domingo, 7 de novembro de 2010

A Noite Escura da Alma


As vezes é preciso se perder para reencontrar-se, e uma passagem pela Noite Escura da Alma é a oportunidade para esta máxima em nossas vidas. Alguns a temem, outros a esperam ansiosamente, enquanto outros nem sabem de sua existência. É meus amigos cada um decide como será a sua viagem, todo Peregrino ao embarcar numa jornada de auto-conhecimento poderá contar com mapas de viajem ou não, poderá atravessar mares, riachos, de um simples bote ao navio, de suas sandálias gastas ao avião ou trem. Cada veiculo nos proporcionará variadas experiências, alguns nos levam rapidamente ao destino planejado, não permitindo tempo suficiente para interagirmos com o ambiente, enquanto outros são um mergulho visceral em tudo o que uma experiência humana pode nos oferecer, riscos certamente, mas também a transcendência de concluirmos a nossa jornada.

Alguns dizem que não é necessário que você saia do lugar, ou mesmo que tenha de ir a algum lugar especial, a jornada começa e termina no mesmo ponto, ou em ponto algum, basta fechar os olhos e respirar, e você já estará lá, pois cada um já é um Ser Completo, o UM, o Micro de um Cosmos maior e mais abrangente. Acredito que esta é uma visão correta, tão correta quanto a jornada física, quanto a calçarmos nossas sandálias e nos aventurarmos pela Selva de Pedra e seu constrates de cores e aromas, de sombras e luz. Há vezes em que faz-se necessário sairmos de nós mesmos, para nos reencontramos. Como saberemos se não estivermos atentos aos sinais, de que o outro mesmo não se dirigindo a nós, fez exatamente isso a ouvirmos uma simples conversa, ou passarmos por debaixo de uma passarela, um viaduto e lá vermos uma outra humanidade que não fazíamos idéia até então de sua existência.

Hora alguns são livres e não sabem de sua liberdade, enquanto outros são presos e almejam a liberdade. Porém liberdade do que ou de quem ? De nós mesmos eu diria ! Sim é isso mesmo... criamos a todo instante o nossos mundo, Orientais falam há milênios sobre isso, e a agora a Fisica Quântica. O mundo é uma Ilusão então ? Como alguns agora poderiam se questionar... bem eu não sei a resposta... e cada um deve buscar a sua... mas talvez seja mais simples que isso... o fato de pensar sobre estas perguntas, já faz de nossa consciência uma existência concreta, neste mundo ou plano de existência e espaço tempo que por hora estamops localizados... mas o que desejo dizer é que vejo consciências aprisionadas, aprisionando suas possibilidades e escolhas, envelhecendo a cada dia em que se olham ao espelho, e vêem apenas uma imagem refletida, mas não quem realmente são... e descobrir quem realmente é... é tarefa para uma vida toda... ou várias... já que mesmo em uma única vida... vivemos várias vidas não vividas... e outras tantas mil a serem vividas das expectativas de outros que nos são próximos e outros que nem conhecemos, representadas pela grande massa humana, apelidada por Sociedade.

De certo modo seriamos todos prisioneiros, reféns, mas não precisa ser assim... nos enganamos como Narciso que enamorava-se a si próprio através de uma imagem refletida... seremos isso ! apenas imagens refletidas ? Algumas pessoas gostam do reflexo que vêem através do espelho... enquanto outros odeiam o que vêem em si próprias... e assim vão vivendo suas vidas com base apenas em projeções imperfeitas, criadas a partir de um reflexo ou auto-retrato, de uma imagem idealizada e construída de si mesmas. Chamada "Personalidade" que a propósito é muito bem representadas pelas Mascaras Gregas de onde nasceu o termo. Se somos Atores Sociais quem realmente somos nós ou desejamos ? Quem é o Ator por de trás da Máscara ? Se a vida for um Grande Palco de Teatro, para que experimentamos os vários personagens ? Que personagem serei eu ? Que personagem será você ? Quando o espetáculo acaba, as luzes são apagadas e o teatro esvaziado, o que sobra dos personagens lá representados ou dos dramas apresentados ?

É triste ver que mesmo que o mundo não seja virtual ou holográfico como nos faz pensar algumas religiões e novas teorias que vem (re)surgindo, já que somos todos dotados de uma palavra mágica chamada “Consciência”. Teorias mecanicistas crêem que seriamos apenas um subproduto biológico produzido por nosso cérebro, verdadeiras "máquinas biológicas"  ao explicarem o seu paradigma mais ou menos como explicariamos a forma de uma Catedral, baseando-se apenas nos elementos que a constituem como tijolos e argamassa, insuficientes para explicarem como as Catedrais são construidas e assim desprezando toda uma riqueza de Arquitetura previamente planejada e ainda do valor desta obra após sua conclusão. Tornar-se "Consciente", é justamente tomar consciência de si e do mundo, saber que uma decisão, uma escolha pode gerar um efeito dominó, que mesmo não escolhendo nada, já terá feito uma opção, a opção de deixar que apenas eventos exteriores moldem suas decisões, esquecendo do poder interior transformador e criador que habita dentro de si, pois cada Homem é construtor do seu próprio Templo, se o habitará ou não, esta é uma decisão que cabe a cada um tomar.

E é por isso que enfrentamos a Noite Escura da Alma, para nos recordarmos que estamos vivos, que respiramos, pois só o que é vivo pode morrer, e se faz necessário morrer muitas vezes na vida, e continuar respirando. Algumas vezes precisamos adentrar na noite escura da alma... para de lá retornarmos mais fortes e confiantes de nossas mais profundas convicções... pois um Homem sem Fé... não passaria de poeira espalhada pelo vento... sem uma direção nada Somos... por isso mesmo nas mais profundas Trevas... caminhamos sempre na busca pela Luz... afinal nada é só Trevas ou Luz... ambas coexistem de modo que somos convidados a distinguir o Real do Imaginário... o Verdadeiro do Falso... num intricado jogo de Sombras e Luz projetadas... cujo Véu da Verdade intimo de cada um... desejamos descerrar... de algo que apenas pode ser sentido em seu interior... mas que não pode ser visto por ninguém... o que acaba por testar a Fé do Eterno Peregrino... ou daqueles que apenas Professam o Vazio da Existência...

Por fim descemos até o subterrâneo... rumo ao mundo dos mortos de Hades... mas após uma longa estadia durante o Inverno... não podemos nos esquecer que com o surgimento da primavera, o tempo em que passamos dormentes chegou ao fim... e como Perséfone somos liberados a irromper novamente a Superfície onde vivíamos felizes e alegres até então. Pois o fruto morre para gerar a semente que debaixo da Terra brota, e se transforma na planta, na árvore, no novo fruto a ser colhido e saboreado por cada um de nós. Esta é a idéia... vida e morte, quente e frio, sombras e luz, conhecimento e ignorância, amor e dor... todos os opostos são como irmãos e semelhantes entre si, como pólos magnéticos que se atraem e complementam-se mutuamente... Como nas estações do ano, precisamos passar pelo Inverno da Alma para reavaliarmos, nossas vidas, crenças, valores e escolhas... transcendidos de quem éramos ao surgimento de mais um ciclo de existências.

“Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz.” Platão

PAX & LUX !

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Terra um Planeta de Todos



“Abençoado seja o Filho da Luz que conhece sua Mãe Terra

Pois é ela a doadora da vida.

Saibas que a sua Mãe Terra está em ti e tu estás Nela.


Foi Ela quem te gerou e que te deu a vida

E te deu este corpo que um dia tu lhe devolvas.

Saibas que o sangue que corre nas tuas veias

Nasceu do sangue da tua Mãe Terra,

O sangue Dela cai das nuvens, jorra do ventre Dela

Borbulha nos riachos das montanhas

Flui abundantemente nos rios das planícies.


Saibas que o ar que respiras nasce da respiração da tua Mãe Terra,

O alento Dela é o azul celeste das alturas do céu

E os sussurros das folhas da floresta.


Saibas que a dureza dos teus ossos foi criada dos ossos de tua Mãe Terra.

Saibas que a maciez da tua carne nasceu da carne de tua Mãe Terra.

A luz dos teus olhos, o alcance dos teus ouvidos

Nasceram das cores e dos sons da tua Mãe Terra

Que te rodeiam feito às ondas do mar cercando o peixinho.


Como o ar tremelicante sustenta o pássaro

Em verdade te digo, tu és um com tua Mãe Terra

Ela está em ti e tu estás Nela.

Dela tu nasceste, nela tu vives e para Ela voltará novamente.


Segue, portanto, as Suas leis

Pois teu alento é o alento Dela.

Teu sangue o sangue Dela.

Teus ossos os ossos Dela.

Tua carne a carne Dela.

Teus olhos e teus ouvidos são dela também.


Aquele que encontra a paz na sua Mãe Terra

Não morrerá jamais,

Conhece esta paz na tua mente

Deseja esta paz ao teu coração

Realiza esta paz com o teu corpo.”

Evangelho dos Essênios

Pax e Lux !!!


quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Sonho meu de cada dia...


Sonhos... começamos neste mundo sonhando... quiça saberemos se não terminaremos do mesmo modo... Sonhando...

A Humanidade é movida e embalada por sonhos... não apenas o Sonho que se vive quando se está dormindo... mas o Sonho... que se vive acordado... desperto... se é realmente que estaremos despertos... e toda a vida que um dia conhecemos... não seria um Grande Sonho por nós sonhado em algum ponto distante... de alguma longicua dimensão espaço-tempo inexistente nos confins de alguma Galáxia... da qual acabamos de acordar agora... e de onde nunca verdadeiramente saimos...

Tal como se fosse quando embarcamos em uma viajem de trem... o trem se move... nós ficamos parados... a paisagem que se move ao nosso redor... é meramente uma ilusão dos sentidos... estaremos mesmo em movimento... ou serão nossos pensamentos que se movem ?

É certo de que há pesadelos... desilusões... mas estes deixo a cabo da vida... pois debaixo de toda a luz... num mundo de dualidades... há também as sombras... sombras necessárias apenas para destacar a luz que cada um de nós carrega em algum lugar consigo próprio...

Desta luz é que desejo tratar... a luz que nos inspira a sonharmos... um mundo ilimitado de possibilidades... um mundo sem fronteiras ou julgamentos... um mundo onde cada um tem o poder de Criar...

Me recordo de tempos da minha infância onde tudo era mágico e rico... onde sonho e realidade se misturavam... onde as cores eram mais coloridas... onde tudo era como se fosse pela primeira vez... mas algo aconteceu... e os anos apesar de minha contrariedade se foram... e me lançou em um outro mundo cercado de imperfeições e angustias... distante de toda a magia que vivia... da aurora de antigos tempos e se não também de templos que fizemos nossos... de lugares que um dia estivemos... onde vivemos nossas doces ilusões... mas nada se comparam com as desilusões da vida...

Alguém algum dia chegou e nos tocou... fez com que acordassemos... ou talvez adormecessemos outra vez... ao certo não sei distinguir o dia da noite... pois são ambos a mesma coisa... tudo o que construimos nos parece hoje uma grande mentira... tolos de nós por acreditar !!! Afinal quem sabe a verdade ou mentira deste mundo ???

Estaremos a construir verdadeiros Castelos de Areia... quando chega o mar... este reclama posse de algo que lhe pertence... podemos levar a areia a uma distância mais segura... de modo que nos certificamos... que nossa obra não será mais engolida pelo Oceano... oh quanta ilusão... de um modo ou outro a Natureza tratará de reclamar a sua posse... e a quanto tempo não estamos carregando areia... que escorrem por nossos dedos...

Tudo como diz os Orientais há milênios é impermanente... impermanente como Castelos de Areia... ou como as estações do ano... Crianças... somos todos nós... tudo o que nos alimenta são nossos Sonhos... mas de nossos Sonhos nos perdemos... aonde foram parar as Areias do Tempo... brincávamos... nos divertiamos... e agora o que faremos ?

Não nos importávamos quando nosso castelos eram engolidos pelo mar... até nos divertiamos... afinal o prazer estava estar aonde estávamos... em nehum outro lugar ou momento... nossos Sonhos eram reais... viviamos de nossos Sonhos... verdadeiras aventuras que criavámos... dignas dos maiores heróis existentes ou não na face da terra... e nós... nós éramos os heróis destas histórias... que não mais contamos... caindo no esquecimento...

Hoje me pergunto de que sonhos vivemos ? Talvez de nossos piores pesadelos... dormir e acordar... os ciclo se repete todo dia e noite... Agora que nos tornamos Senhores de nossos Castelos !!! Me pergunto a que custo tudo isso ? Se vivemos presos nas masmorras... se o mundo que vivemos... é por de trás das barras quadradas... Quanto pagamos para nos tornar senhores de apenas mais um grão de areia... seriamos isso se comparados ao Grande Cosmos...

Apenas os nossos Sonhos pode ser maiores que o Cosmos... mas deixamos de Sonhar... nos tornamos mortais e limitados... fomos Deuses um dia... alcançavamos as Estrelas... e estas nos guiavam... mas desaprendemos a nos guiar por elas... nem mesmo para o céu é mais possivel olhar... quanto progresso... a custo de nossos mais intimos Sonhos... Onde foi parar a nossa criança interior... que acordou em um Adulto assustado todas as noite por seus pesadelos ?

Você já sonhou Hoje ? Sim... e para quem contou ? Ninguém... então o seu Sonho irá desaparecer como tudo o mais nesta Terra... exceto claro... caso seja capaz de recordar-se...

Platão já dizia a há milênios atrás de nós... que educar... nada mais era do que uma experiência de recordar-se... daquilo que intimamente já sabiamos... mas parece que tomamos a direção contrária... nos deseducamos... nos esquecemos de Quem Somos ? de Onde Viemos ? e para Onde Vamos ?

Quem sou eu ou quem é você que agora me lê ? Somos muitos e ninguém ao mesmo tempo... somos parte de uma história contada por outros... que talvez não conhecemos ou conheceremos... como o foi antes e depois de nossa presença neste Planeta...

Mas e se pudessemos mudar isso... se pudessemos voltar a sermos Crianças novamente... se pudessemos Sonhar outra vez... será que perdemos a essência de quem realmente Somos Nós ??? deixamos de lado a nossa luz emprestada pelas estrelas... que aliás formam os nossos corpos... para nos relembrar todos os dias do que somos feitos... "De Luz"...

Somos os verdeiros "Tecelões dos Sonhos"... não duvide disso... podemos mudar o “pesadelo” que por hora nos encontramos adomercidos e presos... podemos compartilhar o nosso sonho por um mundo e humanidade melhores...

Muitos Castelos já foram destruidos... e outros novos agora estão sendo construidos... é a impermanência de todas as coisas... mas podemos continuar brincando... a praia pode ser grande o suficiente para todos... podemos nos revezar... e deixar que outros brinquem conosco... podemos participar do Sonho de outras pessoas... basta compartilhar... se a vida é um Sonho... não seremos nós o pesadelo dela...

Sonhe... Sonhe mais uma vez... e não importa o que te digam continue a sonhar... você é portador de uma Estrela... e Estrelas brilham... e todos nós fomos feitos para brilhar... não se contete com menos do que ser a sua própria LUZ...

PAX & LUX !!!

"Eu também sou vítima de sonhos adiados,
de esperanças dilaceradas, mas, apesar disso,
eu ainda tenho um sonho, porque a gente não
pode desistir da vida."

Martin Luther King


 
DREAM ON (SONHE) - DIO (Com Yngwie Malmsteen)

Toda vez que eu me olho no espelho
Todas essas linhas no meu rosto se clareiam
O passado se foi;
Passou como o pó ao amanhecer
Não é desse jeito?
Todo mundo tem suas dívidas na vida para pagar

Eu sei que ninguém sabe
De onde vem e para onde vai
Eu sei que é pecado de todo mundo;
Você tem que perder para saber como ganhar.

Metade da minha vida está em páginas de livros,
Vivi e aprendi dos tolos e dos sábios.
Você sabe que é verdade,
Todas essas coisas que você faz
Voltam para você.

Cante comigo,
Cante pelos anos,
Cante pelo riso e cante pelas lágrimas.
Cante comigo

Se for só por hoje,
Talvez amanhã o bom Senhor te levará.

Cante comigo,
Cante pelos anos,
Cante pelo riso e cante pelas lágrimas.
Cante comigo
Se for só por hoje,
Talvez amanhã o bom Senhor te levará longe.

Sonhe, Sonhe, Sonhe,
Sonhe consigo um sonho que se realiza,
Sonhe, Sonhe, Sonhe,
E sonhe até seu sonho se realizar,
Sonhe, Sonhe, Sonhe, Sonhe,
Sonhe, Sonhe, Sonhe, ah. ah.

Cante comigo,
Cante pelos anos,
Cante pelo riso e cante pelas lágrimas.
Cante comigo
Se for só por hoje,
Talvez amanhã o bom Senhor te levará.

Cante comigo,
Cante pelos anos,
Cante pelo sorriso e cante pelas lágrimas.
Cante comigo
Se for só por hoje,
Talvez amanhã o bom Senhor te levará.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Cultivar ou Cativar eis a Questão ?

Trecho extraído do livro: O Pequeno Príncipe de Antoine Saint-Exupéry

"E voltou, então, à raposa:

- Adeus, disse ele...

- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.

- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.

- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.

- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.

- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa...

- Eu sou responsável pela minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar."

Pensamentos & Reflexões

Hoje recebi o texto acima de uma grande amiga a "Márcia" que conheci em um workshop sobre Psicologia Transpessoal há quase dois anos atrás. Recebi este trecho do “Pequeno Príncipe” em comemoração ao dia do amigo, que me inspirou a escrever o post que segue logo abaixo...

O que é verdadeiramente essencial para nós ? Gostamos e desejamos muitas coisas... de certo temos a tendência em acreditar que muitos são os objetos essenciais que precisamos ter ou possuir... Mas e quanto as pessoas ? Pessoas podem ser possuídas ? Bem... também desejamos tê-las ou possuí-las... mas diferentemente de objetos pessoas até podem ser possuídas a força... mas seus corações... nunca o teremos deste modo... E por quê ? porque pessoas tem vontades próprias... porque precisamos aprender a aceitar o outro, suas escolhas e também diferenças... aprendendo a cativá-las... é engraçado que na história do Pequeno Príncipe... o Alienígena protagonista do Conto... apesar de ser um Alienígena é mais Humano que os Humanos da Terra... e tem um carinho especial pela única Rosa do seu pequeno Planeta... a quem cultiva com amor e dedicação... a resguardando sob uma redoma de vidro a fim de protegê-la... é engraçado como a palavra “cultivar”... que significa preparar a terra, semear e plantar... guarde ressonância e semelhança com a palavra “cativar” cuja definição reserva uma certa ambigüidade...  tais como: “prender ou acorrentar” e “ganhar a simpatia”... quando comecei a pensar e refletir sobre estes significados... vi quanta riqueza em uma história que li quando criança... que a principio está direcionada para o público infantil... ledo engano de minha parte... pois esta é certamente apena a superficie que uma leitura desavisada é capaz de tocar... o conto do Pequeno Principe é mais rico e mais adulto do que de fato fazemos idéia... fala de uma inocência perdida... de como podemos aprender... ou melhor “reaprender” a sermos mais humanos... sobre um Alienigina que apesar de criança... é tão Sábio quanto um Ancião... e que por onde passa cativa as pessoas e também os animais... como a Raposa por um exemplo...

Hoje com quase 33 anos (falta pouco...) é que fui perceber algumas correlações... e graças a um inusitado trecho que recebi... que me tocou de um modo inesperado... tratando então de escrever sobre algumas inspirações e reflexões que me vieram a mente sobre o assunto... sobre nos reencantarmos com o mundo... pensamentos que não são poucos por sinal... então tenham paciência caso o texto lhe pareça longo... pois quando revelamos o que pensamos por escrito... estes costumam ser mais extensos... se comparados as idéias que transmitimos pela fala ou imagens... procurei portanto mesclar aquilo que há de melhor em cada um destes recursos... afim de repassar esta bonita mensagem do Pequeno Princípe adiante... em um momento de nossa Humanidade... em que apenas os nossos aspectos sombrios e negativos são noticiados nas midias em geral... mas aquilo que é belo e sublime... não vende... e portanto é deixado de lado... com tudo faz-se importante resgastar nossos valores humanos... contra um niilismo presente na pós-modernidade... que contrariamente nos desencanta... pode não ser uma tarefa fácil... mas é possível ser feliz... quando não a exterioziamos nos objetos... e sim no eterno cultivo do que é verdadeiramente essencial...

Bem continuando de onde paramos... sobre "cultivar e cativar"... observemos o seguinte: O Pequeno Príncipe cultiva e cativa a Rosa a todo instante... ele a cultiva regando-a... ao mesmo tempo em que a cativa... que a "prende" sob uma redoma de vidro... e que também cativa ao "ganhar a sua simpatia"... ao conversar e dedicar-se tanto por ela. Cativamos alguém... quando a cultivamos... ou seja cuidando deste relacionamento como uma planta... observando suas necessidades... do que este relacionamento precisa... de mais água (atenção) ou adubo (amor)... com todo este cuidado... de certo modo "prendemos" o outro de livre e espontânea vontade a nós... pois o cativamos... ganhamos a sua simpatia e confiança como o fez o Pequeno Principe com a Raposa... enquanto cultivamos e cativamos esta “amizade’ ela se mantém próxima a nós... quando deixamos de cultivá-la com atenção e amor... ela murcha... e a amizade é perdida... não importando o tipo de amizade e relação que tínhamos até então... o interessante é também refletirmos sobre a escolha do autor por uma Rosa... Rosas são flores simples... mas muito apreciadas em suas cores, perfume e beleza... apesar do nome Rosa... que empresta o seu nome a cor... ou a cor a flor... não sei a ordem em que tudo aconteceu... quem emprestou o quê... que não importa neste diálogo... já que mesmo sendo um monólogo ele já se torna um diálogo... quando se comunica com o leitor e provoca nele reflexões... a “Rosa” Flor arquetípica por sinal... é presentemente vermelha na mente coletiva... e não rosa da cor... geralmente quando alguém compra uma rosa... há uma tendência generalizando um pouco... a optar por vermelhas... que em nossa cultura popular representam a cor da paixão e do amor... e mesmo da sedução...

Cativar alguém não deixa de ser um tipo de sedução... não somente em sua conotação “sexual” como o fazem pensar os “psicólogos” rs... afinal o que buscarmos iremos encontrar... já que tudo não passam de projeções “talvez até literais” como a fisica quântica nos faz refletir... mas a sedução a que me refiro... não é só a dos eternos enamorados... mas a sedução... de nos sentirmos atraídos por alguém... que nos cultiva e cativa com atenção e dedicação... é o amor, o carinho, a atenção que dispensamos aos outros... que faz com que quem é cultivado se sinta bem em nossa presença e acabe por ser cativado... provocando a sensação que nos esqueçamos de quem somos... que somos e nos tornamos nestes momentos mágicos... apenas UM... que é como talvez verdadeiramente sejamos e sempre fomos “ao final”...

Uma Rosa é certamente uma escolha acertada para as nossas questões pessoais... delicada... exige um bom cultivo... para que a cativemos... porém apesar de sua frágil aparência... guarda espinhos em seu corpo... para nos lembrar sempre que temos de agir com cuidado em nossas relações... que um descuido de nossa parte... se agirmos com indiferença ou mesmo brutalidade... acabará por machucar a ambos... a Rosa e o seu respectivo Cultivador. A Rosa torna-se especial... não porquê seja a única no Planeta B612 de nosso Alienígena... O “Pequeno Príncipe”... mas sim por tornar-se especial para aquele que a cultivou... que de tanto cultivo... acabou por cativar a ambos. Há muitas Rosas na Terra... mas nenhuma é tão especial... quanto a de seu Planeta... como acaba descobrindo o jovem Principe ao final de sua jornada pela Terra... tudo faz sentido... por terem se tornado UM... por tornar-se afinal responsável pelo o que cultiva... saiu em uma grande incursão e jornada fora de sua terra natal... para após regressar ao ponto de origem e verificar que tudo o que precisava... tudo o que lhe era essencial sempre esteve com ele... e nunca esteve fora de si mesmo... a nossa verdade essencial ou intima... não reside fora... como descobriu o Principe... mas dentro de cada um de nós... a viajem ou jornada fisica... apenas é uma metáfora para descobrimos... cada um... a sua própria verdade...

Quanto a Raposa... um outro grande arquétipo... imortalizado como símbolo de esperteza e sabedoria em algumas histórias... como as encontradas em algumas das fábulas de Esopo... antecessor e inaugurador deste tipo de narrativas "morais" com animais ou fábulas como são chamadas... é muito bem aproveitado no Conto do Pequeno Principe... a Raposa mostra a sua sabedoria... ao refletir... que mesmo sabendo que um dia ao ser cativada... se sentiria “cativa” ou seja "presa" pelo outro... ainda sim não se arrepende do relacionamento e tempo que passaram juntos... e mesmo de todo o afeto e carinho... que a tornou “livre” pelos laços de amizade formados... que irrompem para além da necessidade de posse ou presença fisica... tornando ela... e o príncipe... dentre tantos Humanos e tantas Raposas... "especiais e diferentes"... de todos os outros iguais em aparência de ambas as espécies... que se diferenciaram dos demais justamente pelos sentimentos "cultivados e cativados" por ambos... a Raposa... mesmo sabendo da dor que a separação fisica provocoria um dia... preferiu sentir e envolver-se... e é este sentir que nos faz humanos e que nunca podemos nos esqueçer... se abstrairmos mais um pouco... ou indo talvez um pouco  mais longe... Seremos então capazes de refletir... quantos espinhos ao invés de rosas... não estaremos cultivando... o quanto a falta de cuidados como água = atenção e adubo = amor... acabam por provocar dor a nossos semelhantes... a todos os seres sencientes ou seja que sofrem e sentem dor... que inclui todo animal ou ser vivo... inclusive uma árvore ou planta.. e mesmo o maior dos seres vivos o nosso próprio Planeta... que como nesta Fábula de uma Rosa em um longínquo Planeta ou Asteróide B612... esta por implorar que não nos esqueçamos de cativá-la novamente... que possamos nos (re)lembrar do essencial... de como fazíamos antigamente... a fim de nos tornarmos eternamente responsáveis... quando dizíamos que era Gaia... A nossa Grande Mãe !!!

"O essêncial para a nossa felicidade é a nossa condição íntima, e desta somos nós os senhores." Epicuro

Namastê !

terça-feira, 6 de julho de 2010

Como Nasce um Paradigma


Um grupo de cientistas colocou cinco macacos numa jaula, em cujo centro puseram uma escada e sobre ela, um cacho de bananas. Quando um macaco subia a escada para apanhar as bananas, os cientistas lançavam um jato de água fria nos que estavam no chão. Depois de certo tempo, quando um macaco ia subir a escada, os outros enchiam-no de pancada. Passado mais algum tempo, mais nenhum macaco subia a escada, apesar da tentação das bananas. Então, os cientistas substituíram um dos cinco macacos. A primeira coisa que ele fez foi subir a escada, dela sendo rapidamente retirado pelos outros, que lhe bateram. Depois de algumas surras, o novo integrante do grupo não subia mais a escada. Um segundo foi substituído e o mesmo ocorreu, tendo primeiro substituto participado, com entusiasmo, na surra ao novato. Um terceiro foi trocado, e repetiu-se o fato. Um quarto e, finalmente, o último dos veteranos foi substituído. Os cientistas ficaram então, com um grupo de cinco macacos que, mesmo nunca tendo tomado um banho frio, continuavam a bater naquele que tentasse chegar às bananas.

Se fosse possível perguntar a algum deles por que batiam em quem tentasse subir a escada, com certeza a resposta seria:

" Não sei, as coisas sempre foram assim por aqui... "

"É MAIS FÁCIL DESINTEGRAR UM ÁTOMO DO QUE UM PRECONCEITO” ALBERT EINSTEIN

Reflexões & Pensamentos

Do mesmo modo como existem contos e fábulas, esta é uma fábula científica que na verdade pode muito bem ser verdadeira, e que reflete com perfeição o comportamento humano. A banana torna-se um tabu entre os macacos, do mesmo modo como muitas teorias científicas o são antes de romperem com os paradigmas que representam.

O problema não é a Ciência, e sim quem faz Ciência... Ciência é apenas um método ou visão de mundo, tão válida quanto outras existentes. Ignorar este fato é o mesmo que a Ciência vem tentando fazer desde a sua breve existência diante de outras tradições tão antigas do conhecimento humano. Sempre que percebemos nossos julgamentos, preferências e preconceitos, evitamos a sua repetição. Pois passamos ignorando sob uma pretensiosa e falsa declaração de neutralidade, o Sujeito envolvido no Objeto pesquisado. Mas hora por que o pesquisador precisa ignorar os seus outros sentidos, que vão além da razão, como suas emoções, sensações e principalmente a intuição ??? Por que a razão é o único caminho de acesse a verdade ??? Aliás, que verdade é esta que a ciência promove ??? Que "Logos ou Cogito" é este que criamos, que nos separou e fragmentou do restante do Universo ??? Vamos refletir um pouco mais sobre isso !!! Todo experimento científico ocorre em laboratórios... certo... bem em sua maioria... nem todos... geralmente levantamos hipóteses para coisas que já supomos a resposta... se sabemos a resposta porque então a necessidade de provarmos... para que todos saibam que estamos certos... mas certos do quê ???  É possível ter certeza de algo ???

Heisenberg inaugurou nas ciências ditas naturais, até então deterministas e imutáveis tal como a gravidade Newtoniana, o principio de incerteza, ou seja, que mesmo leis naturais sob certos aspectos podem ser alteradas ou modificarem-se... Então que certeza é esta que a ciência tanto alardeia sob coisa alguma ??? Podemos reproduzir um experimento sob certas condições rígidas em laboratórios e todos  que seguirem os mesmos procedimentos, alcançarão os mesmos resultados ou chegarão muito próximos ao menos. E onde ficamos em tudo isso ??? aquele nosso toque especial na receita do bolo da vovó ??? O grande problema, é que justamente nada disso é natural... o experimento como um todo é artificial... tudo é rigidamente e milimetricamente controlado do inicio ao fim... da mesma forma como hoje sabemos... que só o fato de existir um Sujeito no experimento, de um modo ou outro... ele acabará por influenciar o Objeto pesquisado... nos conduzindo as reflexões da Física Moderna, através de suas leis quânticas, e o comportamento aleatório dos átomos... que se dividem em particulas ou ondas sempre que na presença de um Observador... Alías esta é também uma questão muito intrigante... como saberíamos que os átomos se comportariam de modo diferente quando não observados ??? Isto nos leva a questionarmos que se existisse tal neutralidade científica, não poderia haver um Sujeito que percebe a realidade do Objeto... Pois o paradoxo é que se não houver um Sujeito que percebe a realidade... Existiria então uma realidade a ser percebida ou conhecida ??? Assim somos convidados a refletir que não há como separamos o Sujeito do Objeto do Conhecimento...

Nesta ânsia em escaparmos dos excessos advindos de crenças e superstições passadas, acabamos aprisionados como pássaros que tem asas, mas não podem voar, que vêm a luz do sol, percebem as estações que passam a cada ano, mas não são livres, como outros de sua espécie soltos pela natureza. O seu mundo se resume ao que está na gaiola, e ao que pode ser percebido dentro dela, ou até onde a sua vista é capaz de alcançar. O pior de tudo, é que geração após geração... sendo criados em cativeiro, já nascemos engaiolados, e nem imaginamos, o que é ser livre. Ok !!! Há um certo conforto nisso tudo, já que estamos a salvos de predadores e mesmo de outra interpéries presentes na Natureza Selvagem... Afinal temos casa, água e comida, e como já estamos muito bem condicionados e treinados... como em uma espécie de normose ou patologia da normalidade, acabamos na maioria das vezes... por não tomar contato com tudo isso... Já que tudo seria normal para outros de nossa espécie... que não muito diferente de nós... também se encontram nas mesmas condições... ou seja Seres engaiolados e presos por Gerações a fio... Verdadeiras Mentes Aprisionadas !!!

O pior é que muitas vezes nos orgulhamos por achar que a nossa gaiola é um pouco mais larga do que a do outro, quando na verdade como os macacos desta fábula, estaríamos todos aprisionados. Falamos e sempre discursamos sobre uma Ciência Mecanicista e Materialista, mas hora... como isso é possível se nem tocamos a matéria !!! Se algum dia alguém tocar a matéria... bem sinto informá-lo mas você será outra pessoa !!! Pois os seus átomos se desagregarão, misturando-se com o do objeto tocado, e você e o objeto serão tudo... menos vocês mesmos !!! Sendo assim onde está a matéria, se tudo o que percebemos são vibrações interpretadas a partir de sinais elétricos enviados ao nosso cérebro. Nem mesmo são os olhos que vêem, mas o cérebro... Aliás, talvez nem seja o cérebro, e sim a Consciência, que percebe e decodifica as informações recebidas. Em termos mecanicistas representam a seguir o nosso Hardware e Software Cerebral !!!

É parece que a ciência acabou dando uma longa volta para se separar da Religião, mas acabou voltando ao lugar ponto de origem ao criar um nova dogma... tão válido quanto o seu antecessor... sendo seguido por Fiéis tão Fanáticos e Ardorosos quanto seus Algozes antecessores do Passado Medieval. A que preço tudo isso ??? Se podemos nos religar há uma Nova Ciência e Consciência do Holos... a uma Totalidade do Ser... pela qual Sujeito e Objetos estão tão integrados, quanto as demais funções psíquicas como: Emoção, Intuição e Sensação... além é claro da Razão, que vem sofrendo nos últimos Séculos e principalmente neste... de uma hipertrofia generalizada !!! Alías se continuarmos adiante, como todo músculo do corpo humano... quando lhe é exigido mais do que pode suportar após um treino forçado... estaremos arriscados a um sério risco de lesões... nos colocando para fora de campo... ascendendo o placar "Fim de Jogo"...

O Ser Humano Integral passa por outras dimensões além da física... é também um Ser Emocional e porque não dizer Espiritual... se tudo é Energia como nos faz crer a nova Física Moderna... então a Matéria não passa apenas de uma Energia mais densa e condensada... Sendo assim... talvez as Gaiolas pelas quais fomos aprisionados, não passariam afinal de meras Ilusões dos sentidos... Enquanto não nos apercebermos deste novo paradigma de realidade, continuaremos nos espancando uns aos outros, apenas por meras bananas sem valor aparente algum...

"Sócrates não gostava de ciências muito sofisticadas, embora as conhecesse todas. Ele dizia que o conhecimento sofisticado exige um esforço extra que tira o tempo do estudante da busca humana mais básica e importante: a da perfeição moral" Xenófanes

Namastê !

sábado, 17 de abril de 2010

O Poder do Silêncio


Nós os índios conhecemos o Silêncio.
Não temos medo dele.
Na verdade para nós ele é mais poderoso
do que as palavras.
Nossos ancestrais foram educados
nas maneiras do silêncio e eles
nos transmitiram esse conhecimento.
Observa os animais para ver
como cuidam de seus filhotes.
Observa os anciões para ver
como se comportam.
Observa o homem branco para ver
o que querem.
Sempre observa primeiro,
com o coração e a mente quietos,
e então aprenderás.
Quando tiveres observado o suficiente,
então poderá atuar.
Com vocês, brancos, é o contrário.
Vocês aprendem falando.
Dão prêmios às crianças que falam mais na escola.
Em suas festas, todos tratam de falar.
No trabalho estão sempre tendo reuniões
nas quais todos interrompem a todos,
e todos falam cinco, dez, cem vezes.
E chamam isso de “resolver um problema”.
Quando estão numa habitação e há silêncio,
ficam nervosos.
Precisam preencher o espaço com sons.
Então, falam compulsivamente,
mesmo antes de saber o que vão dizer.
Vocês gostam de discutir.
Nem sequer permitem que
o outro termine uma frase.
Sempre interrompem.
Para nós isso é muito desrespeitoso
e muito estúpido, inclusive.
Se começas a falar,
eu não vou te interromper.
Te escutarei.
Talvez deixe de escutá-lo
se não gostar do que estás dizendo.
Mas não vou interromper-te.
Quando terminares, tomarei uma decisão
sobre o que disseste,
mas não te direi se não estou de acordo,
a menos que seja importante.
Do contrário, simplesmente ficarei calado
e me afastarei.
Terá dito o que preciso saber.
Não há mais nada a dizer.
Mas isso não é o suficiente para a maioria de vocês.
Deveriam plantá-las, e permiti-las crescer em silêncio.
Nossos ancestrais nos ensinaram que
a terra está sempre nos falando,
e que devemos ficar em silêncio para escutá-la.
Existem muitas vozes além das nossas.
Muitas vozes.
Só vamos escutá-las em silêncio.
Autor: Desconhecido

Pensamentos & Reflexões

Ao longo da vida, nós Ocidentais somos levados a acreditar de que o ruido, o tagarelar, o barulho advindo das grandes metrópoles, escutar no ultimo volume o rádio, enquanto ficamos engarrafados em alguma marginal da cidade, é o apice da nossa Civilização. Enquanto que o silêncio e a paz interior, são coisas inacessiveis, coisas apenas de Orientais, ou de já iniciados em Meditação. Pois um outro povo desvalorizado enquanto Cultura e Civilização, já há muito tempo praticam uma filosofia de vida, que prega o contato com a natureza, sim eles tem musica, e a sua musica como tudo o mais é extraida da própria natureza. Alias natureza esta que valorizam, que cada arvore cortada, não é apenas mais uma arvore como o é para o Civilizado Ocidental. Para o povo dito Selvagem ou Indigena, cada arvore, cada ser, pedra, riacho ou animal, é uma representação do Grande Espirito, que permeia e anima toda a vida, e deve ser respeitado. Não criam animais, como criamos em confinamento com o objetivo de engordá-los abatendo-os facil e convenientemente. Eles caçam apenas para a sua própria sub-existência, extraindo da Natureza apenas aquilo que precisam. Não sem antes pedirem ao Grande Espirito protetor daquele animal, a permissão para caça-lo, pedidndo para que retornem novamente a terra, e reverenciando-o e orando pelo mesmo em uma cerimônia agradecendo pela oferenda recebida do Grande Espirito, honrando perante toda a tribo o animal que estão prestes a consumir. Os animais são seus amigos, não precisam ficar presos dentro das casas com eles, pois são livres para ir e vir, e se estão em sua presença é porque assim escolheream livremente, não são seus donos, mas verdadeiramente amigos e comapanheiros de jornada. Mas chegou o homem branco, com a sua suposta superioridade e modernidade frente ao homem vermelho, e do alto de seu fumegante cavalo de ferro, foi dizimando manadas inteiras de bufálos, que antes corriam livremente pela pradarias, e com seus fios que falam foram dizimando as florestas, e trazendo consigo o seu suposto progresso, e com ele o ruido e a poluição das cidades grandes. Que agora impedem o homem vermelho de escutar o pulsar de sua Grande Mãe Terra, de verem as estrelas, encobertas por uma grande nuvem cinza e preta, que também se confudem com as luzes da cidade, que imitam a luz natural dos astros. E é por isso que somos tão ruidosos, é por isso que levamos nossas vidas de modo tão rapido, que não somos mais capazes de acompanhar o ritmo da estações, o desabrochar de um simples botão de rosa e que nos sentimos cada vez mais vazios e angustiados. Chegará um momento, que se não intervimos rapidamente, nossas crianças, e após os seus filhos, e os filhos de seus filhos, acharão que pizza se planta, que é algum tipo de arvore (se ainda houver alguma até lá), e que a carne vem do supermercado, não de um animal, um ser vivo (aliás já estamos quase lá, pois já se fala em produzir carne sintética). O Silêncio do Índio, é o silêncio de quem houve sua Mãe... a Natureza, e dela aprende suas lições !!!

“De uma coisa sabemos. A terra não pertence ao homem: é o homem que pertence à terra, disso temos certeza. Todas as coisas estão interligadas, como o sangue que une uma família. Tudo está relacionado entre si. Tudo quanto agride a terra, agride os filhos da terra. Não foi o homem quem teceu a trama da vida: ele é meramente um fio da mesma. Tudo o que ele fizer à trama, a si próprio fará.” Chefe Seatlle.

AHOW !!!

domingo, 28 de março de 2010

TEMPO DE MORRER, NASCER E CRESCER



[...] “Necessário vos é nascer de novo”.
Palavras de Jesus a Nicodemos. Registrado no Evangelho de João


Dois gêmeos estavam no útero da mãe. Nadando naquele ambiente escuro e aquecido, eles não podiam imaginar uma casa melhor. A temperatura era controlada, confortável e as refeições servidas à la carte, mas depois de nove meses, um anjo lhes disse:

—Vamos, amigos, está na hora de nascer.

—Nascer? - um deles replicou. O que é nascer?

—Ora, nascer é sair daí e gozar o mundo maravilhoso que Deus fez.

—Mundo? - disse 0 outro gêmeo. O que é mundo?

—Mundo é um lugar esplêndido, cheio de árvores e montanhas, rios e oceanos. Tem cores lindíssimas e vistas fantásticas, respondeu pacientemente o anjo.

—Montanhas? - perguntou um dos gêmeos.

—Rios? - o outro prosseguiu.

Depois de uma breve consulta, eles disseram ao anjo:

—Nunca vimos essas coisas. Vamos ficar com o que temos. Gostamos muito daqui. Não vamos aceitar essa coisa de "nascer", mas obrigado assim mesmo.

—Olhem, rapazes - disse firmemente o anjo - esta não é uma opção. Vocês não podem ficar aqui. Tem de nascer.

—Temos - choramingaram eles - Vai doer?

—Sim, um pouco, acho, e vocês tem de atravessar essa passagem escura ai embaixo, mas prometo que vão ficar contentes quando tudo acabar.

—Ooooooh, não. Não vamos atravessar essa passagem! - responderam os dois teimosamente.

—Vocês não têm escolha, meninos. Está na hora! - e o processo começou.

Por favor, nãããão.

Eles gritaram e lutaram o caminho inteiro, ao sair para o mundo, mas com a primeira respiração e ao experimentar o leite da mãe, eles disseram:

—Puxa! Este lugar é Átimo. Por que você não nos disse que era assim?

—Eu tentei - falou o anjo cansado - Mas vocês não quiseram ouvir

—Setenta anos mais tarde ele voltou até os gêmeos.

—Olá, rapazes, está na hora de morrer.

—Morrer? - perguntaram eles - Como é morrer?

—Oh, vocês vão para um lugar cheio de querubins e arcanjos.

—Eu nunca vi um arcanjo, nem um querubim - retrucou áspero um dos gêmeos.

—Nós gostamos das coisas aqui na terra - disse o outro. Há montanhas e rios, passáros e arvores. Estamos contentes aqui. Não vamos aceitar essa coisa de "morte", obrigado mesmo assim.

—Rapazes, vocês não têm escolha. Quer queriam quer não, vão morrer. E antes que perguntem, sim, vai doer um pouco. Vão passar por aquela sepultura logo ali embaixo de vocês.

—Sepultura? - gritou um deles.

—Dói - gemeu o outro.

E embora suplicassem e clamassem e se agarrassem á vida com todas as forças, morreram e foram para o paraíso. Depois de um momento que era uma eternidade - na presença do Criador e toda a Sua glória, eles disseram ao anjo:

—Ei, por que não nos disse que era assim tão maravilhosos

—Tentei - respondeu o anjo sorrindo - Mas vocês não quiseram ouvir,

Lembre-se de que, crescendo e escolhendo seu próprio caminho na vida, você está fazendo a viagem, o vôo da Fênix, com todos os desafios, descobertas, separações (mortes) e triunfos (renascimentos) que isso traz. Crescendo você se libertará.

“Tudo tem seu tempo determinado e há tempo para todo propósito debaixo do céu. Há tempo de nascer; e tempo de morrer...”
ECLESIASTES 3

LUZ, Daniel C. Fênix: renascendo das cinzas. 2ª. Ed. São Paulo: DVS Editora, 2006.


PENSAMENTOS & REFLEXÕES

O que dizer sobre a Terapia Iniciática, sem nos referirmos a Grande Aventura da Jornada da Alma, da qual todos nós somos do inicio ao fim, os protagonistas desta Mitica e Heróica Viajem. Passamos por quatro níveis: A Iniciação, O Despertar, O Mítico do Nós Somos até que possamos atingir o ultimo Nível, que apesar de ultimo continua a se estender ao infinito, ao Nível da Fonte do Ser: EU SOU

Tudo começa quando o Herói passa por um processo Iniciático ao receber o Chamado para a Aventura, ele parte em busca do Caminho para obter a Sabedoria e vivenciar o Sagrado, e o retorno para o Serviço quando completou a parte mais importante da sua iniciação, tornou-se o Herói regresso ao lar, com a Sabedoria, o Conhecimento, o Troféu ou o Objeto Sagrado de Poder. Agora tornou-se o Iniciado, que poderá trabalhar em prol da sua comunidade, e mesmo como mentor de novos Heróis que por ele serão iniciados.

No primeiro momento o Herói não tem ainda plena consciência da sua Missão, do seu Trabalho, é ao passar por uma experiência, talvez uma prova ou iniciação é que receberá o Chamado. Tais provas podem ser de ordem, física, mental ou espiritual, obstáculos como separações, doenças, infortúnios, desilusões entre outras. É que o Herói passa a perceber os sinais que o rodeiam, ou em termos Junguianos as ditas Sincronicidades, que vão ocasionando um Despertar, uma ampliação da percepção que tomam a forma de um Caminho, uma direção a seguirmos. É quando o Herói sente dentro de si o Chamado, que o impele a buscar informações, a fim de superar os bloqueios, as suas limitações ou dificuldades. É quando a Aventura propriamente dita inicia, é neste momento em que o Herói parte em sua busca, que muitas vezes ainda não sabe bem qual é, mas que ao longo do Caminho descobrirá.
Caminho este marcado por desafios, por monstros, dragões, bruxas, demônios, gigantes que transportados para os dias atuais, são todos os desafios de vida e profissionais que temos de iniciar, o vestibular, o concurso, o primeiro emprego, o primeiro filho, o desemprego, a morte de um ente querido, a separação, uma doença, entre outros.

Vencido os desafios, tal como Herácles ou Hercules e seus 12 trabalhos, Jasão e os Argonautas com o Velocino de Ouro, Odisseus ou Ulisses e o caminho de volta para Ìtaca, Arthur e a Espada Excalibru incravada na Pedra, Percival e o Cálice Sagrado, é tempo de retornarmos ao convivio do lar, de posse do merecido Troféu ou Conhecimento Sagrado. Pois é quando regressamos de nossa longa jornada e somos consagrados como Heróis é que o Trabalho ou o Serviço se iniciam, e passamos então a utilizar do Objeto de Poder (Conhecimento) em prol da comunidade. Excalibur a Espada da Justiça, O retorno a Ìtaca para o restabelecimento do Reino, O Cálice Sagrado que devolve o vigor ao Reino e ao Rei Arthur, Jasão e sua merecida consagração como Rei ao regressar de posse do Velocino de Ouro, tarefa até então mortal para todos que em vão tentaram antes deste.

Mas nem tudo são flores, pois o Herói também precisa enfrentar sua própria Sombra e Morte, precisa descer até a Noite Escura da Alma, precisar passar pelo Mundo dos Mortos de Hades ou Plutão e de lá escapar de Cérbero o Cão de 3 Cabeças Guardião da Saida deste Mundo Infernal. O Herói morre e renasce, retorna triunfante do Mundo dos Mortos e mais uma vez regressa ao Mundo dos Vivos, diferente e mudado de quem era até então, recebe novos conhecimentos, poderes, ou um objeto de grande poder capaz de auxiliá-lo a transceder a maior das Aventuras que se não a própria morte. E confrontar a própria Sombra é um dos maiores desafios do próprio Herói, Jasão teve de enfrentar a Morte dos Filhos pelo ciumes de Medeia sua Esposa, Hera enciumada pela infedelidade de Zeus, que gerou um filho Semideus Hércules, o enlouquece de modo que este mata todos os seus filhos e punido com os 12 trabalhos se redime como Herói.
Já Arthur tem de matar o próprio filho que tornara-se malévo-lo e Luke Skywalker enfrentar seu próprio Pai, Darth Vader um Cavaleiro Negro, que como Saturno ou Cronos destruia os próprios filhos, e desperta em Luke uma ambiguidade, uma lado sombrio em si mesmo até então desconhecido. Todos estes mitos, nos trazem a mensagem de que temos de ver sob a Luz, as Sombras que todos nós carregamos, que a Trancedência só é possível quando unimos as forças opostas, e quando entendemos que Luz e Sombras podem ser opostos, mas quando unidos são um. Nos mostra que a luta do ego, é destrutiva, mas que se nos guiarmos pelo Self (O Si Mesmo ou EU SOU), este passa a Ser o centro de nossa Psique, capaz de nos guiar rumo ao Despertar desta Morte Simbólica, quando então mais uma vez podemos Renascer das cinzas de outrora.

O próprio texto que inicia este diálogo, em Tempo de Morrer, Crescer e Nascer, nos remete ao nosso rejeitado nascimento quando dentro do utero materno (Paraíso), a Passagem pela qual todos passamos quando viemos a este mundo, simbolizada por inumeras Religiões e Tradições da Humanidade, e a morte como um estado intermediário, uma "Nova Passagem" a um outro mundo de Mistérios, a um Novo Nascimento ou se não Renascimento.

A todo instante vivemos pequenas mortes, e pequenos renascimentos, que nos exige a passagem pelo Sacrifício, como a planta que gera o fruto, amadurece, cai na terra e gera uma nova Arvore, que por sua vez repetirá todo este ciclo mais uma vez, e mais uma vez, e mais uma vez, infinitamente... e a História está cheia de Heróis Miticos e também Reais que realizaram algum tipo de sacrificio, antes de nascerem outra vez. A Terapia Iniciática que se aproveita da linguagem simbólica dos mitos, para narrar acontecimentos naturais e trancedentais da vida, se apoia nesta narrativa como forma de nos aproximar deste grande mistérios que é Morrer, Crescer e Nascer a todo instante, neste Grande Mito do Eterno Retorno o qual todos fazemos parte e que através da linguagem simbólica dos mitos, uma verdade mais profunda profunda pode ser intuida e assim compreendida, do que se utlizassemos apenas de uma narrativa linear e lógica.

Ao final o Grande intuito de uma Terapia Inciática, é de nos (re)lembrar que como o Centauro Quirón atingido por uma Flecha, tornou a sua Ferida Sagrada até ser imortalizado como a constelação de Sagitário, nos lembrando de que somos todos curadores feridos, mas com o forte proposito e objetivo de nos (re)ligarmos a Fonte de onde viemos e para onde como a água que do Oceano brotu um dia, que após ter percorrido uma longa jornada, volta reencontrar-se com o Grande Oceano Cósmico da Vida. Pois como os Nativos que acreditam terem vindo das Estrelas do Grande Pai Céu, a elas um dia novamente regressararemos como Heróis, quando a Jornada de Nossa Alma ou do EU SOU, completar o seu propósito.

Para finalizarmos, gostaria de convidá-los a juntos contemplarmos esta Grande História do Inicio ao Fim !!!

Mais do que todas as palavras aqui ditas, o filme abaixo fala tudo sem dizer uma única palavra... ou melhor ele diz todas as palavras que não precisam ser verbalizadas para serem ditas... pois já são ditas em um outro nível perceptivo...

Namastê !


Chegamos ao Final !!!


Ou diria...


Ao Inicio de tudo !!!


Ou melhor...


AO MITO DO ETERNO RETORNO !!!

quinta-feira, 11 de março de 2010

Fábula Mito do Cuidado

Certo dia, ao atravessar um rio, Cuidado viu um pedaço de barro. Logo teve uma ideia inspirada. Tomou um pouco de barro e começou a dar-lhe forma. Enquanto contenplava o que havia feito apareceu Júpiter.

Cuidado pediu-lhe que soprasse espírito nele. O que Júpiter fez de bom grado.

Quando, porém, Cuidado discutiam, surgiu de repente, a Terra. Quis também ela conferir o seu nome a criatura, pois fora feita de barro, material do corpo da Terra. Originou-se então uma discussão generalisada.

De comum acordo pediram a Saturno que funcionasse como árbitro. Este tomou a seguinte decisão que pareceu justa:

Você, Júpiter, deu-lhe o espírito; receberá, pois de volta este espírito por ocasião da morte desta criatura.

Você, Terra deu-lhe o corpo; receberá, portanto, também de volta o seu corpo quando essa criatura morrer.

Mas como você, Cuidado, foi quem, por primeiro, moldou a criatura, ficará sob seus cuidados enquanto ela viver.

E uma vez entre vocês há acalorada discussão acerca do nome, decido eu: esta criatura será chamada Homem, isto é, feita de húmus, que significa terra fértil.


(Fonte: Leonardo Boff - Saber Cuidar).


Pensamentos e Reflexões

A partir da fabula mito do cuidado, somos capazes de construir um pensamento que nos liga diretamente ao proposito maior, de uma Psicologia Transpessoal na Educação ou Transpedagogia, que é a Educação em Valores Humanos. A ideia de um cuidado essencial com o Ser Humano, que por ventura se reflete na Terra, é o que se espera da transmisão de valores humanos. O mito em questão nos serve duas vezes um em sua expressão que nos recorda da conexão com o Planeta, com a Terra, do microcosmos existente dentro de cada um, reflexo de uma totalidade maior expressa no macrocosmos. Em segundo o mito nos serve até como ferramenta transpedagógica, uma vez que suscita em nós, e em que lê, refletir acerca da necessidade de cuidarmos do Ser Humano, de tranformar o Cuidado recebido, no Cuidado para com os outros seres e para com a própria Terra que lhe serve de lar.

Temos assistido há inumeros atos de vandalismo, sofrimento, destruição e também degradação seja das relações humanas, seja do meio ambiente que já reflete a falta de Cuidado, com as mudanças climáticas sentidas em todo o globo, com frio e calor recordes por todo o mundo, com a extinção de diversas espécies, com suas chuvas torrenciais, ventanias, terremetos e maremotos.

Tanto o Humano, quanto a Terra clamam pelo Cuidado essencial, capaz de mudar esta triste figura que se forma neste século da pós-modernidade. A Transpedagogia, melhor que ninguém representa a figura mitica do Cuidado, capaz de manter sob seus cuidados o Humano, que se educado, pode Cuidar da Terra, que vive e habita.

A Transpedagogia, prima por técnicas que visam reencantar o aprendizado, experienciar através do R.E.I.S. Ou Razão, Emoção, Intuição e Emoção integrados, e não em separados como uma suposta ciência fragmentada e mecanicista, faz-se supor sê-lo correto, quando retira do Objeto do Conhecimento, o Sujeito que lhe conhece e significa. A nulidade de um Sujeito na pesquisa é mutilar usando só de razão, o verdadeiro objeto do conhecimento, que passa pelas outras funções psiquicas, já citadas.

Assim o seu método, visa criar conexões, ela não separa, não fragmenta o saber, em especialidades cada vez menores de conhecimento, até que se perca por completo o objeto estudado. Diferentemente, a sua postura transdiciplinar, sob criticas de utópica, mas sem incomodar-se, por acreditar na necessidade de as ciências se comunicarem, ela vai além da interdisciplinaridade, que mantém as disciplinas separadas, tranferindo apenas muitas vezes apenas o método de estudo. O termo “Trans” que designa ir além, vai buscar ir além do conhecido, equanto Transdisciplinar vai dialogar e também pesquisar em conjunto com profissionais de diferentes ciências do conmhecimento, vai religar o saber, observando onde é possível falarmos a mesma língua, e vai também considerar enquanto postura Transpedagogica, o Sujeito que faz Ciência, ela não o anula, ao contrário ela reforça a postura do pesquisador diante do pesquisado.

Quem disse que para fazer ciência temos de ser frios, temos de estar presos há algum laboratório, temos de ser estritamente rigorosos e meticulosos com os resultados, é claro que há metodos a serem considerados, que não podem ser rejeitados, mas isto não implica uma postura em rejeitarmos o Sujeito que faz ciência, o Sujeito que conhece o objeto.

Não se pode esquecer que todo cientista, ao pesquisar sobre algo, teve uma intuição sobre o que buscava, sobre possíveis resultados, sobre como faria a sua pesquisa, não podemos desconsiderar que este mesmo cientista, no decorrer de suas pesquisas sentiu algo, e que a cada resultado emocionou-se, ou na falta destes também sentiu algo.

Todos sabemos que crianças aprendem com brincadeiras, aprendem porque se divertem, aprendem porque são curiosas, aprendem por que se mantém abertas ao novo, a mudança, as experiências. Não tem medo de errar, errar afinal é coisa de adulto, entre crianças não há erros, é como a célebre frase “não existem fracassos, apenas tentativas que ainda não deram certo” de Thomas Alva Edison, o Inventor da Lâmpada Elétrica, cuja lampada perfeita requereu não menos que outras 1000 lampadas.

Não é foco principal por parte da Transpedagogia, a transmissão de conteúdos, hoje na Era do Conhecimento, o que não falta é informação, há um excesso de informações, assim não é proposito da Transpedagogia, trazer ainda mais informações, e sim a de trabalhar as informações “pertinentes” existentes. De que adianta retórica, conhecimento, erudição, sem um propósito, sem um valor humano, que nos oriente para onde estamos indo, para onde desejamos chegar e para que Sociedade e Mundo, afinal o que desejamos construir ?

A Transpedagogia, ao reencantar o processo de ensino aprendizagem, e ainda em preocupar-se em cuidar de quem também cuida, ou seja do educador, ela vai além de outras posturas pedagógicas, que visam o ensino formal e intelectualizado, além da preoucpação em transmitir valores humanos e virtudes, como nos remete o antigo conceito de paidéia grega, uma educação cidadã, a Transpedagogia faz ainda melhor, pois estimula o próprio educando ir em busca de garimpar o próprio ouro, o educando torna-se a parte ativa de sua educação, e não um mero depositário de conteúdos, numa atitude vertical de ensino, dentro de uma concepção bancária de educação.

O Educando torna-se o verdadeiro Sujeito do Conhecimento, capaz de dizer a sua própria voz, como diria Paulo Freire ao ser capaz de imitar a própria voz divina e criadora, ao ser capaz de ler a sua própria palavra, antes de ler a palavra de outros que não as suas próprias.

O Cuidado Humano que a Transpedagogia tem para com o Educador e Educando faz dela, uma revolução de pensamento e pratica pedagógica, ao libertar o cativo aluno, e torna-lo coadjuvante da história que está a escrever e densenvolvendo valores humanos tais como: verdade, correção, amor, paz e não violência.

Pode se pensar numa prática de valores humanos nas escolas de trê modos, direto com um horário especial para a sua prática, indireto com o tema de valores humanos discutidos em outras disciplinas e paralela em oportunidades como visitas a igrejas, museus, filmes em que se pode aproveitar a ocasião para discutir-se sobre o tema de importante relevância.

Por fim do mesmo modo em que se pensa em uma ciência da... e com consciência. É preciso pensar numa Pedagogia que atrele a Consciência em sua prática, e a Transpedagogia, e suas técnicas que vão muito além da mera racionalidade, advindas das técnicas aplicadas pela Transpessoal, pode ainda indiretamente servir de trabalho terapeutico entre educadores e educandos. Do trabalho transpedagógico, é possível pensarmos num modo diferente de educação e ciência, de superarmos a fragmentação da relação Sujeito e Objeto, e repensarmos sobre o nosso posicionamento no cosmos e do mundo que desejamos construir.

Como diz Charles Chaplin:


“Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.”

Este é o verdadeiro espirito pelo qual a Transpedagogia luta, lembrar-nos todos os dias de nossa humanidade, que não pode ser esquecida ou sumplantada por nossa tecnologia.

Namastê !


quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Metamorfoses

"Metamorfoses" do Poeta Latino Ovídio
"Não há coisa alguma que persista em todo o Universo. Tudo Flui, e tudo só apresenta uma imagem passadeira. O próprio tempo passa com um movimento continuo, como um rio.. O que foi antes já não é, o que não tinha sido é, e todo instante é uma coisa nova. Vês a noite, próxima do fim, caminhar para o dia, e à Claridade do dia suceder a escuridão da noite... Não vês as estações do ano se sucederem, imitando as idades de nossa vida? Com efeito, a primavera, quando surge, é semelhante à criança nova. . . a planta nova, pouco vigorosa, rebenta em beatos e enche de esperança o agricultor. Tudo floresce. O fértil campo resplandece com o colorido das flores, mas ainda falta vigor às folhas. Entra, então, a quadra mais forte e vigorosa, o verão: é a robusta mocidade, fecunda e ardente. Chegai, por sua vez, o outono: passou o fervor da mocidade, é a quadra da maturidade, o meio-termo entre o jovem e o velho; as temperas embranquecem. Vem, depois, o tristonho inverno: é o velho trôpego, cujos cabelos ou caíram como as folhas das árvores, ou, os que restaram, estão brancos como a neve dos caminhos. Também nossos corpos mudam sempre e sem descanso... E também a natureza não descansa e, renovadora, encontra outras formas nas formas das coisas. Nada morre no vasto mundo, mas tudo assume aspectos novos e variados... todos os seres têm sua origem noutros seres. Existe uma ave a que os fenícios dão o nome de fênix. Não se alimenta de grãos ou ervas, mas das lágrimas do incenso e do suco da amônia. Quando completa cinco séculos de vida, constrói um ninho no alto de uma grande palmeira, feito de folhas de canela, do aromático nado e da mirra avermelhada. Ali se acomoda e termina a vida entre perfumes. De suas cinzas, renasce uma pequena fênix, que viverá outros cinco séculos... Assim também é a natureza e tudo o que nela existe e persiste."
Por que há vida e morte ?
Por que o velho deve dar espaço ao novo ?

Por que semelhante gera semelhante ?

Por que há semelhanças e diferenças ?

Por que há noite e dia ?

Por que tudo muda ?

Por que a criança cresce se torna adulta, amadurece, envelhece e desaparece ?

Por que a doença nos invade e rouba-nos a força ?

Por que uma só semente cresce e multiplica-se ?

Por que nada é idêntico ?

De onde vêm os seres e para onde vão quando desaparecem ?

Por que há transformação ?

"Na natureza, nada se cria nada se perde, tudo se transforma !" Lavosier

Namastê !

Mas afinal será este o fim ou apenas um recomeço ?

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Direitos Humanos – Parte 1


São muitos os direitos que possuímos divididos em 30 artigos, que em 1948 foi promulgado pela Nações Unidas como a Declaração Universal de Direitos Humanos. Tal declaração nasceu em conjunto com os acontecimentos mundias da Segunda Guerra Mundial, com os abusos cometidos por ambos os lados entre Aliados e os Nazi-Facistas. Como a Bomba de Hiroshima e Nagasaki atirada em um alvo civil, como retaliação ao atentado Japonês de Pearl Harbor e o Holacausto como a solução final por parte da Alemanha Nazista que perseguiu milhares de Judeus, Ciganos, Negros e Homossexuais com o propósito de criar uma raça forte e pura Ariana, proposta também pela Eugenia. A idéia com tal declaração, seria propor uma espécie de Direito Universal e Ético, um modelo idealizado pelo qual todas as nações deveriam guiar-se, a fim de preservar a vida humana e evitar que os abusos cometidos contra a vida humana, continuassem a ocorrer no mundo, além de promover a justiça, igualdade e paz social. Algumas criticas a Declaração de Direitos Humanos são feitas, chamando-as de utópicas, românticas ou irreais, que existem apenas na teoria, e no papel, que nem mesmo países desenvolvidos conseguem assegurar tais direitos. Bem diante de tais criticas, não se trata de dizermos se os direitos são utópicos ou não, já que qualquer coisa para existir um dia foi uma utopia, uma idéia que para se tornar realidade teve de ser creditada pelas pessoas que a seguiam e acreditavam nela. Um exemplo disso era a prática escravagista na qual a existência de muitas sociedades antigas e avançadas em sua época se apoiaram, como os Assirios, Egípcios, Gregos e Romanos. Tal sistema só veio a ser rompido por volta do séc XIX, com movimentos abolicionistas iniciados na Europa, que acabaram por pressionar a América para o mesmo ente eles E.U.A. e Brasil. Segundo a ONU o ultimo País a abolir a Escravidão foi a Mauritânia em 1981 em pleno século XX, algo muito recente para se imaginar que ainda pudesse existir no mundo. Porém se sabe que mesmo hoje, novas formas de escravidão são praticados em vários países inclusive no Brasil, quando vira e mexe saem noticiários sobre fazendeiros, que aliciam seus trabalhadores rurais, cobrando aluguel pelas ferramentas que utilizadas em suas próprias terras, moradia e comida, de forma a explorá-los com dividas que não são capazes de saudar, realizadas de forma ilegal pelo empregador, além de inúmeras fazendas que também se apropriam do trabalho infantil. A escravidão continua a existir muito provavelmente em alguma nação subdesenvolvida e afastada do mundo dito “civilizado” porém trata-se de algo quando há, considerado clandestino e ilegal. Mas neste aspecto a escravidão se pensarmos em muitos séculos atrás, parecia algo utópico, impraticável, pois afetaria a economia, e não poderia se viver sem ela, no entanto aqui estamos nós “empregados” ou “sub-empregados” muitas vezes, mas ainda sim considerados “livres” e com direitos. Gandhi por exemplo foi capaz de fazer uma revolução pela independência do seu país, sob julgo do império inglês até então, sem que para isso tive-se de usar de violência, quem imaginaria que uma revolução como a da independência de um país, contra um grande império, poderia ser feito desta maneira e pela iniciativa de um homem só, que nem em uma posição de comando e hierarquia formal/oficial estava. É claro de que o mesmo não conseguiu isso sozinho, de que outra pessoas também se envolveram com a causa e foram inspiradas a segui-lo, mas sem dúvida que a sua iniciativa e o fato de acreditar que isto seria possível, que acabou por convencer uma nação de que se outros também desejassem ser a mudança que queriam ver no mundo, um mundo melhor seria possível de se viver. Assim a relevância de tal declaração, a sua existência e conhecimento dos direitos que todos nós cidadães do mundo temos é de primordial importância se desejarmos que ela se realize, assim como o abolicionismo aconteceu um dia contrariando todas as previsões, que diziam que o mesmo era utópico e impossível de ser praticado, que culminaria na falência econômica e social das potências que se erguiam e mantinham apoiadas sob tal sistema explorador, o que hoje sabemos não ter acontecido, já que todas as nações se adaptaram a uma nova realidade. Sim cabe a cada um de nós buscarmos e nos informarmos sob os direitos que temos, acreditarmos, cobrá-los e informá-lo ao maior número de pessoas, para que justamente ele se torne real.

“Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.” Artigo 1o.

Viste este link para conhecer os 30 artigos a que você tem por Direito Universal:
http://www.onu-brasil.org.br/documentos_direitoshumanos.php

Namastê !

domingo, 7 de fevereiro de 2010

A Máquina Humana

Desde o advento da ciência, temos assistido a uma crescente dessacralização do corpo humano, são inúmeras as comparações da ciência, do corpo humano e órgãos, como sendo um verdadeiro sistema mecânico e padronizado, como se verdadeiramente funcionássemos como máquinas, sustentadas por uma grande bateria, chamada coração. Ainda atuamos sob um paradigma Newtoniano-Cartesiano, do qual o Universo é como se fosse um relógio, e Deus o Grande Relojoeiro que ajustou os ponteiros, e de que de tempos em tempos dá a corda, para que o relógio não pare de funcionar. Esta era e ainda é a metáfora Newtoniana de Ciência Determinista, na qual todas as causas do Universo, obedeceriam a leis estritamente rígidas e controladas que forneceriam todas as respostas, para os acontecimentos naturais. A Medicina Tradicional, é uma das Ciências que mais elevou este paradigma a sua raiz cubica, elevada a oitava potência, baseando-se na alopatia a causa para a cura de todas as doenças, e na substituição de órgãos defeituosos por próteses mecânicas e funcionais. Nada contra tal visão, afinal houveram grandes avanços significativos para a Humanidade, porém há uma grande preocupação com o tratamento da doença, de combate-la e não com o Individuo que está doente ou adoeceu. Esta é a diferença da visão de uma Medicina Ocidental da Oriental, nesta outra trata-se primeiro o doente, e não a doença, pois se entende de que o individuo doente é quem manifesta a doença, e que também é quem é capaz de curá-la. A medicina de Hipócrates, pai da Medicina Ocidental, também compartilhava desta crença e visão mais holística da doença e do humano. Não sou Médico, e portanto desconsiderando polêmicas a parte, que serviram apenas de reflexão, não se trata afinal de descaracterizarmos um sistema, sobre o outro, afirmando que um é melhor ou pior, apenas acredito que seria muito bom que ambas as visões tradicionalistas e de vanguarda estivem juntas lado a lado, como irmãs e complementares umas as outras. Não se pode entender as partes separando-as, pois a totalidade sempre será maior que a sua soma pura e simples. A idéia que ainda impera hoje, é que funcionamos e nos regulamos como máquinas, máquinas biológicas, temos o processo de homeostase das células, que geram o processo de equilíbrio para o organismo vivo, portanto manter tal processo de homeostase funcionando, é o predicado de uma industria automobilística por exemplo, manterem suas máquinas e robôs funcionando, em consonância com seu empregados na linha de produção. Na visão pós-moderna de homem, não sobra mais espaço, para enxergarmos uma outra natureza mais sutil, que se interliga e conecta todos os seres vivos, o homem e a natureza. O indígena, o antigo homem do campo, as vários tribos há muito perdidas que cultuavam os deuses e a natureza, sabiam disso, dessa interconexão aparentemente invisível, não vou dizer que tais povos, não tinham um outro lado obscuro, como o do sacrifício animal ou humano, para aplacar as supostas divindades dos elementos. Porém teorias como as de James Lovelock, parecem resgatar além do nome Gaia, antes ligado a Divindade da Terra, a idéia de um superorganismo vivo, capaz de se auto-regular. É como se pensássemos que dentro de nós temos outros organismos vivos, atuando em harmonia, como uma verdadeira sinfonia musical, temos vírus, bactérias, células que desempenham cada um ao seu modo um papel, sem que para isso tenhamos que estar conscientes de sua presença ou existência. Assim estaríamos todos atuando dentro de Gaia, seriamos como outros organismos dentro dela, talvez o papel que estamos fazendo neste momento não seja dos melhores, já que estamos mais para um vírus, do que para um anti-corpo por exemplo. Mas a grande questão que desejo chamar a atenção, é que somos todos sistemas vivos, atuando sobre outros sistemas e organismos, obedecemos a um ecossistema, que como diz o Chefe Seattle, “O homem não tramou o tecido da vida; ele é simplesmente um de seus fios. Tudo o que fizer ao tecido, fará a si mesmo.” Com isso chegamos a reflexão de que a metáfora da “máquina humana” não pode ser verdadeira, pois isto implicaria que acaso o grande relógio do universo parasse de dar as horas, bastaria ao homem que lhe desse corda, ou troca-se uma das engrenagens, acertando-lhe os ponteiros, para que tudo volta-se ao normal, como sempre fora. Mas na natureza, as coisas não são bem assim, não adianta simplesmente pararmos de agredir o meio ambiente, muitas especies foram mortas, com a poluição, pesca e caça indiscriminatórias, predadores naturais desapareceram, ou seja todo o equilíbrio foi alterado, a homeostase de outrora, nunca mais será recuperada do mesmo modo como antes, nós também poluímos o nosso organismo e células, com tabaco, álcool, drogas, medicamentos, sedentarismo, stress, alimentação, hábitos de vida, pensamentos negativos. Este conjunto de fatores também provocam doenças, e mexem com o nosso ecossistema interno, se fossemos realmente uma máquina, bem deveríamos se não fossemos indestrutíveis, sermos mais resistentes do que o somos, não deveríamos nos desgastar com tanta facilidade, nem mesmo poderíamos envelhecer, talvez pudéssemos ser imortais, o sonho da atualidade da ciência, nos transformar em robôs, em seres autômatos e imortais. A vida em todo o seu explendor deve ser contemplada, admirada, vista como algo sagrado, que ocorre por razões que por maiores que sejam as explicações da ciência, nada mais são que teorias, e não a totalidade da verdade. A ciência é apenas mais um modo de explicar os fenômenos que observamos, e não o único modo de se aperceber da verdade, existem também os mitos, os ritos, os símbolos, as religiões, as metáforas e também por que não o próprio Observador que observa, criando e interagindo no seu mundo particular ou subjetivo como dirá a ciência, cujo método tenta por extirpá-lo e sacrifiá-lo em nome de uma pretensiosa neutralidade "não existente" de fato. É a partir do observado, de nossas experiências sensoriais, que o mundo como cada um de nós em seu intimo conhece, é que passa a ter forma, e propósito. O que é a realidade ? O que é a verdade ? O que é a vida ? Estas são perguntas inocentes, mas que abarcam dentro de si inúmeras respostas, ou verdades que são transmutadas através do tempo, gerações e eras. O melhor que podemos fazer é ir na contramão da ciência tradicional, e integrarmos o Sujeito que observa, do Objeto observado, um não vive sem o outro, o objeto só tem valor, porque antes de mais nada existe um Sujeito capaz de observá-lo e dizer de que o mesmo existe, e a partir do momento em que existimos, a vida passa a ter um significado, que antes não existia.

Se pudéssemos fazer uma pergunta a um robô no futuro, que imita-se o humano com perfeição, que de algum modo pode tomar consciência de sua existência, você sabe o que ele responderia ? Se pudesse ser alguém eu seria você !!! E o grande paradoxo, é que desejamos e nos caminhamos para sermos artificiais e não naturais, daquilo que nos faz justamente SER HUMANO, nossas emoções !!!

Namastê !


Pensamos demasiadamente

Sentimos muito pouco

Necessitamos mais de humildade

Que de máquinas.

Mais de bondade e ternura

Que de inteligência.

Sem isso, A vida se tornará violenta e

Tudo se perderá.

Charles Chaplin