terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Por uma Educação que Reencante o Ser

No aclamado e sempre mais do que atual Clipe “Another Brick in The All” ou traduzindo “Só mais um Tijolo no Muro” da eterna banda Pink Floyd, temos uma contundente critica ao paradigma atual de educação e também não porquê da ciência, já que é na escola em que somos conduzidos e condicionados a uma única forma de pensamento e raciocínio lógico matemático. Uma espécie de pensamento que para as crianças inicialmente parece distante e artificial, daquele seu pensamento criativo e mágico, que consegue conectar-se com tudo o que experiência no mundo e lhe encanta. Toca o refrão “Nós não precisamos de Educação”, é verdade não precisamos de uma Educação que nos aprisione tal como uma Industria, uma linha de montagem, uma educação em que não há espaço para a criação. Como diz Freire em sua critica a concepção bancária de ensino, consiste apenas em realizar depósitos, como o banco abrimos uma conta, uma poupança do qual o educando por ser uma tabua rasa, vai armazenando e contendo todas as informações, daqueles que supostamente se julgam sábios sobre aqueles que julgam nada saberem. A tônica atual de educação é narrar, apenas narrar, e o bom educando será aquele que passivamente aceitar tal natureza, e como correntista é convidado a efetuar saques e resgates em certas ocasiões especiais, como os famigerados “exames” sob aquilo que foi capaz de poupar, ou “decorar”, já que assimilar é uma outra conversa. Freire dizia que devemos aprender primeiro a ler a nossa própria palavra, que imitar a palavra Divina e Criadora, a palavra que liberta. É papel do Educador dividir o “logos” o conhecimento com os Educandos, de saber que todos somos “seres inacabados” aprendemos por toda a vida, desde que a ciência nasceu e separou o Sujeito do Objeto, não só conhecimento humano tornou-se fragmentado, mas parte de nossa essência também foi divida, extirpada de nossos corações. Faz-se necessário que um novo paradigma apareça na Educação, uma nova Paidéia Grega, que simbolizava na Antiga Grécia uma educação para a totalidade, a globalidade e ainda o mais importante, uma educação para valores humanos, para as verdadeiras virtudes. Quem Somos Nós ? ou O que Fizeram de Nós ? Com a hiper-especialização das ciências, houve sem duvida incontáveis e inúmeras evoluções tecnológicas que trouxeram grande conforto ao homem moderno, mas e quanto à esperança, a sacralidade da vida, o humanismo e a capacidade de encartar-se e reencartar-se com o mundo, aonde foram parar com tal evolução tecnológica ? Segundo algumas pesquisas americanas, atingimos o nosso ápice de felicidade por volta dos anos 50, findo pós Segunda Guerra Mundial com a vitória dos aliados, e a grande explosão demográfica com os baby-boomers, desde então segundo pesquisas, o índice de satisfação e felicidades vêm decaindo como nunca a cada ano desde então. Como forma de escapar de tal estado e fazer a maquina capitalista continuar a girar, somos incentivados a consumir, aplacando a angustia de se viver uma vida não vivida, de um Ser partido aos mil pedaços. Somente com a Educação é que tal estado de coisas pode ser reparado novamente, que os fragmentos de nosso Ser possam ser mais uma vez unidos. Precisamos não de uma Educação que consista apenas em narrar e transmitir informações, nomes, números e datas, mas de uma Educação e Ciência que “Transcenda” a um novo patamar, a um novo “Paradigma” uma Ciência com e para a Consciência e uma Pedagogia, uma Filosofia que adote o prefixo “Trans” em sua prática, o Holos a Totalidade, cujo prefixo “Trans” é nos situar entre alguma coisa e ao mesmo tempo ultrapassamos para além das fronteiras. Faz-se mister uma prática Transdsciplinar capaz de reunificar as disciplinas que foram separadas e ainda mais divididas com as Hiper-especializações na Ciência Contemporânea. Uma Transpedagogia não trabalha apenas o intelecto ou “Razão”, mas o Ser Integral, que inclui a “Emoção”, o sentimento por de trás do Objeto estudado, a “Intuição” a capacidade criativa e imaginativa, uma forma de captar uma realidade mais sutil por detrás do Objeto, e ainda a “Sensação” como sentimos o Objeto em nosso corpo, que sensações que ele desperta e provoca em Nós. A alienação por detrás da Educação Bancária e de uma Ciência Mecanicista, afasta de nós a Humanidade, gerando apenas mais revolta e violência na Escola, e depois na Sociedade que é reflexa da Educação que transmite aos seus Jovens. O Mestre antes de tudo deve se fazer Aprendiz, deve propiciar o resgate do Sagrado na Educação, não de uma religião ou tradição especifica, mas de uma educação que também contemple a dimensão da espiritualidade, que independe de crenças e intermediários, uma Educação que seja capaz como a Ordem dos Terapeutas de Alexandria, relembrar de que todo Educador é também um Terapeuta e Curador de Almas. A verdadeira Educação não Ensina, ela Transforma, Transmuta tal como um minério sem valor, como o chumbo em ouro, a verdadeira Educação é uma Alquimia, que descobre a “Pedra Filosofal” existente em cada um de Nós. Tal como Michelangelo ao olhar para o mármore ainda bruto, não via nada mais do que uma bela escultura... como um Davi a Ser finamente delineado por suas mãos, a tirar todos os excessos a fim de que sua verdadeira forma resplandecesse. Somente assim é que se poderá resolver a Agonia Planetária e criarmos uma Nova Sociedade de Paz e Solidariedade.

Citando uma bonita passagem do filósofo libanês Khalil Gibran, mundialmente famoso por sua obra chamada “O Profeta” transcreve abaixo algo que se resume por si só. Tudo aquilo que possa ser escrito ou visto, que possa servir de guia para uma Transpedagogia interessada em desenvolver valores humanos e resgatar o Sagrado da Vida existente em cada um de Nós.

Namastê !

“Vossos filhos não são vossos filhos.

São os filhos da nostalgia da vida por si mesma.

Eles vêm por meio de vós, mas não de vós, e, apesar de estarem convosco, não vos pertencem.

Podeis dar-lhes o vosso amor, mas não as vossas idéias, pois eles possuem as suas próprias.

Podeis abrigar os seus corpos, mas não suas almas, pois as suas almas habitam nas mansões do amanhã que nem vossos sonhos podereis atingir...”

Kalil Gibran

domingo, 17 de janeiro de 2010

Estranho no Ninho

Todos conhecem o popular conto infantil do "Patinho Feio" que ao nascer era diferentes de seus irmãos e familiares, tornando-se motivo de chacotas e humilhações, até tornar-se um "Cisne", que era o sonho secreto de todo "Pato".
Cultura, Religiões, Etnias e Povos, formam um verdadeiro caldeirão que por muitas vezes entram em ebulição, banindo ou afastando tudo aquilo que é diferente. Quantos crimes, quantas guerras ou violência são cometidas em nome das diferenças ? Pensamos em demasia nas diferenças, ante a encontrarmos primeiro as semelhanças que nos une, tornando a todos uma família e por assim dizer irmãos. O que é necessário para apaziguar a tendência de culparmos o "diferente", como o responsável, o "bode expiatório" por nossas mazelas humanas. Alguns se sentem como "patinhos feios", "ET´s" ou "Estranhos no Ninho" verdadeiros "párias ou excluidos" numa Sociedade que em discurso se diz tolerante, mas que na prática a realidade é outra, conforme os ultimos recentes noticiários. Vivemos e convivemos sobre diversas tribos, não mais as "indígenas", mas tribos “urbanas”, todos temos a necessidade de buscar apoio, sustentação e amizade, em algum tipo de grupo. A Sociedade começou assim, com os primeiros povos ditos coletores e caçadores, que se agrupavam, a fim de abaterem animais maiores e oferecerem proteção mutua, contra possíveis invasores de outras tribos. Ao longo do tempo, foram deixando a caça e coleta de lado, para organizarem-se em agrupamentos de terras, onde começaram a fixar-se, desenvolvendo a agricultura e pecuária. Até chegarmos aqui, hoje na Era Pós-Moderna, a tão alardeada Era da Informação, que não diferentemente de outras eras, muito prometeu ao homem, em níveis de prazer e felicidade. Talvez certamente, esta seja uma das maiores eras do “prazer” hedonista e utilitarista, pode ser que nunca sentimos tão grande prazer como agora. Porém eu me pergunto se seremos “verdadeiramente” felizes ? Bem talvez "felicidade" seja um conceito subjetivo e abstrato, que possa variar de pessoa a pessoa. Para alguns a felicidade está associada ao "Ter" e outros ao "Ser", e noutros na anulação de ambas as polatidades, já que para Filosofias Orientais, tudo é "impermanente", mesmo a felicidade. E como entra a questão das diferenças, todos enunciam que vivemos um momento ímpar de nossa Civilização, que atingimos o ápice que determinará para os futuros séculos, se resisitirmos a nós mesmos, se adentraremos em uma nova “Idade das Trevas” ou uma “Idade de Ouro”. Vivemos em uma Sociedade dita Global, ao menos é o que se fala, porém o que vemos é que tal Globalidade ocorrem conforme a conveniência de quem dita tal Globalidade, sendo ora Global quando se está por cima e ora Territorial quando se está por baixo. Proporcionando a reflexão de que tal Globalização não existe, e talvez nunca exista. Instituiu-se um padrão de aculturamento na Sociedade, despreza-se a língua e cultura materna, e reverencia-se a cultura estrangeira, esquecendo ou envergonhando-se da sua própria, fazendo-o acreditar de que é inferior. Não se trata de uma Xenofobia, tipo Nós contra Eles e Eles contra Nós, mas de resgatarmos a verdadeira Essência do Ser, o intercâmbio cultural sem duvida alguma é enriquecedor, mas o que assistimos é uma homogeneização, que não integra e sim desintegra. Os Indígenas, por exemplo, andavam nus, ou com poucas roupas porquê viviam em um país tropical, e não sentiam culpa desta natureza ou estado de Ser, até chegarem os exploradores do “Velho Mundo” e mudarem todas as coisas, não tolerando e (en)cobrindo todas as diferenças que encontravam, entre outras coisas desnecessárias de serem ditas, que tais povos sofreram por serem diferentes e por isso considerados inferiores. Os Homens, por exemplo, em uma terra quente como o nosso País, precisam usar Terno e Gravata em pleno verão, um traje que fora desenvolvido na Europa, compostos por Países essencialmente frios por natureza. Mulheres precisam usar saltos altos de bicos finos, que trazem inumeros problemas ortopédicos para os pés. Vivemos em uma Sociedade Normótica como diria Pierre Weil, Psicólogo Transpessoal Francês radicado no Brasil. A Normose é um termo que designa a "Normalidade Patológica", a idéia de que para sermos aceitos nesta Sociedade, temos que agir todos de maneira igual, o que provoca dor e sofrimento (sugiro que leiam os Posts "Escravos da Estética e Mentes Aprisionadas" publicados em Agosto de 2009, para quem desejar aprofundar-se mais sobre este assunto). Vivemos numa Sociedade que banaliza a “normalidade” e bane as diferenças saudáveis entre as pessoas, rotulando-as quando for o caso, estigmatizando-as e isolando-as, tal como as agressões de bulling (violência, humilhação, agressão e perseguições físicas e psicológicas) nas escolas. Quando poderíamos ao contrário, agregar as diferenças que são enriquecedoras para a cultura e fortalecedoras na formação do caráter de seus cidadãos. Não é banindo as diferenças que encontraremos a formação de uma Sociedade perfeita, ou atingiremos a Paz, e a história já está repleta de casos assim como a "eugenia e o holocausto". Alguns podem falar em "Tolerância ou Aceitação", bem eu não gosto destas palavras, pois sua semântica soa a uma atitude, do tipo “não gosto... mas vou tentar conviver” ou sou "forçado a conviver" o que sempre gera certa tensão no ar, que pode explodir ou pegar fogo na menor das fagulhas. Prefiro a palavra “diversidade e multiplicidade” num contexto de "agregar valores", aprendemos também com as diferenças. Somos atraídos obviamente por nossos "semelhantes", mas mesmo nas "diferenças", sejam estas quais forem, seremos capazes se assim desejarmos, de encontrarmos as "semelhanças". Quem não se recorda de não ter gostado de primeiro momento de alguém, sem tê-lo conhecido melhor, em maior profundidade ou intimidade, mudando de opinião posteriomente. Não acredito na “igualdade” e não quero dizer com isso, de que esforços por “Direitos Humanos” sejam desnecessários, mas sem duvida, qualquer tipo de política governamental ou não, que tente equiparar e equalizar seus cidadãos, é perigosa e perniciosa, de resvalarmos em Governos Autoritários, Tirânicos e Totalitaristas. “Ser Diferente”, não importa como, é uma experiência de grande riqueza a ser conservada, e não destruída ou desvalorizada. Pessoas são diferentes umas das outras, e têm opiniões, aptidões e interesses também diferentes. Somente "apredendo e educado" a lidar com a "diversidade e multiplicidade" é que se poderá respeitar o outro em sua "inteireza", proclamando uma "Cultura de Valor a Vida e a Paz".

“A democracia surgiu quando, devido ao fato de que todos são iguais em certo sentido, acreditou-se que todos fossem absolutamente iguais entre si.” Aristóteles

Namastê !

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Lenda Cherokee

Você conhece a lenda do rito de passagem da juventude dos índios Cherokees?
O pai leva o filho para a floresta durante o final da tarde, venda-lhe os olhos e deixa-o sozinho.
O filho se senta sozinho no topo de uma montanha toda a noite e não pode remover a venda até os raios do sol brilharem no dia seguinte.
Ele não pode gritar por socorro para ninguém.
Se ele passar a noite toda lá, será considerado um homem.
Ele não pode contar a experiência aos outros meninos porque cada um deve tornar-se homem do seu próprio modo, enfrentando o medo do desconhecido.
O menino está naturalmente amedrontado.
Ele pode ouvir toda espécie de barulho.
Os animais selvagens podem, naturalmente, estar ao redor dele.
Talvez alguns humanos possam feri-lo.
Os insetos e cobras podem vir picá-lo.
Ele pode estar com frio, fome e sede.
O vento sopra a grama e a terra sacode os tocos, mas ele se senta estoicamente, nunca removendo a venda.
Segundo os Cherokees, este é o único modo dele se tornar um homem.
Finalmente...Após a noite horrível, o sol aparece e a venda é removida.
Ele então descobre seu pai sentado na montanha perto dele.
Ele estava a noite inteira protegendo seu filho do perigo.
Nós também nunca estamos sozinhos!
Mesmo quando não percebemos Deus está olhando para nós, 'sentado ao nosso lado'.
Quando os problemas vêm, tudo que temos a fazer é confiar que ELE está nos protegendo.
Autor Desconhecido

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Quanto vale um ser humano?

O que  vale mais? Pessoas ou objetos?
Essa pergunta não é uma pergunta muito difícil de responder, e creio que muitos têm uma resposta pronta e imediata. É possível que haja pelo menos três respostas para essa pergunta:
1 - Pessoas;
2 - Objetos;
3 - Depende.
Em primeiro lugar, depende de quem vai responder. Depende da forma como essa pessoa foi educada - ou não - depende dos seus princípios e dos valores que foram construidos - ou não - no decorrer da sua caminhada. Parece que tudo isso é uma grande relativização, mas é assim que é para muitas pessoas.
- Quem (o que) vale mais? Um mendigo ou um fusca?
- Quem (o que) vale mais? Um pedreiro ou volkswagen gol
- Quem (o que) vale mais? Um professor ou um ford focus?
- Quem (o que) vale mais? Um médico ou uma mercedes?
- Quem (o que) vale mais? Um milhionário ou um transatlântico?
Eu poderia ficar sentado aqui em frente ao meu computador o dia inteiro, digitando nesse teclado, e a lista de pessoas, profissões e objetos não acabariam. Eu nem saberia em que ordem deveria colocar as profissões e os objetos pois não consigo medir tão facilmente e com tanta clareza o que vale mais, ou o que vale menos, pois existem pessoas que não "valem nada" (estou falando de caráter). Essas coisas ficam um pouco mais claras e muito mais fáceis  de se medir quando se trata das pessoas que amamos e ou das pessoas que odiamos.
Não consigo nem classificar com clareza qual dos dois têm mais importância, um professor ou um pedreiro. Sem professor não há educação - se bem que dependendo do professor, também não há educação - mas um professor não constrói prédios, casas, moradias e escolas. E dependendo para qual estado ou município o professor trabalha, o pedreiro ganha bem mais que ele.

Tenho um meu orkut - Educador Austri Junior - um video que mostra uma "gafe" do Boris Casoy, que eu prefiro chamar de "VERGONHA" - porque o que ele fez "é uma vergonha" - onde dois garis desejam feliz ano novo, e ele, Boris Casoy, um ícone do telejornalismo brasileiro, um homem de "credibilidade e respeito", sem saber que  estava sendo transmitido, comenta com deboche e sinismo: "QUE MERDA, DOIS GARIS DESEJANDO FELIZ ANO NOVO DO ALTO DE SUAS VASSOURAS!"
E acrescenta que eles - os garis - "estão abaixo da linha do trabalho".
Se os garis estão abaixo da linha do trabalho, eu pergunto: e os desempregados, em que linha estão? Ele - Boris Casoy - esqueceu-se de que não faz muito tempo, estava desenpregado, e ficou nessa situação por muito tempo depois que saiu do SBT, onde era um "âncora" respeitadíssimo, quando - segundo ele mesmo disse em entrevista ao canal 2 - ouviu dizer que o Silvio Santos havia dito nos corredores da emissora, que ele (Boris) estaria "velho demais para apresentar tele-jornal, e que deveria dar as vez para alguem mais jóvem".
Quando diminuiu os garis no dia 30/12/ 2009, ele estava substituindo os âncoras, Joelmir Beting e Ricardo Boechat, no "jornal da Band".
Quero fazer outras perguntas:
Jornalista varre rua e recolhe lixo? Se os garis pararem de trabalhar todos de uma vez por todas, e ninguem quiser esse emprego que segundo Casoy, está abaixo da linha do trabalho, como vão ficar as ruas e praças das nossas comunidades e das nossas cidades?
Portanto, quem vale mais, os garis ou os jornalistas?
Talvez eu devesse perguntar:
Quem vale mais, aqueles garis ou o Boris Casoy?
Eu consigo viver sem o Boris Casoy que é um lixo, mas viver sem garis, é conviver com o lixo.
A verdade é que as pessoas estão descartando as outras pessoas como se fossem lixo!
As pessoas - se é que podemos chamá-las de pessoas - julgam as outras pela faculdade (curso superior) que a pessoa fez - se dá dinheiro ou não.
Julga-se as pessoas pela instituição onde ela estudou. Julga-se as pessoas por terem estudado ou não, Julga-se as pessoas pela profissão, cor, credo, raça, religião, partido político, nacionalidade... pessoas são descartadas e excluidas por serem pobres, negras, feias, andarilhas, maltrapilhas, católicas, evangélicas, espíritas, budistas, islamitas, judias... africanas, brasileiras, sul amaricanas, asiáticas... se são do oriente médio, "são todas terroristas e mulçumanas fanáticas"...

Ter curso superior, pós-graduação, mestrado, ou doutorado... ter dinheiro,  ter salários altos, ser bem  sucedido, ser mais inteligente e estar estabelecido na vida, SER ÂNCORA de telejornalismo... nada do que se faz, do que se é,  ou do que diga dentro ou fora da mídia, não faz uma pessoa melhor ou maior que a outra, ou mesmo maior ou melhor que um objeto. Ter tudo isso, ou não ter nada disso, não faz de ninguem um referencial para os outros - muito menos ser evangélico ou  católico, ser cristão, pertencer ou não a outra religião seja ela qual for.
O valor de um ser humano só pode ser medido pelo seu caráter. Não existem homem ou mulher sem caráter. Todos nós temos um tipo de caráter (alguns têm dois ou mais). Existem as pessoas de bom caráter,  e existem as pessoas de mau caráter.
Então? Não é verdade que existem pessoas que não valem nada? Começando pelas que diminuem as outras...

Africanos sendos atacados na Itália por causa da intolerancia e segregação racial.
Israel fechando literalmente a fronteira com o Egito para que os africanos não "invadam" o seu território em busca de uma vida melhor. A justificativa é: "precisamos defender o que é nosso". Tanto no caso da Itália, quanto no caso de Israel. Aliás, de invasão Israel entende muito bem, e tem larga experiência nisso, desde os tempos vétero-testamentário, quando viviam perambulando pelo deserto, matando e saqueando em nome de Deus, procurando a "terra prometida" onde "manaria leite e mel". Hoje, a única coisa que mudou, é que estão estabelecidos em uma terra cuja o direito de posse é no mínimo suspeito e duvidoso, e  que foi concebido com a ajuda do Brasil e o aval da ONU. Entendo que aquela área é uma área conflitiva e cheia de terroristas, e que todo cuidado é pouco, mas para a politica de soberania de uma raça poróspera e superior, quanto mais segregar e excluir os miseráveis, tanto melhor. Isso vale para a Itália (veja os dois post anteriores - abaixo). Entretanto isso também vale para todas as nações ricas no mundo todo, principalmente para os EUA, que se julgam a segunda nação ecolhida por Deus. Advinha qual é a primeira?
Segregar, matar, dissipar, exterminar, extraditar, discriminar, excluir... são verbos e sinônimos que acabam produzindo o mesmo efeito quando o alvo são os seres humanos.
Quanto vale um ser humano?


domingo, 10 de janeiro de 2010

Profetas do Vazio: por uma Nova Visão

No post anterior, intitulado apenas de “Profetas do Vazio” publicado em Outubro de 09 neste blog e também no "Circuito Teológico". Falei um pouco sobre a tarefa ingrata do Profeta em fazer previsões, muitas vezes sombrias atraindo a ira ou descaso das pessoas. Que Profetas foram substituídos por Cientistas, que também possuem a laboriosa tarefa de traçar previsões.

De certo modo várias tradições religiosas e filosóficas nasceram a partir da visão de Profetas sobre o “numinoso” ou divino. Quando se fala em Visão e Visionário, estamos falando de pessoas que pensam para além do presente, que são capazes de vislumbrar possibilidades futuras antes destas existirem, de alguma forma possuem uma “intuição ou percepção ampliada” que permitem-nos captarem determinados “sinais”, que outros não percebem. De certo modo todo cientista possui uma certa intuição sobre o que pesquisa e possíveis resultados. O que faz com que pensemos sobre a seguinte premissa se verdadeira: "Será que o pesquisador ao saber de antemão os resultados esperados, consciente ou não, acaba conduzindo a pesquisa aos resultados esperados ?" A ciência alega, a extrema neutralidade e a dissociação do Sujeito do Objeto (estudado), como método objetivo que garante a ausência de subjetividade, escapando das possíveis “crenças” do Sujeito que realiza o experimento. Pergunto-me se a ciência será tão neutra quanto se diz que é ? O que notamos muitas vezes é um Zeitgeist, ou o famoso espírito de época. Toda pesquisa dita “visionária” ou “revolucionária” é vista com certo receio pela comunidade cientifica, uma reunião de homens "reconhecidos" que farão ou não o seu veto a favor da teoria tornar-se cientifica. Independente ao método cientifico ser o mais estrito e rigoroso, ao final é a comunidade cientifica quem aprova se o trabalho publicado (ou a ser publicado) é cientifico ou não. Freud por exemplo em sua juventude usou a hipnose (metodologia considerada mistica para a época e sem efeitos comprovados) no tratamento de seus pacientes, falou sobre a sua teoria das neuroses e sobre um mundo (obscuro) inconsciente na psique, mais polêmico ainda, afirmou sobre a existência de uma sexualidade infantil, sobre o Édipo (filhos apaixonados pela mãe) numa Sociedade Puritana e Vitoriana do Séc XIX, extremamente repressora e contrária à manifestação ou discussão acerca da sexualidade (representando verdadeiro tabu). Hoje a Psicanálise é o método mais utilizado no tratamento clinico de neuroses, consagrada no rol das ciências "humanas". No primeiro ato, Freud foi vitima da comunidade cientifica e preconceito por ser de familia Judia, sendo acusado de charlatão, e sob risco de perder o titulo de Doutor por suas pesquisas "heréticas". Já em seu segundo ato, Freud, mesmo após todo sofrtimento e reijeição sofridas, faz o mesmo e tornar-se o algoz dos discípulos. que contestavam os dogmas da Psicanálise (Jung é um deles). Penso que tal metodologia não é muito diferente do processo religioso, temos uma reunião de representantes ou sacerdotes mais "experientes", que dentro de uma tradição, serão favoráveis ou não, há reformas de suas convicções (evolução e modernização) e sobre a inclusão de determinados cânones ou não. A conclusão que se chega é que tudo depende do Zeitgeist da época e pré-conceitos dos homens que fazem religião e ciência. Apesar de dois caminhos diferentes, e que brigam entre si até hoje, pela preferência da voz da "verdade absoluta" ambos têm mais em comum do que se imagina, são tradições conservadoras e resistentes, rejeitam inovações que fujam de mais do seu escopo e controle, são instituições que representam grande poder e influência política, são dogmáticas e detestam pessoas que questionem ou modifiquem seus dogmas e paradigmas, dependem de grande fé por parte dos homens que a seguem, afora a tendência em explicarem os fenômenos ditos “naturais” de forma exagerada, polarizadas entre o fundamentalismo religioso e o cientificismo exacerbado. Profetas como outros arquétipos, não desapareceram por completo de nossas vidas e psique, eles também evoluíram com o tempo. Não veremos mais aquele tipico "Profeta" de bata (cuja imagem arquetipica, é a de um homem de barba e cabelos brancos e longos, e um certo olhar penetrante) perambulando pelas estradas, entrando nas cidades, pregando suas visões e oferecendo seus conselhos (não confundir com pregadores religiosos). Profetas foram assimilados pela cultura e mudaram sua abordagem que se tornara mais sutil. Um Profeta nos tempos antigos, já era considerado uma personalidade marcada por excentricidades e hoje então no mundo pós-moderno, se alguém manifestar tais excentricidades a nossa Sociedade caberá trará de enviá-lo para algum manicômio ou clinica psiquiátrica. O Profeta apesar da sua utilidade, perdeu o seu espaço em nossa Sociedade, que não tolera mais tal existência, pois se naqueles tempos já eram perseguidos, hoje não continua muito diferente, apenas aprimoramos nossos métodos de controle, poder, vigiar e punir como diria Foucault em seus ensaios sobre a loucura. Desejamos controlar o "corpo do outro", vivemos em uma Sociedade Pan-óptica (torre de observação em um pátio central) idealizada pelo filósofo e jurista inglês Jeremy Benthan no séc XVIII, cujo objetivo seria não outro do que manter a "ordem". Nossos Profetas tornaram-se profetas do vazio, em uma Sociedade vazia de sentido e propósito, talvez nossos Profetas estejam calados por estarem em busca de uma nova visão, se não “revelação”... Estarão mesmo mudos ??? Talvez sim... Talvez não... Talvez eles estejam tão presentes como nunca, assumindo outras formas de fazerem suas profecias... Em tempos pós-modernos, o arcaico ainda faz parte de nossas vidas... Um Profeta fala o que vê e pensa... Não está preocupado em agradar... Mas em contribuir com o que acredita poder mudar a forma das pessoas verem o mundo... Contribuindo talvez para uma sociedade mais humana e justa. Profecias quando existem... Só existem por um único motivo e finalidade, alertar as pessoas para tomarem rumos diferentes em hábitos e escolhas de vida, afim de justamente evitarem a Profecia... A forma como considero o Profeta, talvez não seja uma pessoa diferente das demais, talvez seja somente alguém mais atento aos “sinais” presentes e disponiveis a todos nós... como nos diz certa metáfora "aqueles que tiverem ouvidos, ouvirão" enquanto que "aqueles que tiverem olhos, verão". Talvez seja alguém mais observador que desenvolveu a sensibilidade para coisas sutis, como um neurocirurgião operando o cérebro, qualquer falha pode gerar consequências e sequelas desastrosas, portanto tem que se estar presente e alerta. E já que estamos falando sobre profecias, não é muito difícil de prevermos ou profetizarmos sobre alguns acontecimentos futuros para o Planeta, caso não modifiquemos nossos hábitos de consumo, um consumo consciente e sustentável, pressionando governos e governantes de todo o mundo, na busca por medidas que preservem não só o meio ambiente, mas a cultura de diversos povos e tradições, que foram homogeneizados, mas não integrados, e que vivem hoje a margem da sociedade. Portanto para aqueles que forem mais atentos aos ditos “sinais”, sabem para onde estamos caminhando. Mas por outro lado nem toda previsão precisa ser “apocalíptica” de fato, pois esta pode ser e já está sendo uma grande oportunidade de conscientização de milhares de pessoas, para a necessidade de atitudes e hábitos sustentáveis, de combustíveis limpos que gradativamente estão substituindo o petróleo, crianças que ensinam aos próprios pais atitudes ecológicas e leis mais severas com quem desrespeita o planeta e sua flora e fauna. No final o que observo é que todo crescimento e desenvolvimento são acompanhados de certa dor. Quem não se lembra das dores da infância, quando da passagem pela puberdade, em que o corpo cresce mais rápido, ocasionando dores e desconforto, estabilizando na entrada da fase adulta. Não sei se será sempre assim, mas sei que o amor, também causa dor, e que nossa evolução material e espiritual, enquanto humanos que somos passa "obrigatoriamente" por estas duas instâncias irmãs entre si "amor e dor"... Quantos de nós não se lembram das palmadas recebidas em sua infância, "na medida certa" por nosso pais, que em um "ato de amor" nos educavam. Profetas ou não... Quando crianças necessitamos de orientação, até que tenhamos atigindo a fase adulta, quando então podemos tomar nossas decisões "sozinhos" e colhermos do fruto de "nossas ações". Estejamos todos atentos, progredindo e no aguardo do futuro que desejamos e poderemos construir juntos... Bom ou Mau quando “não intencionais” e desencadeados por fatores alheios ao nosso "controle ou intenção", dependem pura e simplesmente da nossa percepção sobre os fatos... Que possamos então, resgatar o nosso "Profeta Interior", escondido nos confins da Psique Coletiva, a fim de nos guiar nestes tempos de transições entre eras. Participando desta grande aventura e jornada humana, na travessia pelo deserto interior !!!

“Tornou-se chocantemente óbvio que a nossa tecnologia excedeu a nossa humanidade.” Albert Einstein.

Namastê !


Ao final a vida é como um grande circulo... uma roda que se pôs a girar, de modo infinito e eterno... não sabemos "muito bem" onde começou, muito menos "onde e quando" vai parar !!!

sábado, 2 de janeiro de 2010

PRÓSPERO ANO NOVO!!!


O que queremos dizer realmente com a frase "PRÓSPERO ANO NOVO"? Em nosso dia-dia e em nossos rituais festivos e tradicionais dizemos e fazemos coisas das quais não nos damos conta e nem sabemos porque  estamos repetindo essas coisas, ano após ano.
No caso dessa frase: "próspero ano novo", em geral o que se passa em nossa mente quando no mês de dezembro disparamos a  nossa metralhadora da "prosperidade", estamos pensando em riquesas e bens materiais. mas será que properidade é somente bens materiais? Evidentemente que não! Mas o pessoal da teologia da prosperidade não sabe disso.
No caso dos estudantes a prosperidade pode ser "passar de ano" ou a aprovação no vestibular, no caso de um trabalhador ou de uma trabalhadora pode ser a promoção de cargo ou função... de qualquer forma, qualquer uma dessas coisas, leva à prosperidade financeira, que por mais corriqueira e displicente que seja, é o alvo da maioria das pessoas. Principalmente das pessoas menos abastadas e das pessoas que vivem - ou tentam sobreviver nos países pobres. É nesse momento que os aproveitadores da teologia da prosperidade entram em cena. Iludem e arrancam o pouco ou quase nada que sobra no bolso desses infelizes e desavisados.
Essa passagem de ano -2009 para 2010 - em especial, está sendo marcada por um fato específico e inesquecível - o maior prêmio da mega sena dos últimos dez anos - principalmente para o ganhador ou ganhadores. Em 1999 a loteria pagou um prêmio milionário de cerca de 150 milhões de reais. e ontem, dia 31/12/2009, o prêmio foi de 144.900.000.00 reais. Foi uma corrida desenfreada às casas lotéricas. Quem já tinha queria aumentar. Quem não tinha, queria ganhar.
Qual é o principal sonho do povo brasileiro? Adiquirir um carro. Esse desejo é mais que conpreensível. Quem anda de ônibus ou de trem pelas cidades e capitais brasileiras sabem  muito bem do que estou falando. Entretanto, ficam aqui algumas perguntas:
- Onde vamos colocar tantos carros?
- Como vamos resolver os probemas dos engarrafamentos das grandes e pequenas cidades do Brasil e do mundo todo?
- Como o planeta vai conseguir respirar?
Não é incoerente? Quanto mais prosperamos mais nos atolamos em problemas.
O trânsito que não anda, não prospera. O planeta que não respira não prospera...
Quanto mais as fábricas prosperam, mais o planeta com a sua flora, a sua fauna, e as pessoas  que nele vivem, adoecem. Mas se a indústria não prosperar...
Bem, a verdade é que fazemos de tudo para enriquecer. Na passagem de ano vale tudo: lentilhas, sete ou três mergulhos no mar, calcinha amarela, roupa branca, campanha do sal grosso, beber água do rio jordão (tirada da torneira às escondidas), subir o monte, descer o vale, escrever um projeto de vida, oferecer comida para os orixás, tomar passes, tomar banhos de descarrêgos, fazer novenas, rezar o terço, orar, clamar, jejuar...
Tudo isso é compreensível, quando se trata de uma nação injusta com péssima, pouca, má ou nenhuma distribuição da renda.
Mas quanto às nações e pessoas ricas ou milionárias que quanto mais têm mais querem? Bom, a isso chamamos ganância! Afinal, existe uma maneira de se contornar tudo isso? Bem o desejo de enriquecer e a ganância desmedida, creio que não tem jeito. Mas quanto ao desejo de enrriquecer isto é totalmente saudável.
No que diz respeito à poluição e ao caos por conta da prosperidade, os países desenvolvidos e conscientes  da sua responsabilidade ambiental como a Suécia por exemplo, já estão implantando bairros e condomínios ecologicamente corretos. As pessoas conscientes, mesmo no países pobres como o Brasil, estão trocando os automóveis por bicicletas ou caminhadas até às faculdades e até o trabalho... o que penso sobre isso? Penso que isso é PROSPERIDADE!
Portanto, nesse primeiro dia do primeiro mês do ano de 2010, eu desejo para todos e para todas um PRÓSPERO ANO NOVO!!!