sábado, 17 de abril de 2010

O Poder do Silêncio


Nós os índios conhecemos o Silêncio.
Não temos medo dele.
Na verdade para nós ele é mais poderoso
do que as palavras.
Nossos ancestrais foram educados
nas maneiras do silêncio e eles
nos transmitiram esse conhecimento.
Observa os animais para ver
como cuidam de seus filhotes.
Observa os anciões para ver
como se comportam.
Observa o homem branco para ver
o que querem.
Sempre observa primeiro,
com o coração e a mente quietos,
e então aprenderás.
Quando tiveres observado o suficiente,
então poderá atuar.
Com vocês, brancos, é o contrário.
Vocês aprendem falando.
Dão prêmios às crianças que falam mais na escola.
Em suas festas, todos tratam de falar.
No trabalho estão sempre tendo reuniões
nas quais todos interrompem a todos,
e todos falam cinco, dez, cem vezes.
E chamam isso de “resolver um problema”.
Quando estão numa habitação e há silêncio,
ficam nervosos.
Precisam preencher o espaço com sons.
Então, falam compulsivamente,
mesmo antes de saber o que vão dizer.
Vocês gostam de discutir.
Nem sequer permitem que
o outro termine uma frase.
Sempre interrompem.
Para nós isso é muito desrespeitoso
e muito estúpido, inclusive.
Se começas a falar,
eu não vou te interromper.
Te escutarei.
Talvez deixe de escutá-lo
se não gostar do que estás dizendo.
Mas não vou interromper-te.
Quando terminares, tomarei uma decisão
sobre o que disseste,
mas não te direi se não estou de acordo,
a menos que seja importante.
Do contrário, simplesmente ficarei calado
e me afastarei.
Terá dito o que preciso saber.
Não há mais nada a dizer.
Mas isso não é o suficiente para a maioria de vocês.
Deveriam plantá-las, e permiti-las crescer em silêncio.
Nossos ancestrais nos ensinaram que
a terra está sempre nos falando,
e que devemos ficar em silêncio para escutá-la.
Existem muitas vozes além das nossas.
Muitas vozes.
Só vamos escutá-las em silêncio.
Autor: Desconhecido

Pensamentos & Reflexões

Ao longo da vida, nós Ocidentais somos levados a acreditar de que o ruido, o tagarelar, o barulho advindo das grandes metrópoles, escutar no ultimo volume o rádio, enquanto ficamos engarrafados em alguma marginal da cidade, é o apice da nossa Civilização. Enquanto que o silêncio e a paz interior, são coisas inacessiveis, coisas apenas de Orientais, ou de já iniciados em Meditação. Pois um outro povo desvalorizado enquanto Cultura e Civilização, já há muito tempo praticam uma filosofia de vida, que prega o contato com a natureza, sim eles tem musica, e a sua musica como tudo o mais é extraida da própria natureza. Alias natureza esta que valorizam, que cada arvore cortada, não é apenas mais uma arvore como o é para o Civilizado Ocidental. Para o povo dito Selvagem ou Indigena, cada arvore, cada ser, pedra, riacho ou animal, é uma representação do Grande Espirito, que permeia e anima toda a vida, e deve ser respeitado. Não criam animais, como criamos em confinamento com o objetivo de engordá-los abatendo-os facil e convenientemente. Eles caçam apenas para a sua própria sub-existência, extraindo da Natureza apenas aquilo que precisam. Não sem antes pedirem ao Grande Espirito protetor daquele animal, a permissão para caça-lo, pedidndo para que retornem novamente a terra, e reverenciando-o e orando pelo mesmo em uma cerimônia agradecendo pela oferenda recebida do Grande Espirito, honrando perante toda a tribo o animal que estão prestes a consumir. Os animais são seus amigos, não precisam ficar presos dentro das casas com eles, pois são livres para ir e vir, e se estão em sua presença é porque assim escolheream livremente, não são seus donos, mas verdadeiramente amigos e comapanheiros de jornada. Mas chegou o homem branco, com a sua suposta superioridade e modernidade frente ao homem vermelho, e do alto de seu fumegante cavalo de ferro, foi dizimando manadas inteiras de bufálos, que antes corriam livremente pela pradarias, e com seus fios que falam foram dizimando as florestas, e trazendo consigo o seu suposto progresso, e com ele o ruido e a poluição das cidades grandes. Que agora impedem o homem vermelho de escutar o pulsar de sua Grande Mãe Terra, de verem as estrelas, encobertas por uma grande nuvem cinza e preta, que também se confudem com as luzes da cidade, que imitam a luz natural dos astros. E é por isso que somos tão ruidosos, é por isso que levamos nossas vidas de modo tão rapido, que não somos mais capazes de acompanhar o ritmo da estações, o desabrochar de um simples botão de rosa e que nos sentimos cada vez mais vazios e angustiados. Chegará um momento, que se não intervimos rapidamente, nossas crianças, e após os seus filhos, e os filhos de seus filhos, acharão que pizza se planta, que é algum tipo de arvore (se ainda houver alguma até lá), e que a carne vem do supermercado, não de um animal, um ser vivo (aliás já estamos quase lá, pois já se fala em produzir carne sintética). O Silêncio do Índio, é o silêncio de quem houve sua Mãe... a Natureza, e dela aprende suas lições !!!

“De uma coisa sabemos. A terra não pertence ao homem: é o homem que pertence à terra, disso temos certeza. Todas as coisas estão interligadas, como o sangue que une uma família. Tudo está relacionado entre si. Tudo quanto agride a terra, agride os filhos da terra. Não foi o homem quem teceu a trama da vida: ele é meramente um fio da mesma. Tudo o que ele fizer à trama, a si próprio fará.” Chefe Seatlle.

AHOW !!!

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