o que desejo dizer é que vejo consciências aprisionadas, aprisionando suas possibilidades e escolhas, envelhecendo a cada dia em que se olham ao espelho, e vêem apenas uma imagem refletida, mas não quem realmente são... e descobrir quem realmente é... é tarefa para uma vida toda... ou várias... já que mesmo em uma única vida... vivemos várias vidas não vividas... e outras tantas mil a serem vividas das expectativas de outros que nos são próximos e outros que nem conhecemos, representadas pela grande massa humana, apelidada por Sociedade.

De certo modo seriamos todos prisioneiros, reféns, mas não precisa ser assim... nos enganamos como Narciso que enamorava-se a si próprio através de uma imagem refletida... seremos isso ! apenas imagens refletidas ? Algumas pessoas gostam do reflexo que vêem através do espelho... enquanto outros odeiam o que vêem em si próprias... e assim vão vivendo suas vidas com base apenas em projeções imperfeitas, criadas a partir de um reflexo ou auto-retrato, de uma imagem idealizada e construída de si mesmas. Chamada "Personalidade" que a propósito é muito bem representadas pelas Mascaras Gregas de onde nasceu o termo. Se somos Atores Sociais quem realmente somos nós ou desejamos ? Quem é o Ator por de trás da Máscara ? Se a vida for um Grande Palco de Teatro, para que experimentamos os vários personagens ? Que personagem serei eu ? Que personagem será você ? Quando o espetáculo acaba, as luzes são apagadas e o teatro esvaziado, o que sobra dos personagens lá representados ou dos dramas apresentados ?

É triste ver que mesmo que o mundo não seja virtual ou holográfico como nos faz pensar algumas religiões e novas teorias que vem (re)surgindo, já que somos todos dotados de uma palavra mágica chamada “Consciência”. Teorias mecanicistas crêem que seriamos apenas um subproduto biológico produzido por nosso cérebro, verdadeiras "máquinas biológicas"  ao explicarem o seu paradigma mais ou menos como explicariamos a forma de uma Catedral, baseando-se apenas nos elementos que a constituem como tijolos e argamassa, insuficientes para explicarem como as Catedrais são construidas e assim desprezando toda uma riqueza de Arquitetura previamente planejada e ainda do valor desta obra após sua conclusão. Tornar-se "Consciente", é justamente tomar consciência de si e do mundo, saber que uma decisão, uma escolha pode gerar um efeito dominó, que mesmo não escolhendo nada, já terá feito uma opção, a opção de deixar que apenas eventos exteriores moldem suas decisões, esquecendo do poder interior transformador e criador que habita dentro de si, pois cada Homem é construtor do seu próprio Templo, se o habitará ou não, esta é uma decisão que cabe a cada um tomar.

E é por isso que enfrentamos a Noite Escura da Alma, para nos recordarmos que estamos vivos, que respiramos, pois só o que é vivo pode morrer, e se faz necessário morrer muitas vezes na vida, e continuar respirando. Algumas vezes precisamos adentrar na noite escura da alma... para de lá retornarmos mais fortes e confiantes de nossas mais profundas convicções... pois um Homem sem Fé... não passaria de poeira espalhada pelo vento... sem uma direção nada Somos... por isso mesmo nas mais profundas Trevas... caminhamos sempre na busca pela Luz... afinal nada é só Trevas ou Luz... ambas coexistem de modo que somos convidados a distinguir o Real do Imaginário... o Verdadeiro do Falso... num intricado jogo de Sombras e Luz projetadas... cujo Véu da Verdade intimo de cada um... desejamos descerrar... de algo que apenas pode ser sentido em seu interior... mas que não pode ser visto por ninguém... o que acaba por testar a Fé do Eterno Peregrino... ou daqueles que apenas Professam o Vazio da Existência...

Por fim descemos até o subterrâneo... rumo ao mundo dos mortos de Hades... mas após uma longa estadia durante o Inverno... não podemos nos esquecer que com o surgimento da primavera, o tempo em que passamos dormentes chegou ao fim... e como Perséfone somos liberados a irromper novamente a Superfície onde vivíamos felizes e alegres até então. Pois o fruto morre para gerar a semente que debaixo da Terra brota, e se transforma na planta, na árvore, no novo fruto a ser colhido e saboreado por cada um de nós. Esta é a idéia... vida e morte, quente e frio, sombras e luz, conhecimento e ignorância, amor e dor... todos os opostos são como irmãos e semelhantes entre si, como pólos magnéticos que se atraem e complementam-se mutuamente... Como nas estações do ano, precisamos passar pelo Inverno da Alma para reavaliarmos, nossas vidas, crenças, valores e escolhas... transcendidos de quem éramos ao surgimento de mais um ciclo de existências.

“Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz.” Platão

PAX & LUX !

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Terra um Planeta de Todos



“Abençoado seja o Filho da Luz que conhece sua Mãe Terra

Pois é ela a doadora da vida.

Saibas que a sua Mãe Terra está em ti e tu estás Nela.


Foi Ela quem te gerou e que te deu a vida

E te deu este corpo que um dia tu lhe devolvas.

Saibas que o sangue que corre nas tuas veias

Nasceu do sangue da tua Mãe Terra,

O sangue Dela cai das nuvens, jorra do ventre Dela

Borbulha nos riachos das montanhas

Flui abundantemente nos rios das planícies.


Saibas que o ar que respiras nasce da respiração da tua Mãe Terra,

O alento Dela é o azul celeste das alturas do céu

E os sussurros das folhas da floresta.


Saibas que a dureza dos teus ossos foi criada dos ossos de tua Mãe Terra.

Saibas que a maciez da tua carne nasceu da carne de tua Mãe Terra.

A luz dos teus olhos, o alcance dos teus ouvidos

Nasceram das cores e dos sons da tua Mãe Terra

Que te rodeiam feito às ondas do mar cercando o peixinho.


Como o ar tremelicante sustenta o pássaro

Em verdade te digo, tu és um com tua Mãe Terra

Ela está em ti e tu estás Nela.

Dela tu nasceste, nela tu vives e para Ela voltará novamente.


Segue, portanto, as Suas leis

Pois teu alento é o alento Dela.

Teu sangue o sangue Dela.

Teus ossos os ossos Dela.

Tua carne a carne Dela.

Teus olhos e teus ouvidos são dela também.


Aquele que encontra a paz na sua Mãe Terra

Não morrerá jamais,

Conhece esta paz na tua mente

Deseja esta paz ao teu coração

Realiza esta paz com o teu corpo.”

Evangelho dos Essênios

Pax e Lux !!!


quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Sonho meu de cada dia...


Sonhos... começamos neste mundo sonhando... quiça saberemos se não terminaremos do mesmo modo... Sonhando...

A Humanidade é movida e embalada por sonhos... não apenas o Sonho que se vive quando se está dormindo... mas o Sonho... que se vive acordado... desperto... se é realmente que estaremos despertos... e toda a vida que um dia conhecemos... não seria um Grande Sonho por nós sonhado em algum ponto distante... de alguma longicua dimensão espaço-tempo inexistente nos confins de alguma Galáxia... da qual acabamos de acordar agora... e de onde nunca verdadeiramente saimos...

Tal como se fosse quando embarcamos em uma viajem de trem... o trem se move... nós ficamos parados... a paisagem que se move ao nosso redor... é meramente uma ilusão dos sentidos... estaremos mesmo em movimento... ou serão nossos pensamentos que se movem ?

É certo de que há pesadelos... desilusões... mas estes deixo a cabo da vida... pois debaixo de toda a luz... num mundo de dualidades... há também as sombras... sombras necessárias apenas para destacar a luz que cada um de nós carrega em algum lugar consigo próprio...

Desta luz é que desejo tratar... a luz que nos inspira a sonharmos... um mundo ilimitado de possibilidades... um mundo sem fronteiras ou julgamentos... um mundo onde cada um tem o poder de Criar...

Me recordo de tempos da minha infância onde tudo era mágico e rico... onde sonho e realidade se misturavam... onde as cores eram mais coloridas... onde tudo era como se fosse pela primeira vez... mas algo aconteceu... e os anos apesar de minha contrariedade se foram... e me lançou em um outro mundo cercado de imperfeições e angustias... distante de toda a magia que vivia... da aurora de antigos tempos e se não também de templos que fizemos nossos... de lugares que um dia estivemos... onde vivemos nossas doces ilusões... mas nada se comparam com as desilusões da vida...

Alguém algum dia chegou e nos tocou... fez com que acordassemos... ou talvez adormecessemos outra vez... ao certo não sei distinguir o dia da noite... pois são ambos a mesma coisa... tudo o que construimos nos parece hoje uma grande mentira... tolos de nós por acreditar !!! Afinal quem sabe a verdade ou mentira deste mundo ???

Estaremos a construir verdadeiros Castelos de Areia... quando chega o mar... este reclama posse de algo que lhe pertence... podemos levar a areia a uma distância mais segura... de modo que nos certificamos... que nossa obra não será mais engolida pelo Oceano... oh quanta ilusão... de um modo ou outro a Natureza tratará de reclamar a sua posse... e a quanto tempo não estamos carregando areia... que escorrem por nossos dedos...

Tudo como diz os Orientais há milênios é impermanente... impermanente como Castelos de Areia... ou como as estações do ano... Crianças... somos todos nós... tudo o que nos alimenta são nossos Sonhos... mas de nossos Sonhos nos perdemos... aonde foram parar as Areias do Tempo... brincávamos... nos divertiamos... e agora o que faremos ?

Não nos importávamos quando nosso castelos eram engolidos pelo mar... até nos divertiamos... afinal o prazer estava estar aonde estávamos... em nehum outro lugar ou momento... nossos Sonhos eram reais... viviamos de nossos Sonhos... verdadeiras aventuras que criavámos... dignas dos maiores heróis existentes ou não na face da terra... e nós... nós éramos os heróis destas histórias... que não mais contamos... caindo no esquecimento...

Hoje me pergunto de que sonhos vivemos ? Talvez de nossos piores pesadelos... dormir e acordar... os ciclo se repete todo dia e noite... Agora que nos tornamos Senhores de nossos Castelos !!! Me pergunto a que custo tudo isso ? Se vivemos presos nas masmorras... se o mundo que vivemos... é por de trás das barras quadradas... Quanto pagamos para nos tornar senhores de apenas mais um grão de areia... seriamos isso se comparados ao Grande Cosmos...

Apenas os nossos Sonhos pode ser maiores que o Cosmos... mas deixamos de Sonhar... nos tornamos mortais e limitados... fomos Deuses um dia... alcançavamos as Estrelas... e estas nos guiavam... mas desaprendemos a nos guiar por elas... nem mesmo para o céu é mais possivel olhar... quanto progresso... a custo de nossos mais intimos Sonhos... Onde foi parar a nossa criança interior... que acordou em um Adulto assustado todas as noite por seus pesadelos ?

Você já sonhou Hoje ? Sim... e para quem contou ? Ninguém... então o seu Sonho irá desaparecer como tudo o mais nesta Terra... exceto claro... caso seja capaz de recordar-se...

Platão já dizia a há milênios atrás de nós... que educar... nada mais era do que uma experiência de recordar-se... daquilo que intimamente já sabiamos... mas parece que tomamos a direção contrária... nos deseducamos... nos esquecemos de Quem Somos ? de Onde Viemos ? e para Onde Vamos ?

Quem sou eu ou quem é você que agora me lê ? Somos muitos e ninguém ao mesmo tempo... somos parte de uma história contada por outros... que talvez não conhecemos ou conheceremos... como o foi antes e depois de nossa presença neste Planeta...

Mas e se pudessemos mudar isso... se pudessemos voltar a sermos Crianças novamente... se pudessemos Sonhar outra vez... será que perdemos a essência de quem realmente Somos Nós ??? deixamos de lado a nossa luz emprestada pelas estrelas... que aliás formam os nossos corpos... para nos relembrar todos os dias do que somos feitos... "De Luz"...

Somos os verdeiros "Tecelões dos Sonhos"... não duvide disso... podemos mudar o “pesadelo” que por hora nos encontramos adomercidos e presos... podemos compartilhar o nosso sonho por um mundo e humanidade melhores...

Muitos Castelos já foram destruidos... e outros novos agora estão sendo construidos... é a impermanência de todas as coisas... mas podemos continuar brincando... a praia pode ser grande o suficiente para todos... podemos nos revezar... e deixar que outros brinquem conosco... podemos participar do Sonho de outras pessoas... basta compartilhar... se a vida é um Sonho... não seremos nós o pesadelo dela...

Sonhe... Sonhe mais uma vez... e não importa o que te digam continue a sonhar... você é portador de uma Estrela... e Estrelas brilham... e todos nós fomos feitos para brilhar... não se contete com menos do que ser a sua própria LUZ...

PAX & LUX !!!

"Eu também sou vítima de sonhos adiados,
de esperanças dilaceradas, mas, apesar disso,
eu ainda tenho um sonho, porque a gente não
pode desistir da vida."

Martin Luther King


video
 
DREAM ON (SONHE) - DIO (Com Yngwie Malmsteen)

Toda vez que eu me olho no espelho
Todas essas linhas no meu rosto se clareiam
O passado se foi;
Passou como o pó ao amanhecer
Não é desse jeito?
Todo mundo tem suas dívidas na vida para pagar

Eu sei que ninguém sabe
De onde vem e para onde vai
Eu sei que é pecado de todo mundo;
Você tem que perder para saber como ganhar.

Metade da minha vida está em páginas de livros,
Vivi e aprendi dos tolos e dos sábios.
Você sabe que é verdade,
Todas essas coisas que você faz
Voltam para você.

Cante comigo,
Cante pelos anos,
Cante pelo riso e cante pelas lágrimas.
Cante comigo

Se for só por hoje,
Talvez amanhã o bom Senhor te levará.

Cante comigo,
Cante pelos anos,
Cante pelo riso e cante pelas lágrimas.
Cante comigo
Se for só por hoje,
Talvez amanhã o bom Senhor te levará longe.

Sonhe, Sonhe, Sonhe,
Sonhe consigo um sonho que se realiza,
Sonhe, Sonhe, Sonhe,
E sonhe até seu sonho se realizar,
Sonhe, Sonhe, Sonhe, Sonhe,
Sonhe, Sonhe, Sonhe, ah. ah.

Cante comigo,
Cante pelos anos,
Cante pelo riso e cante pelas lágrimas.
Cante comigo
Se for só por hoje,
Talvez amanhã o bom Senhor te levará.

Cante comigo,
Cante pelos anos,
Cante pelo sorriso e cante pelas lágrimas.
Cante comigo
Se for só por hoje,
Talvez amanhã o bom Senhor te levará.