terça-feira, 24 de novembro de 2009

Tempo do SER

Tempo, o que é o Tempo ?
Tempo que Passa
Tempo que não Passa

Gente que deseja mais Tempo
Gente que deseja menos Tempo
Qual o seu Tempo ?

Tempo para Saber
Tempo para Sonhar
Tempo para Despertar

Gente que evita o Tempo
Gente que ganha Tempo
Gente que não tem mais Tempo

O Tempo Corre
Corre contra a Vontade
E alheio ás nossas Vontades

Tempo que é um Só
Mas que não é percebido a Sós
Para que serve o Tempo ?

Tempo de Ilusões
Tempo de Desilusões
Tempo para Quê ?
Tempo para Quem ?

Qual a Verdade do Tempo ?
Que o Tempo Passa para Todos

Tempo Passado
Tempo Presente
Tempo Futuro

Mas há um só Tempo
Um Tempo que nunca Passa
O Tempo Eterno Presente

Ou Você aproveita o Tempo
Ou o Tempo se aproveitará de Você

Tempo de Crescer
Tempo de Viver
Tempo de Morrer

Ainda há Tempo para Renascer

Morremos e Vivemos com o Tempo a cada Instante
Instantes únicos que não Voltam no Tempo
E que Agora se fazem Presentes

Agora é Tempo de Mudar
Mudar para Viver
Mudar para Escolher
E não mais apenas Sobreviver

O que cada um Fará com o Tempo eu não Sei
Mas Sei que se nada Fizerem o Tempo o Fará
Fará o que podem não Desejar

A menos que se Saiba usar o Tempo
O Tempo o Servirá
Quem não Souber
Do Tempo Servo Será

O Tempo é Eterno
Mas nós não Somos
Há Pouco Tempo

Mais Tempo não é Possível
Mas o Suficiente é Possível
Para fazer o Impossível

Esse é o Momento
O Momento Final
Da escolha que fará nesse Tempo

Se deixar o Tempo Passar
Ele não Voltará
Nem Amanhã
Ou Depois
Agora se Correr
Ainda dá Tempo
Tempo de SER o que não se Foi
Para o SER Agora !!!
Namastê !

sábado, 14 de novembro de 2009

A "PAX" Romana

Vivemos em tempos de "PAX" Romana, ou Paz Romana e já explico porquê. Tal PAX consistia em uma postura de dominação cultural, ideológica e territorial de povos que iam sendo anexados ao Império Romano, e depois aculturados por estes. Tratava-se muitas vezes de se eleger uma guerra preventiva em determinados locais, que permitiam aos romanos expandirem o seu domínio sob o mundo Ocidental e Oriental conhecidos da época, ao mesmo tempo em que submetiam a sua cultura e pensamento, aos povos dominados e gerações a posteriori. A cada novo local conquistado, os lideres ou clãs locais eram destituídos do poder e novos sob apoio romano eram instituídos, e para manter a segurança "romana" em tais provincias soldados legionários e comandantes eram mantidos em cada provincia, eregindo-se postos e fortes de comando, sob o discurso de que estariam mais protegidos sob a tutela romana e seguros de inimigos locais, do que se encontravam anteriormente. A cultura e valores romanos eram ensinadas as crianças, que se desenvolviam sob o signo e ideal romano de Paz, Ciência e Filosofia. Uma forma de incutirem nas jovens mentes, que o modo de viver romano seria um ideal a se perseguir, em paralelo a uma certa tolerância aos costumes e tradições locais, permitidos ás custas de impostos pagos aos romanos, que os mantinham em segurança, com a idéia de um inimigo externo em comum a ser combatido. A educação do modo romano de "Ser" entrava aqui, apesar da tolerância que existia por parte do Império Romano, através da educação os jovens já eram desacreditados desde cedo a reverenciarem suas tradições maternas, consideradas atrasadas e vestigiais de um povo bárbaro e atrasado. Assim muito jovens “cultos” desta nova sociedade, adotavam o latim considerada a língua oficial do Império, vergonhosos de sua condição bárbara de nascimento, muitos se viam na possibilidade de conquistar o “salvo conduto” o nosso “green card” ou “passaporte” dos tempos atuais, que identificava todo cidadão romano “livre” que permitia caminhar livremente por toda a extensão do Império, não só viajar como fixar-se nas localidades que melhor lhe aprouvessem. Coisa muito rara de ser concedida na época, mas havia um caminho e muitos jovens se alistavam no exército Romano, na iminência de receberem tal “salvo conduto” o papel que lhes conferia o real “Status” de Ser um "verdadeiro" Cidadão Romano, e não mais um sujeito "qualquer" de alguma província bárbara anexada por Roma. Como se tais jovens aculturados já não fossem romanos por natureza, apesar de não serem filhos de Roma por nascimento, já o eram ao menos em essência por educação, em seus corações e espiritos, ao compartilharem da visão de mundo dominante, que não outra, se não a romana, como o ditado "todos os caminhos nos levam direto a Roma". Tal engendro mantido por Roma era muito promissor, pois conquistava-se novos territórios, abrandava-se a cultura local, levando-os a pensarem que eram inferiores, desnudos de sua ignorância e saber, recrutando e treinando jovens dispostos a morrerem por este ciclo dominante de aculturação, envolvendo-se em guerras distantes e alheias a sua pátria de origem, morrendo por uma Roma, que o considerava como um cidadão de 2a. classe, um entrante social em termos atuais. Assim as legiões romanas cresciam exponencialmente, o território Imperial ampliava-se, e cada vez menos os "verdadeiros romanos" de nascimento se lançavam ao combate corpo a corpo, relegando tal função aos “novos romanos” vistos pela Sociedade Romana, como melhores eles “estes bárbaros que desejam ser romanos e nunca o serão”, aos nossos próprios “filhos” que serão os mantendores de nossa nação. Podendo dedicar-se a atividades mais nobres, como o direito, artes, poesia e a burocracia de um Império que ao mesmo tempo virava um Grande Estado. Assim formou-se um Império que já existia antes do Romano, como Alexandre “O Grande” um dos primeiros Globalizadores que o mundo dito “civilizado, incivilizado e pós-civilizado” já conheceu um dia, e que perdura até nossos dias atuais, cujo ápice em "duração de tempo" ainda não fora atingindo por outra civilização que não a romana, mas que em aspecto territoriais e culturais tenho dúvidas, se já não fora atualmente superado por uma outra grande civilização pertencente ao “Continente do Novo Mundo” descoberto há 500 atrás ou redescoberto conforme algumas teorias vigentes, ha um tempo ainda mais remoto, pelos “Nórdicos e Bárbaros” Vikings e por uma das mais “Antigas e Numerosas Civilizações” os Chineses. Espero que ao lerem este “post” não encarem, como propositadamente escrevi de que estou fazendo uma apologia contrária, ao líder No. 1 do mundo “Civilizado” atual, que todos conhecemos e que como “Novos Romanos” estão em declinio de sua posição privelegiada como outras mega-civilizações que os precederam como Atlantes, Egípcios, Gregos e Romanos. A intenção é que possamos refletir filosoficamente de um modo inverso ao convencional, Sobre quem Somos Nós?, De Onde Viemos? e Principalmente para Onde Vamos? Ou melhor para aonde nossas escolhas individuais e coletivas nos levarão? Que mundo escolheremos viver e que mundo deixaremos aos nossos filhos quando aqui não mais estivermos presentes? Não cabe somente a mim, responder a tais perguntas, mas a coletividade como um todo “emergente” de tal estado e “natureza” que por hora nos encontramos “enredados” e “conectados” uns aos outros. O que sei é que uma única escolha individual é capaz de reverberar em uma cadeia de acontecimentos, e tal “cadeia” ainda é capaz de gerar novas escolhas e acontecimentos. Positivos ou Não isto dependerá única e exclusivamente de cada Observador dos fatos, que por mais cético que seja, carrega consigo uma subjetividade polarizada em mal ou bem, que por sua vez representam o paradoxo tanto do pensamento dialético e racionalidade humanas, quanto de nossa existência neste Planeta e do que fazemos dela. Sem por demais querer alongar-me, proponho que sejamos ecumênicos em nossa postura, da qual não existe um único “saber ou verdade” no mundo ou mundos possíveis já que somos seres multidimensionais pelas teorias mais recentes da física quântica e cosmologia. Se mesmo assim ainda houver uma única e exclusiva verdade, bem esta será de ordem individual e não coletiva, ou seja subjetiva de cada um. Podemos olhar pelos olhos das coincidências ou das diferenças, como dito antes, tudo depende do Observador que observa os fenômenos e os tangencia, interpreta-os conforme seu referencial de mundo, que ao final não passam de crenças, sejam estas cientificas ou religiosas. Não nos esqueçamos de que nós enquanto brasileiros, também temos uma divida com os verdadeiros “brasileiros” que antes de nós habitavam estas terras tupiniquins, que nos queixamos de não sermos o No. 1 em muitas coisas, e nos esquecemos porém do peso que é Ser o No. 1 e da responsabilidade, que justamente se acompanha por permanecer no mais alto e elevado patamar, onde todos o observam e o responsabilizam por tudo o que de bom e mal há no mundo, que na realidade trata-se apenas de uma projeção de tudo aquilo de bom e mal reunimos dentro de Si-Mesmos. Nós em quanto povo e cultura, também já agimos como romanos, e antes destes, outros povos já subjugavam outros por ganância ou motivados por um falso sentimento de superioridade, servindo de razão para submetermos uma vontade dominate e predatória, destruíndo todo um ecossistema e cultura, que continuam a se perpetuar na história humana. Não nos consideramos "Animais" e quando aceitamos tal Natureza, dizemos que somos Auto-Concientes de Nossa própria Existência nos diferenciando e distanciando dos demais animais existentes, que não se apercebem de sua finitude. Mas só o Homem é propositadamente o "Lobo do Homem", ao final eu me questiono sobre qual será a verdadeira "Besta" de toda esta História ? O vídeo que segue abaixo de forma sutil e irônica faz uma critica a este estado de cultura e aculturamento que nos encontramos "presos", estejamos nós do lado esquerdo ou direito, favorável ou contrário, socialista ou capitalita, somos todos co-responsáveis por nossas ações e consequências do mundo que criamos !!!

“Querido Pã e outros deuses, concedei-me a beleza interior e fazei que meu exterior se harmonize com tudo o que carrego dentro de mim. Que eu possa considerar rico o sábio e possa ter uma quantidade de ouro que só o temperante conseguiria tomar para si ou levar consigo. Precisamos de outra coisa Fedro ? Creio que pedi o suficiente”. Oração proferida por Sócrates no Final do Fedro de Platão.

Namastê !


domingo, 8 de novembro de 2009

Por que Meditarmos ?

A Meditação apesar de associarmos como um método espiritual milenar, presente principalmente na cultura e filosofias do Oriente, atualmente é estudada pela ciência, que comprova a sua prática como sendo útil, para a diminuição da ansiedade e estresse, além do auxilio para a concentração e foco, em uma época em que nunca esteve tão difícil viver o silêncio interior, em um mundo cada vez mais acelerado tanto fora, quanto dentro de nós mesmos. Uma das principais e mais simples, porém não necessariamente mais fácil das técnicas, consiste em sentar-se na posição de lótus (sentado com as pernas cruzadas, braços alongados e mãos repousadas sobre os joelhos) ou sentado em uma cadeira com as costas eretas e cabeça e pescoço alinhados, com os olhos semi cerrados, respirando pelo nariz suavemente, inspirando e expirando o ar através de uma respiração diafragmatica (abdômen projetado para frente na inspiração e comprimido com as costelas na expiração), buscando apenas o vazio e silêncio interior, não se concentrando em nenhum pensamento que venha a tona, deixando apenas que venham e se vão da mesma forma como entraram, sem interferir ou dar maior atenção, até que se atinja o real vazio interior com o tempo de prática (o que não é nada fácil, mas vale a pena mesmo assim pela serenidade conquistada ao longo do tempo). Esta técnica pode ser incorporada também com a recitação do Mantra OM, em que eu inspiro o ar pelas narinas (respiração diafragmática) e expiro recitando Oooooooommmmm, até que o ar acabe e o processo recomeçe novamente. O fato de nos sentarmos no chão sem escorarmos as costas (uma almofada pode ser colocada em baixo) ou em uma cadeira “comum” para pessoas mais debilitadas fisicamente, é para a consciência estar desperta durante a prática, já que um leve torpor com o relaxamento pode ser sentido, e a chance de adormecer é grande e o processo ser perder também. É interessante colocar um despertador, para avisar do tempo de duração da prática, para que não se pare antes de 5 minutos ao menos. Esta prática pode ser feita diariamente, uma ou duas vezes ao dia, ao acordar e antes de dormir, e gradualmente o tempo pode ser expandido. Uma sugestão é praticar antes de dormir, já que grande parte das pessoas estão agitadas pela manhã, e não conseguem concentra-se neste período, face à necessidade de organizar-se para o trabalho. Existem inúmeras outras técnicas meditativas e contemplativas, facilmente adquiridas em livros ou Internet. O importante mesmo, não é a técnica em si, pois a técnica é apenas um refugio, apenas uma estratégia para se alcançar à paz e a plenitude, a fim de se viver cada vez mais o presente, o aqui e agora. O mais importante é a motivação e persistência do meditador, principalmente no inicio da prática. Assista ao vídeo logo abaixo, pois o mesmo incorpora de maneira rica e ilustrada os benefícios comprovados desta arte milenar, que pode ser praticada por qualquer pessoa, independente de idade, crenças e condições físicas.
Perguntaram ao Dalai Lama: - O que mais te surpreende na Humanidade? E ele respondeu: - Os homens... Porque perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem dinheiro para recuperar a saúde. E por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem do presente de tal forma que acabam por não viver nem o presente nem o futuro. E vivem como se nunca fossem morrer... e morrem como se nunca tivessem vivido.

Namastê !

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

O Despertar do SER

Para o Filosofo Grego Platão, vivemos em dois mundos, um perfeito e sede da alma imortal, chamado de o Mundo das Idéias e um outro imperfeito chamado de Mundo Sensível ou das Sombras, nome este que designava o mundo da matéria, que seria apenas uma cópia, apenas uma Sombra do mundo perfeito ou ideal. Platão foi o criador da Metafísica, e muitas religiões se baseiam em seu pensamento para diferenciar o Divino do mundano, e mesmo como base de explicação de onde viemos e para onde vamos após a morte. Todas as coisas que existem no mundo das sombras, seriam apenas cópias imperfeitas do mundo das idéias, e o propósito da filosofia seria o de acessarmos através da razão e desenvolvimento das virtudes o mundo perfeito das idéias. Para Platão ao dizermos que alguém foi iluminado, obteve um insigth, uma nova idéia ou reflexão, estaríamos dizendo que tal pessoa teria entrado em contato com o mundo perfeito das idéias, de onde tudo o que conhecemos ou criamos pertence originalmente. Portanto ao nos referirmos a uma ideologia, ou pessoa idealista estaríamos na verdade nos referindo ao pensamento platônico da verdade para além das formas, uma verdade que só pode ser compreendida enquanto uma idéia, tal como uma intuição, um sentimento que transcede os sentidos habituais. Para exemplificar o seu pensamento, criou a Alegoria da Caverna, que narrava a vida dos habitantes de uma caverna acostumados desde o nascimento a tomarem por realidade as sombras projetadas pelo fogo na parede, o qual os homens por estarem acorrentados, não eram capazes de ver a verdadeira forma por trás de tais projeções. É somente quando um homem ao se libertar dos grilhões que o prendiam (ignorância) subindo a superfície, pode constatar os verdadeiros objetos responsáveis por tais projeções que assistiam, e ainda conferir um outro mundo de grande luz natural, que continha todas as formas sombrias da caverna, só que mais perfeitas (conhecimento e razão). O filme Matrix ilustra muito bem tal alegoria, ao recriar para os tempos ditos “modernos” o mesmo tema da antiguidade clássica, ao dizer que a realidade que víamos não era a verdadeira realidade, mas uma realidade projetada a partir de nossas lembranças do mundo antes de sermos dominados e subjugados pelas máquinas, que agora dominam a terra, e mantém humanos em um estado de torpor “adormecidos” em uma plena inconsciência (ignorância), impedido-os que acordem e possam se rebelar uma vez mais como no passado antes de serem escravizados e utilizados como baterias, que alimentavam e geravam energia para as máquinas, depois que a terra fora devastada, e uma penumbra acizentada, provavelmente ocasionada de um holocausto nuclear, que impediam que os raios solares, adentrassem a atmosfera terrestre. Mas ocorre que algumas pessoas acordam(conhecimento e razão) deste estado de sono e vêem que tudo o que viveram e conheciam não era verdadeiro ou totalmente verdadeiro, já que se nos basearmos em nossos sentidos tal realidade (paradigma holográfico) era tão perfeita quanto a outra realidade que agora percebiam, tal como um mundo onirico, de sonhos. Porém o mundo real onde as máquinas se fazem presentes fisicamente, poderia ser destruída pelos humanos que fossem capazes de saírem da Matrix, oferecendo um risco iminente para esta Sociedade Totalitária, imposta pela Máquinas, portanto eram caçados e eliminados tal como ocorrido durante a Idade Média e Inquisições. Porém nem todos os humanos desejavam despertar de sua ignorância, por se verem mais felizes enquanto se encontravam “alienados”, pois tomar consciência representaria ter de fazer escolhas, o que nem todos os habitantantes da matrix desejavam ou estavam preparados, e que diferentemente do mundo sedutor e “luminoso” da Matrix, o mundo real ao contrário da Alegoria da Caverna, estava devastado e “sombrio”. Talvez se trate de uma metáfora que nos relembre em tempos atuais que Ser “ignorante” de si mesmo é melhor do que obter “conhecimento e sabedoria”, já que supostamente quanto mais se sabe, menos liberdade se sente possuir, o que implicaria em não atender a todos os desejos ou pulsões, e sem liberdade seriamos infelizes. Mas será que Ser verdadeiramente livre é atender a todas as pulsões e desejos, tal como meramente "animais" que sem "razão", seguem apenas a seus intitintos? Sempre ouço pessoas dizerem que eram felizes enquanto crianças por não terem “responsabilidades” ou por não precisarem fazer escolhas, pode haver uma certa verdade em tal afirmação, principalmete quando nos encontrávamos no utero materno com todas as nossas necessidades satisfeitas em tal paraiso perfeito. Mas será mesmo que não fazer escolhas é ser mais feliz? O que sei é que mesmo quando não fazemos escolhas, já estamos decidindo em não escolher coisa alguma e ainda pior, tal como a Matrix teremos alguém nos dizendo o que devemos pensar, sentir, ouvir e ver! Matrix é sem dúvida o Mito da Era Pós Moderna, com todos os Arquétipos que lhe são inerentes, há muitas leituras e interpretações possíveis, e dificilmente o tema se esgotará, pois Matrix mais do que qualquer outro mito, fala de nossa aventura, de nossa jornada rumo ao auto-descobrimento, um mito moderno de nossa Sociedade, e desafios de uma época em que grande parte da população mundial tem acesso a informação (desconexa), mas está alienada do conhecimento (fragmentado) por trás de tais informações e mesmo da utilidade do que fazer com tantas informações. Onde está o conhecimento que perdemos com a informação? Onde está a sabedoria que perdemos com o conhecimento? Será mesmo que não vivemos em uma Matrix que nos diz todos os dias através de seus inúmeros canais e mídias globais de comunicação, o que devemos consumir para sermos felizes, objetos que temos de possuir para sermos felizes, o que temos de "ser ou nos tornar" para sermos felizes e ainda mesmo nossos corpos são invadidos ao dizer a “forma fisica” que devemos apresentar (padrões de beleza). O Filosofo Romano Sêneca já dizia em seu tempo acerca de 500 anos atrás, que o prazer mundano desvanecia-se ao alcançar o ponto mais elevado, justamente por possuir um espaço limitado, que ocupa-se rapidamente, causando grande aborrecimento e murchando após o seu primeiro impulso. Assim estamos nós, enredados e presos (na caverna) a um ciclo de desejos não satisfeitos, que mesmo quando satisfeitos, já pensamos em um outro ainda maior que o anterior, adentrando há um eterno ciclo de repetição e insatisfação com a vida e consigo mesmo. Então eu me pergunto, se como dizem alguns a ignorância será mesmo uma benção? Penso que não, mas esta é a minha opinião e não a única verdade existente!!! Mas por vias das dúvidas deixo aqui a mesma pergunta para que cada um possa responder por si mesmo!!!
Será mesmo o Ignorante de si e do mundo mais feliz, que o Sábio que não ignora a sua dor e a do mundo ???

“A vida feliz é o resultado de um espírito livre, elevado, impávido e constante; acima de qualquer temor ou paixão; para o qual, o único bem é a honestidade e o único mal é a torpeza”. Sêneca

Namastê !